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Primeira edição da Feira de Artes
Integradas promete aquecer encontro

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Casa do Olhar Luiz Sacilotto abre as portas hoje para atividade que une produtores e público


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

17/08/2019 | 07:26


A produção cultural de Santo André – e de outras partes do Grande ABC – vivem a mostrar criatividade, qualidade e diversidade. Mas o grande público ainda parece não estar muito conectado com esse universo artístico local. É tentando aproximar esses dois lados que a Casa do Olhar Luiz Sacilotto (Rua Campos Sales, 414), no Centro do município, abre as portas hoje para as atividades da primeira edição da Feira de Artes Integradas. Pinturas, fotografias, gravuras, música, leitura, objetos múltiplos e cervejas artesanais fazem parte do leque de atrações que estarão espalhadas pelo local das 14h às 20h, com entrada gratuita.

A iniciativa agita 23 produtores e coletivos culturais da região na área externa do prédio, todos participando de maneira voluntária. “Os convidados se mostraram bem engajados e entusiasmados com a proposta. A ideia partiu de mim, mas não consigo fazer esse tipo de ação sem o apoio do circuito já existente”, afirma Reinaldo Botelho, responsável pela Casa e idealizador da feira. “Quero que o evento tenha o conceito de integrar, não só as linguagens, mas, também, as pessoas. Desejo ver pessoas comuns, famílias, quem nunca visitou a Casa do Olhar, os curiosos que só veem essas ações de um lado distante da rua. Vamos escancarar nossos portões.”

Por trás do conceito de feira popular multidisciplinar, é importante destacar que a exposição de itens e produções em geral faz parte do pacote. Os artistas participantes apostam as fichas em seus talentos, dedicam tempo e buscam ser remunerados por essa produção. O evento pode ser o pontapé inicial para que os visitantes entendam melhor a movimentação econômica necessária para que essa roda cultural continue a girar. “Alimentar a economia é fundamental também, uma vez que esse pessoal que roda por aí vive da arte. Quando você pensa na Casa do Olhar, por exemplo, envolve recursos do dinheiro público para que ela se mantenha ativa. Esse pagamento reverbera em todo um cenário, monetário e de conhecimento.”

“A importância desse evento é proporcionar aos artistas e produtores locais o contato direto com o público através de um ambiente onde essa troca seja feita de forma direta”, comenta o grafiteiro e artista plástico Daniel Melim, de São Bernardo, ressaltando que o projeto estimula os produtores da região. Ele faz parte do coletivo Studio Treze, pronto para marcar presença com zines, prints, gravuras e desenhos em geral assinados também por figuras como Odirlei Regazzo, Tiago Brutais e B47, entre outros integrantes do grupo.

Entre as atrações ainda estão o som do DJ Cabine (811 Dejays) e do DJ Casper (BackSpinCrew), publicações da Editora Estranhos Atratores, trabalhos de ateliê de Cristina Suzuki, cerâmica e porcelanas da Lebú, camisetas da marca Peita Preta, comida de quintal de Maria Dias e a cerveja Constantino Castellani (nome em homenagem ao operário de mesmo nome assassinado em greve de 1919, em Santo André), da Cervejaria Granma. Um espaço kids destinado a atender crianças estará disponibilizado, assim como contação de história, a partir das 17h, com o Rock Para Pequenos.

Segundo Botelho, a agitação da cena cultural do Grande ABC se mostrou forte o bastante nessa estreia da Feira de Artes Integradas para que uma segunda já esteja nos planos da Prefeitura ainda para este ano.  



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Primeira edição da Feira de Artes
Integradas promete aquecer encontro

Casa do Olhar Luiz Sacilotto abre as portas hoje para atividade que une produtores e público

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

17/08/2019 | 07:26


A produção cultural de Santo André – e de outras partes do Grande ABC – vivem a mostrar criatividade, qualidade e diversidade. Mas o grande público ainda parece não estar muito conectado com esse universo artístico local. É tentando aproximar esses dois lados que a Casa do Olhar Luiz Sacilotto (Rua Campos Sales, 414), no Centro do município, abre as portas hoje para as atividades da primeira edição da Feira de Artes Integradas. Pinturas, fotografias, gravuras, música, leitura, objetos múltiplos e cervejas artesanais fazem parte do leque de atrações que estarão espalhadas pelo local das 14h às 20h, com entrada gratuita.

A iniciativa agita 23 produtores e coletivos culturais da região na área externa do prédio, todos participando de maneira voluntária. “Os convidados se mostraram bem engajados e entusiasmados com a proposta. A ideia partiu de mim, mas não consigo fazer esse tipo de ação sem o apoio do circuito já existente”, afirma Reinaldo Botelho, responsável pela Casa e idealizador da feira. “Quero que o evento tenha o conceito de integrar, não só as linguagens, mas, também, as pessoas. Desejo ver pessoas comuns, famílias, quem nunca visitou a Casa do Olhar, os curiosos que só veem essas ações de um lado distante da rua. Vamos escancarar nossos portões.”

Por trás do conceito de feira popular multidisciplinar, é importante destacar que a exposição de itens e produções em geral faz parte do pacote. Os artistas participantes apostam as fichas em seus talentos, dedicam tempo e buscam ser remunerados por essa produção. O evento pode ser o pontapé inicial para que os visitantes entendam melhor a movimentação econômica necessária para que essa roda cultural continue a girar. “Alimentar a economia é fundamental também, uma vez que esse pessoal que roda por aí vive da arte. Quando você pensa na Casa do Olhar, por exemplo, envolve recursos do dinheiro público para que ela se mantenha ativa. Esse pagamento reverbera em todo um cenário, monetário e de conhecimento.”

“A importância desse evento é proporcionar aos artistas e produtores locais o contato direto com o público através de um ambiente onde essa troca seja feita de forma direta”, comenta o grafiteiro e artista plástico Daniel Melim, de São Bernardo, ressaltando que o projeto estimula os produtores da região. Ele faz parte do coletivo Studio Treze, pronto para marcar presença com zines, prints, gravuras e desenhos em geral assinados também por figuras como Odirlei Regazzo, Tiago Brutais e B47, entre outros integrantes do grupo.

Entre as atrações ainda estão o som do DJ Cabine (811 Dejays) e do DJ Casper (BackSpinCrew), publicações da Editora Estranhos Atratores, trabalhos de ateliê de Cristina Suzuki, cerâmica e porcelanas da Lebú, camisetas da marca Peita Preta, comida de quintal de Maria Dias e a cerveja Constantino Castellani (nome em homenagem ao operário de mesmo nome assassinado em greve de 1919, em Santo André), da Cervejaria Granma. Um espaço kids destinado a atender crianças estará disponibilizado, assim como contação de história, a partir das 17h, com o Rock Para Pequenos.

Segundo Botelho, a agitação da cena cultural do Grande ABC se mostrou forte o bastante nessa estreia da Feira de Artes Integradas para que uma segunda já esteja nos planos da Prefeitura ainda para este ano.  

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