Fechar
Publicidade

Domingo, 15 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Com aversão ao risco no exterior, Ibovespa cai e perde nível dos 100 mil pontos

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em um ambiente de intensa volatilidade, o indicador chegou a subir, mas perdeu sustentação



15/08/2019 | 18:27


Quase dois meses depois de ter conquistado a até então inédita marca dos 100 mil pontos, o Índice Bovespa voltou a curvar-se ante a forte aversão ao risco no mercado internacional e perdeu esse suporte nesta quinta-feira. Em um ambiente de intensa volatilidade, o indicador chegou a subir até 0,75% pela manhã, mas perdeu sustentação e mergulhou até 2,05% à tarde. Ao final dos negócios, marcou 99.056,91 pontos, em queda de 1,20%.

Desde 19 de junho, quando o Ibovespa vinha se sustentando acima dos 100 mil pontos, chegando a mais de 105 mil em 10 de julho. Desde esse pico, a turbulência do mercado internacional vem refreando o avanço do índice para além desse patamar, mesmo com o cenário doméstico mais favorável. De lá para cá, a queda do índice é de 6,39%.

As bolsas de Nova York foram a principal referência para o mercado brasileiro e tiveram desempenho igualmente volátil, em meio às diversas incertezas quanto à guerra comercial entre Estados Unidos e China e risco de desaceleração da economia global. A crise aberta nos mercados argentinos desde o resultado das prévias das eleições também esteve no radar por aqui.

Em evento do Santander em São Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou as adversidades. Ele afirmou não ter nenhum receio de ser engolido pelo mercado internacional e que não teme o "balanceio" da economia argentina, nem a queda de um gigante lá fora. De acordo com o ministro, a guerra comercial não vai afetar o PIB brasileiro e poderia, no máximo, causar alterações cambiais.

Para Guilherme Macedo, sócio da Vokin Investimentos, Guedes "está no papel dele como ministro da Economia", mas os riscos do mercado internacional são preocupantes. "Entendo que o Brasil vem promovendo avanços muito importantes e estou otimista com o país. Mas não somos uma ilha. A história mostra que nas crises internacionais o investidor estrangeiro não faz muita distinção entre os mercados emergentes na hora de reduzir a exposição ao risco", disse.

Na avaliação de Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, a crise na Argentina é uma preocupação a mais para o mercado brasileiro, não tanto pelo impacto econômico potencial de uma crise econômica, mas justamente pelo risco de o investidor estrangeiro promover uma saída em bloco da América do Sul. "É um risco que tira o brilho do Brasil", afirma.

Entre as quedas mais expressivas do dia ficaram os papéis de empresas ligadas a commodities, como Petrobras ON e PN (-2,21% e -2,77%), que acompanharam as perdas do petróleo nos futuros de Londres e Nova York. Vale ON (-2,21%) e siderúrgicas também deram o tom do temor de continuidade da guerra comercial e da desaceleração econômica global.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Com aversão ao risco no exterior, Ibovespa cai e perde nível dos 100 mil pontos

Em um ambiente de intensa volatilidade, o indicador chegou a subir, mas perdeu sustentação


15/08/2019 | 18:27


Quase dois meses depois de ter conquistado a até então inédita marca dos 100 mil pontos, o Índice Bovespa voltou a curvar-se ante a forte aversão ao risco no mercado internacional e perdeu esse suporte nesta quinta-feira. Em um ambiente de intensa volatilidade, o indicador chegou a subir até 0,75% pela manhã, mas perdeu sustentação e mergulhou até 2,05% à tarde. Ao final dos negócios, marcou 99.056,91 pontos, em queda de 1,20%.

Desde 19 de junho, quando o Ibovespa vinha se sustentando acima dos 100 mil pontos, chegando a mais de 105 mil em 10 de julho. Desde esse pico, a turbulência do mercado internacional vem refreando o avanço do índice para além desse patamar, mesmo com o cenário doméstico mais favorável. De lá para cá, a queda do índice é de 6,39%.

As bolsas de Nova York foram a principal referência para o mercado brasileiro e tiveram desempenho igualmente volátil, em meio às diversas incertezas quanto à guerra comercial entre Estados Unidos e China e risco de desaceleração da economia global. A crise aberta nos mercados argentinos desde o resultado das prévias das eleições também esteve no radar por aqui.

Em evento do Santander em São Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou as adversidades. Ele afirmou não ter nenhum receio de ser engolido pelo mercado internacional e que não teme o "balanceio" da economia argentina, nem a queda de um gigante lá fora. De acordo com o ministro, a guerra comercial não vai afetar o PIB brasileiro e poderia, no máximo, causar alterações cambiais.

Para Guilherme Macedo, sócio da Vokin Investimentos, Guedes "está no papel dele como ministro da Economia", mas os riscos do mercado internacional são preocupantes. "Entendo que o Brasil vem promovendo avanços muito importantes e estou otimista com o país. Mas não somos uma ilha. A história mostra que nas crises internacionais o investidor estrangeiro não faz muita distinção entre os mercados emergentes na hora de reduzir a exposição ao risco", disse.

Na avaliação de Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, a crise na Argentina é uma preocupação a mais para o mercado brasileiro, não tanto pelo impacto econômico potencial de uma crise econômica, mas justamente pelo risco de o investidor estrangeiro promover uma saída em bloco da América do Sul. "É um risco que tira o brilho do Brasil", afirma.

Entre as quedas mais expressivas do dia ficaram os papéis de empresas ligadas a commodities, como Petrobras ON e PN (-2,21% e -2,77%), que acompanharam as perdas do petróleo nos futuros de Londres e Nova York. Vale ON (-2,21%) e siderúrgicas também deram o tom do temor de continuidade da guerra comercial e da desaceleração econômica global.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;