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Industrialização


Do Diário do Grande ABC

14/08/2019 | 11:08


O resultado de estudo sobre a produção da riqueza paulista, realizado pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), não deixa margem para dúvidas: o paulatino enfraquecimento do setor produtivo no Grande ABC chegou a tal nível que seus reflexos já são sentidos muito além das sete cidades. Dada a sua importância, não demora a contagiar também o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. É por isso que a situação da indústria regional deveria passar a interessar ao governo federal. Antes que a desidratação do setor atinja nível irreversível e condene o desenvolvimento do País.

Faz algum tempo que este Diário, atento à inflexão fabril da região, tomada como exemplo do que ocorre em outros polos produtivos nacionais, tem alertado as autoridades federais e também estaduais sobre a imperiosa necessidade de se discutir políticas industriais capazes de manter em alta segmento extremamente importante na produção da riqueza brasileira. Até agora, todavia, pouco se fez. Apenas o setor automotivo recebeu afago, como o Rota 2030, ainda assim insuficiente para segurar a Ford em São Bernardo.

Além de programas baseados na renúncia de impostos, existem outros mecanismos de incentivo ao empresário da indústria. Facilidade na obtenção de linhas de financiamento, com a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e execução de projetos de infraestrutura para facilitar o escoamento da produção, para ficar em apenas dois bons exemplos, poderiam ajudar sobremaneira.

Espera-se que com a divulgação de pesquisas similares à do Seade, que traduzam em números a desidratação do segmento produtivo do Grande ABC, as autoridades – não apenas as federais, como também as estaduais e municipais – entrem na defesa da causa. Fortalecer a indústria é garantir empregos, que fazem girar a roda da economia, e também assegurar os impostos que sustentam os investimentos em educação, saúde, segurança pública e transporte, por exemplo. Sem fábricas, o Brasil fica mais pobre e a sua população, desassistida. 



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Do Diário do Grande ABC

14/08/2019 | 11:08


O resultado de estudo sobre a produção da riqueza paulista, realizado pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), não deixa margem para dúvidas: o paulatino enfraquecimento do setor produtivo no Grande ABC chegou a tal nível que seus reflexos já são sentidos muito além das sete cidades. Dada a sua importância, não demora a contagiar também o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. É por isso que a situação da indústria regional deveria passar a interessar ao governo federal. Antes que a desidratação do setor atinja nível irreversível e condene o desenvolvimento do País.

Faz algum tempo que este Diário, atento à inflexão fabril da região, tomada como exemplo do que ocorre em outros polos produtivos nacionais, tem alertado as autoridades federais e também estaduais sobre a imperiosa necessidade de se discutir políticas industriais capazes de manter em alta segmento extremamente importante na produção da riqueza brasileira. Até agora, todavia, pouco se fez. Apenas o setor automotivo recebeu afago, como o Rota 2030, ainda assim insuficiente para segurar a Ford em São Bernardo.

Além de programas baseados na renúncia de impostos, existem outros mecanismos de incentivo ao empresário da indústria. Facilidade na obtenção de linhas de financiamento, com a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e execução de projetos de infraestrutura para facilitar o escoamento da produção, para ficar em apenas dois bons exemplos, poderiam ajudar sobremaneira.

Espera-se que com a divulgação de pesquisas similares à do Seade, que traduzam em números a desidratação do segmento produtivo do Grande ABC, as autoridades – não apenas as federais, como também as estaduais e municipais – entrem na defesa da causa. Fortalecer a indústria é garantir empregos, que fazem girar a roda da economia, e também assegurar os impostos que sustentam os investimentos em educação, saúde, segurança pública e transporte, por exemplo. Sem fábricas, o Brasil fica mais pobre e a sua população, desassistida. 

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