Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 23 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Com fuga global de risco, Ibovespa vale menos de 102 mil pontos



14/08/2019 | 10:58


O Ibovespa abriu em forte queda nesta quarta-feira, 14, acompanhando as perdas observadas nos mercados internacionais nesta quarta-feira de vencimento de contrato futuro e de opções sobre Ibovespa. Com exceção de três papéis (Embraer, Marfrig e Suzano), todas ações da carteira do principal índice da B3 estão em queda.

Entre as blue chips, a maior desvalorização é da Petrobras, que sente a queda de mais de 3% dos contratos futuros do barril do petróleo na ICE (Londres) e na Nymex (Nova York).

A Embraer divulgou balanço nesta quarta e revelou uma reversão de prejuízo para lucro no segundo trimestre e um aumento na entrega de aeronaves.

Enquanto o Ibovespa marcava mínima pouco depois da abertura da sessão, o dólar à vista renovava máxima, valendo mais de R$ 4.

A deterioração global reflete um fuga dos ativos de risco após decepção com indicadores econômicos na China, na Alemanha e também na zona do euro. Nos Estados Unidos, a curva de juros das T-Notes chegou a inverter mais cedo, com o título de 10 anos registrando menor rentabilidade do que o de 2 anos. Esse movimento, que sugere possibilidade de recessão, não acontecia desde antes da crise financeira global em 2007.

Na Argentina, o governo Macri tenta hoje reduzir os efeitos da grave crise que abala a economia e os mercados financeiros e anunciou algumas medidas, que terão custo fiscal de 40 bilhões de pesos. Uma delas é que o preço da nafta será congelado por 90 dias frente à desvalorização do peso.

Além disso, o governo dará a trabalhadores do setor público bônus de 5 mil pesos ao fim do mês; aumentará o salário mínimo; lançará um plano para as pequenas e médias empresas pagarem obrigações ao longo de dez anos. "Três anos e meio de governo é muito pouco para consertar legado que recebi", afirmou o presidente Mauricio Macri.

No Brasil, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que não sabe até quanto vai se manter a "bonança de queda de juros" e relatou que algumas pessoas "têm sugerido revisão no Teto de Gastos para torná-lo mais flexível".

Às 10h30, o Ibovespa marcava nova mínima aos 101.424,67 pontos. O dólar à vista subia 1,02% ao R$ 4,0077. O dólar subia 5,27% ante o peso argentino. Como indicavam os índices acionários futuros, as bolsas em Nova York abriram em queda de mais de 1%. Dow Jones recuava 1,43% no horário acima.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Com fuga global de risco, Ibovespa vale menos de 102 mil pontos


14/08/2019 | 10:58


O Ibovespa abriu em forte queda nesta quarta-feira, 14, acompanhando as perdas observadas nos mercados internacionais nesta quarta-feira de vencimento de contrato futuro e de opções sobre Ibovespa. Com exceção de três papéis (Embraer, Marfrig e Suzano), todas ações da carteira do principal índice da B3 estão em queda.

Entre as blue chips, a maior desvalorização é da Petrobras, que sente a queda de mais de 3% dos contratos futuros do barril do petróleo na ICE (Londres) e na Nymex (Nova York).

A Embraer divulgou balanço nesta quarta e revelou uma reversão de prejuízo para lucro no segundo trimestre e um aumento na entrega de aeronaves.

Enquanto o Ibovespa marcava mínima pouco depois da abertura da sessão, o dólar à vista renovava máxima, valendo mais de R$ 4.

A deterioração global reflete um fuga dos ativos de risco após decepção com indicadores econômicos na China, na Alemanha e também na zona do euro. Nos Estados Unidos, a curva de juros das T-Notes chegou a inverter mais cedo, com o título de 10 anos registrando menor rentabilidade do que o de 2 anos. Esse movimento, que sugere possibilidade de recessão, não acontecia desde antes da crise financeira global em 2007.

Na Argentina, o governo Macri tenta hoje reduzir os efeitos da grave crise que abala a economia e os mercados financeiros e anunciou algumas medidas, que terão custo fiscal de 40 bilhões de pesos. Uma delas é que o preço da nafta será congelado por 90 dias frente à desvalorização do peso.

Além disso, o governo dará a trabalhadores do setor público bônus de 5 mil pesos ao fim do mês; aumentará o salário mínimo; lançará um plano para as pequenas e médias empresas pagarem obrigações ao longo de dez anos. "Três anos e meio de governo é muito pouco para consertar legado que recebi", afirmou o presidente Mauricio Macri.

No Brasil, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que não sabe até quanto vai se manter a "bonança de queda de juros" e relatou que algumas pessoas "têm sugerido revisão no Teto de Gastos para torná-lo mais flexível".

Às 10h30, o Ibovespa marcava nova mínima aos 101.424,67 pontos. O dólar à vista subia 1,02% ao R$ 4,0077. O dólar subia 5,27% ante o peso argentino. Como indicavam os índices acionários futuros, as bolsas em Nova York abriram em queda de mais de 1%. Dow Jones recuava 1,43% no horário acima.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;