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CVC registra prejuízo de R$ 92 mi sem Avianca

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Saída da companhia aérea provoca resultado negativo à operadora de turismo no 1º semestre


Do Dgabc.com.br

14/08/2019 | 07:00


A CVC Corp, empresa de turismo com sede em Santo André, registrou perdas na ordem de R$ 92 milhões no primeiro semestre relacionadas ao fim das operações da Avianca no Brasil. A CVC havia negociado R$ 100 milhões em passagens aéreas da companhia, que parou de voar no País em maio. Os dados foram informados pelo jornal Valor Econômico.

A saída repentina da Avianca do mercado nacional fez com que média de 3.400 passagens diárias fosse cancelada dentro de pacotes comercializados pela CVC. A empresa de turismo teve de recorrer às concorrentes da Avianca, como Latam, Azul e Gol, para minimizar o impacto negativo.

O imbróglio fez crescer, à época, o número de reclamações sobre reacomodação de viagens em sites especializados. O volume de queixas foi tão expressivo que o Procon de São Paulo enviou notificação à CVC – também à Decolar e à Viajanet – cobrando explicações. À época, o órgão estadual classificou que a CVC não estava dando suporte aos passageiros da Avianca.

Em entrevista ao site Infomoney, o presidente da CVC Corp, Luiz Fernando Fogaça, minimizou o rombo. “Já resolvemos 90% dos casos relacionados à Avianca e os 10% restantes estão provisionados nos R$ 82 milhões. Não temos mais despesas (como reembolso e reacomodação) com isso nos próximos trimestres”, discorreu. Os R$ 82 milhões citados por Fogaça se referem à reserva financeira feita pela empresa para cobrir eventuais problemas ainda relacionados à Avianca.

Apostas da operadora para evitar mais perdas é a estabilidade do mercado de aviação após a turbulência com a saída da Avianca e a expansão de canais digitais de venda de pacotes. Analistas de mercado temem que o fim das atividades de uma companhia aérea tensiona para cima o preço praticado pelas concorrentes.

Em julho, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), por meio da segunda Câmara Reservada de Direito Empresarial, votou a favor da decretação de falência da Avianca no Brasil. A empresa estava em recuperação judicial desde dezembro. No ano passado, a Avianca chegou a registrar dívida na ordem de R$ 2,8 bilhões. 



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CVC registra prejuízo de R$ 92 mi sem Avianca

Saída da companhia aérea provoca resultado negativo à operadora de turismo no 1º semestre

Do Dgabc.com.br

14/08/2019 | 07:00


A CVC Corp, empresa de turismo com sede em Santo André, registrou perdas na ordem de R$ 92 milhões no primeiro semestre relacionadas ao fim das operações da Avianca no Brasil. A CVC havia negociado R$ 100 milhões em passagens aéreas da companhia, que parou de voar no País em maio. Os dados foram informados pelo jornal Valor Econômico.

A saída repentina da Avianca do mercado nacional fez com que média de 3.400 passagens diárias fosse cancelada dentro de pacotes comercializados pela CVC. A empresa de turismo teve de recorrer às concorrentes da Avianca, como Latam, Azul e Gol, para minimizar o impacto negativo.

O imbróglio fez crescer, à época, o número de reclamações sobre reacomodação de viagens em sites especializados. O volume de queixas foi tão expressivo que o Procon de São Paulo enviou notificação à CVC – também à Decolar e à Viajanet – cobrando explicações. À época, o órgão estadual classificou que a CVC não estava dando suporte aos passageiros da Avianca.

Em entrevista ao site Infomoney, o presidente da CVC Corp, Luiz Fernando Fogaça, minimizou o rombo. “Já resolvemos 90% dos casos relacionados à Avianca e os 10% restantes estão provisionados nos R$ 82 milhões. Não temos mais despesas (como reembolso e reacomodação) com isso nos próximos trimestres”, discorreu. Os R$ 82 milhões citados por Fogaça se referem à reserva financeira feita pela empresa para cobrir eventuais problemas ainda relacionados à Avianca.

Apostas da operadora para evitar mais perdas é a estabilidade do mercado de aviação após a turbulência com a saída da Avianca e a expansão de canais digitais de venda de pacotes. Analistas de mercado temem que o fim das atividades de uma companhia aérea tensiona para cima o preço praticado pelas concorrentes.

Em julho, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), por meio da segunda Câmara Reservada de Direito Empresarial, votou a favor da decretação de falência da Avianca no Brasil. A empresa estava em recuperação judicial desde dezembro. No ano passado, a Avianca chegou a registrar dívida na ordem de R$ 2,8 bilhões. 

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