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Doria e Covas iniciam obra de hospital e tentam mudar 'fluxo' da cracolândia

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


13/08/2019 | 20:37


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), participaram na tarde desta terça-feira, 13, de uma cerimônia para marcar o início das obras do Hospital Pérola Byington, que será transferido da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na Bela Vista, para a Avenida Rio Branco, próximo à cracolândia, na Luz. As obras eram uma promessa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) feita em 2013.

O hospital será construído pela empresa Construcap e operado pela Inova, braço da construtora que gerencia hospitais, em um modelo de Parceria Público-Privada (PPP). A empresa ficará encarregada de manutenção predial e de equipamentos, mediante pagamento mensal do Estado. A promessa é que as obras terminem daqui 36 meses, em 2022.

A obra foi anunciada por R$ 307 milhões, sendo que R$ 123 milhões serão pagos pela Inova e R$ 184 milhões pelo Estado, por meio de um financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Construcap, em São Paulo, venceu a licitação para a gestão do Parque do Ibirapuera e aguarda a elaboração do plano diretor do parque para assumir a área. O grupo tem a gestão de hospitais estaduais em Sorocaba e São José dos Campos.

O atual local de funcionamento do Pérola Byington será desativado. O hospital fica em um prédio alugado por R$ 380 mil por mês. O centro cirúrgico e o centro de diagnósticos serão ampliados em 60%, segundo o Estado, no novo complexo hospitalar.

O Pérola Byington é o local da rede pública estadual de saúde que recebe pacientes mulheres para tratamento de sete tipos de câncer e de violência sexual, entre outros atendimentos.

Parte do atraso para o início das obras se deu por ação do Ministério Público, que apontou irregularidade no processo de escolha do terreno por parte do governo. O terreno do hospital foi definido pelo Plano Diretor da cidade de São Paulo como uma zona para a construção de habitações para famílias de baixa renda. O Estado teve de convencer a Justiça de que aquela era a melhor opção. O licenciamento só foi emitido pela Prefeitura em julho deste ano, quando a cidade transferiu o terreno para o governo.

Cracolândia

Além da ampliação do atendimento do hospital, a mudança de endereço do Pérola Byington faz parte das mais recentes ações prometidas por Estado e município para tentar revitalizar a cracolândia, fazendo as ruas da região deixarem de serem pontos livres para venda e consumo de crack. Tentativas para resolver o problema fracassam desde o início dos anos 1990. No bairro, também estão sendo construídos edifícios residenciais para trazer mais moradores para a área.

No evento, ao tratar as ações da área, Covas tratou da transferência de equipamentos de saúde e assistência social da região, que atendiam os dependentes químicos que frequentam o "fluxo", a aglomeração de usuários de crack, para outro equipamento, na Rua Porto Seguro, em outro ponto do bairro da Luz, distante três quilômetros dali.

"A ideia é ofertar um espaço onde ela tenha tratamento. A gente não manda as pessoas irem para lá ou para cá", disse o prefeito, ao ser questionado se a transferência era uma tentativa de transferir o fluxo do centro para outro local. "A gente não manda, a gente orienta (a ida para locais de atendimento). Não há nenhuma obrigatoriedade, nenhuma ordem de expulsão", afirmou o prefeito.

Segundo Covas, a cracolândia tem hoje entre 400 e 600 usuários de drogas no período da manhã e entre 1.400 e 1.500 no período da noite. O prefeito afirma que, quando a gestão Doria (da qual ele era vice) assumiu o mandato, em janeiro de 2017, eram cerca de 4.000 usuários.



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Doria e Covas iniciam obra de hospital e tentam mudar 'fluxo' da cracolândia


13/08/2019 | 20:37


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), participaram na tarde desta terça-feira, 13, de uma cerimônia para marcar o início das obras do Hospital Pérola Byington, que será transferido da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na Bela Vista, para a Avenida Rio Branco, próximo à cracolândia, na Luz. As obras eram uma promessa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) feita em 2013.

O hospital será construído pela empresa Construcap e operado pela Inova, braço da construtora que gerencia hospitais, em um modelo de Parceria Público-Privada (PPP). A empresa ficará encarregada de manutenção predial e de equipamentos, mediante pagamento mensal do Estado. A promessa é que as obras terminem daqui 36 meses, em 2022.

A obra foi anunciada por R$ 307 milhões, sendo que R$ 123 milhões serão pagos pela Inova e R$ 184 milhões pelo Estado, por meio de um financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Construcap, em São Paulo, venceu a licitação para a gestão do Parque do Ibirapuera e aguarda a elaboração do plano diretor do parque para assumir a área. O grupo tem a gestão de hospitais estaduais em Sorocaba e São José dos Campos.

O atual local de funcionamento do Pérola Byington será desativado. O hospital fica em um prédio alugado por R$ 380 mil por mês. O centro cirúrgico e o centro de diagnósticos serão ampliados em 60%, segundo o Estado, no novo complexo hospitalar.

O Pérola Byington é o local da rede pública estadual de saúde que recebe pacientes mulheres para tratamento de sete tipos de câncer e de violência sexual, entre outros atendimentos.

Parte do atraso para o início das obras se deu por ação do Ministério Público, que apontou irregularidade no processo de escolha do terreno por parte do governo. O terreno do hospital foi definido pelo Plano Diretor da cidade de São Paulo como uma zona para a construção de habitações para famílias de baixa renda. O Estado teve de convencer a Justiça de que aquela era a melhor opção. O licenciamento só foi emitido pela Prefeitura em julho deste ano, quando a cidade transferiu o terreno para o governo.

Cracolândia

Além da ampliação do atendimento do hospital, a mudança de endereço do Pérola Byington faz parte das mais recentes ações prometidas por Estado e município para tentar revitalizar a cracolândia, fazendo as ruas da região deixarem de serem pontos livres para venda e consumo de crack. Tentativas para resolver o problema fracassam desde o início dos anos 1990. No bairro, também estão sendo construídos edifícios residenciais para trazer mais moradores para a área.

No evento, ao tratar as ações da área, Covas tratou da transferência de equipamentos de saúde e assistência social da região, que atendiam os dependentes químicos que frequentam o "fluxo", a aglomeração de usuários de crack, para outro equipamento, na Rua Porto Seguro, em outro ponto do bairro da Luz, distante três quilômetros dali.

"A ideia é ofertar um espaço onde ela tenha tratamento. A gente não manda as pessoas irem para lá ou para cá", disse o prefeito, ao ser questionado se a transferência era uma tentativa de transferir o fluxo do centro para outro local. "A gente não manda, a gente orienta (a ida para locais de atendimento). Não há nenhuma obrigatoriedade, nenhuma ordem de expulsão", afirmou o prefeito.

Segundo Covas, a cracolândia tem hoje entre 400 e 600 usuários de drogas no período da manhã e entre 1.400 e 1.500 no período da noite. O prefeito afirma que, quando a gestão Doria (da qual ele era vice) assumiu o mandato, em janeiro de 2017, eram cerca de 4.000 usuários.

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