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Deputado Alexandre Frota é expulso do PSL

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Acusado de traição, político sugeriu que Coronel Nishikawa fosse levado ao conselho de ética


Do Dgabc.com.br
Com AE

13/08/2019 | 12:23


O deputado federal Alexandre Frota (SP) foi expulso, por unanimidade (oito votos a zero), nesta terça-feira (13) do PSL. A decisão foi tomada pela Executiva do partido em Brasília. Frota foi acusado de infidelidade partidária por criticar abertamente o presidente Jair Bolsonaro, além de se abster no segundo turno de votação da reforma da Previdência. O deputado também se posicionou contra a indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada dos Estados Unidos. 

Frota - que é uma das peças mais atuantes em favor da votação da reforma da Previdência -, sugeriu ainda ao PSL que o deputado estadual Coronel Nishikawa (PSL), de São Bernardo, fosse levado ao conselho de ética do partido após a PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), órgão máximo do Ministério Público de São Paulo, abrir investigação sobre suposta prática de pedágio no gabinete do parlamentar do Grande ABC (leia aqui).

Ele estava insatisfeito ainda com o veto do Palácio do Planalto a indicações dele para cargos na Ancine (Agência Nacional de Cinema) e a perda de poder do diretório municipal de Cotia, região metropolitana da capital paulista.

As solicitações para que Alexandre Frota deixasse o partido foram feitas pela deputada Carla Zambelli (SP) e pelo o senador Major Olímpio (SP). A Executiva foipresidida por Luciano Bivar (PE). Além deles, estavam presentes o deputado Felipe Francischini (PR), o deputado Julian Lemos (PB), o líder da sigla na Câmara Delegado Waldir (GO) e outros integrantes do PSL. "Não concordamos com os argumentos dele", afirmou Luciano Bivar, presidente do partido, justificando a decisão de seu partido em expulsá-lo. A decisão expõe um racha dentro do diretório estadual da sigla em São Paulo, hoje, comandado pelo filho do mandatário, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Briga interna

Os controles dos diretórios municipais no Estado viraram uma disputa entre o grupo político do senador Major Olímpio (PSL-SP) e parte dos parlamentares não ligados à bancada militar, como Junior Bozella e o próprio Frota. O senador articulou o processo de expulsão endossando o pedido feito por Carla Zambelli e subscrito pelos também deputados Caroline di Toni (SC), Bia Kicis (DF) e por Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP).

Frota afirmou publicamente que o senador instalou uma "milícia de ex-PMs" no PSL. Irritado, Olímpio pediu a sua expulsão. Os dois brigavam por espaço na estrutura do partido.

No sábado, o parlamentar desativou seus perfis nas redes sociais. A medida foi vista como uma "prevenção" aos ataques que poderá vir a sofrer com a expulsão, confirmada há pouco. No Facebook, Frota tinha 1,1 milhão de seguidores. No Twitter, somava 170 mil seguidores.



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Deputado Alexandre Frota é expulso do PSL

Acusado de traição, político sugeriu que Coronel Nishikawa fosse levado ao conselho de ética

Do Dgabc.com.br
Com AE

13/08/2019 | 12:23


O deputado federal Alexandre Frota (SP) foi expulso, por unanimidade (oito votos a zero), nesta terça-feira (13) do PSL. A decisão foi tomada pela Executiva do partido em Brasília. Frota foi acusado de infidelidade partidária por criticar abertamente o presidente Jair Bolsonaro, além de se abster no segundo turno de votação da reforma da Previdência. O deputado também se posicionou contra a indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada dos Estados Unidos. 

Frota - que é uma das peças mais atuantes em favor da votação da reforma da Previdência -, sugeriu ainda ao PSL que o deputado estadual Coronel Nishikawa (PSL), de São Bernardo, fosse levado ao conselho de ética do partido após a PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), órgão máximo do Ministério Público de São Paulo, abrir investigação sobre suposta prática de pedágio no gabinete do parlamentar do Grande ABC (leia aqui).

Ele estava insatisfeito ainda com o veto do Palácio do Planalto a indicações dele para cargos na Ancine (Agência Nacional de Cinema) e a perda de poder do diretório municipal de Cotia, região metropolitana da capital paulista.

As solicitações para que Alexandre Frota deixasse o partido foram feitas pela deputada Carla Zambelli (SP) e pelo o senador Major Olímpio (SP). A Executiva foipresidida por Luciano Bivar (PE). Além deles, estavam presentes o deputado Felipe Francischini (PR), o deputado Julian Lemos (PB), o líder da sigla na Câmara Delegado Waldir (GO) e outros integrantes do PSL. "Não concordamos com os argumentos dele", afirmou Luciano Bivar, presidente do partido, justificando a decisão de seu partido em expulsá-lo. A decisão expõe um racha dentro do diretório estadual da sigla em São Paulo, hoje, comandado pelo filho do mandatário, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Briga interna

Os controles dos diretórios municipais no Estado viraram uma disputa entre o grupo político do senador Major Olímpio (PSL-SP) e parte dos parlamentares não ligados à bancada militar, como Junior Bozella e o próprio Frota. O senador articulou o processo de expulsão endossando o pedido feito por Carla Zambelli e subscrito pelos também deputados Caroline di Toni (SC), Bia Kicis (DF) e por Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP).

Frota afirmou publicamente que o senador instalou uma "milícia de ex-PMs" no PSL. Irritado, Olímpio pediu a sua expulsão. Os dois brigavam por espaço na estrutura do partido.

No sábado, o parlamentar desativou seus perfis nas redes sociais. A medida foi vista como uma "prevenção" aos ataques que poderá vir a sofrer com a expulsão, confirmada há pouco. No Facebook, Frota tinha 1,1 milhão de seguidores. No Twitter, somava 170 mil seguidores.

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