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Brasil em cenário de tensão global


Do Diário do Grande ABC

13/08/2019 | 10:28


 Nunca foi tão complicado fazer projeções como nestes dias de tensão comercial entre China e Estados Unidos. Na primeira segunda-feira de agosto, os principais índices globais caíram cerca de 2%, depois que a China anunciou boicote aos produtos norte-americanos e desvalorizou sua moeda, o iuane, para o menor nível da década. O imbróglio começou na quinta-feira, dia 1º, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, via Twitter, que novas tarifas de 10% seriam impostas a produtos chineses, que respondem por aproximadamente R$ 300 bilhões das importações anuais norte-americanas.

A China, como era de se esperar, recebeu muito mal a provocação – e, pela primeira vez desde que as tensões comerciais entre os dois países começaram a se agravar, subiu severamente o tom do contra-ataque. O departamento de Tesouro dos Estados Unidos, por sua vez, acusou formalmente a China de manipular o câmbio. Com isso, a temperatura subiu um pouco mais.

Quando dois gigantes lutam, é natural a Terra tremer. No Brasil, o abalo fez-se sentir na Bolsa de Valores, que fechou em queda, e no câmbio, com a disparada do dólar. Na terça os ânimos do mercado pareciam mais apaziguados. Leitura do cenário macro permite, inclusive, encarar com certo otimismo esse duelo de titãs. Ao deixar de importar produtos norte-americanos, a China necessariamente terá de ir às compras em outros mercados – e nós, brasileiros, temos muito a oferecer, especialmente em commodities. Além disso, temos nossas próprias pautas internas com que nos preocupar. A retomada dos trabalhos no Congresso e a expectativa pela votação da reforma da Previdência no Senado atraem a atenção do mercado tanto quanto a movimentação global.

Como as perspectivas são boas – a reforma deverá passar sem grandes mudanças –, trabalhamos com a probabilidade de queda do dólar, altas na bolsa, juros baixos e crescimento modesto da economia brasileira. Não seria possível encerrar essa análise sem falar sobre o ressurgimento do bitcoin. Depois de meses de desaquecimento as criptomoedas começaram a recuperar competitividade. Chama atenção que o bitcoin tenha valorizado mais de 11% em 5 de agosto, sendo negociada a US$ 11.903.

A turbulência suscitada pela crise Estados Unidos-China é a explicação mais plausível para que o chamado ‘ouro digital’ (apelido emprestado às moedas digitais em razão da forma como são ‘mineradas’) tenha se valorizado tanto. É possível que parte dos investimentos chineses tenha migrado para o mundo das criptomoedas. O fato é que a valorização acumulada é de 200% ao ano, mas essa opção só é permitida a quem tiver muito apetite ao risco.

Mauro Morelli é sócio da assessoria financeira Davos.

PALAVRA DO LEITOR
Bagunça
Moro na Rua Flor de Cactus, no Jardim Alzira Franco, em Santo André, e denuncio a bagunça logo cedo que tem em bar aberto quase 24 horas nessa via. O estabelecimento abre às 8h e não deixa os vizinhos dormirem. Eu e meu marido trabalhamos e não conseguimos descansar com essa perturbação de sossego nos fins de semana. Por favor, só queremos ter um pouco de sossego, mas não temos.
Maria Luiza Conceição
Santo André

Corintiano
Muito estranho o leitor Valdir Cobra de Almeida (Bom e velho, dia 11). Primeiro quero agradecê-lo por lembrar grandes atletas do Verdão. Depois dizer que ele esqueceu que o Palmeiras foi o único time a representar a Seleção do Brasil em jogo oficial, a inauguração do Mineirão, contra a seleção do Uruguai. Por isso eu o e Tito, palmeirenses há mais de 70 anos, até concordamos com a análise de como está jogando a equipe atualmente. Mas o leitor nem sequer analisou seu time, então achamos que seu coração é verde. Venha torcer pelo Palmeiras. Venha para a Mancha Alviverde.
José Carlos Belotto
Santo André

Time Brasil
Forças brasileiras que deveriam ampliar a esperança de ‘passar o Brasil a limpo’, apoiar a Operação Lava Jato, querem, a todo custo, desmoralizar, inviabilizar e paralisar Dellagnol e Moro, em vez de se solidarizar e fortalecer o combate à corrupção. Justo aqueles que detêm o poder de decisão/ajuda são contra o combate à corrupção, são contra a Lava Jato e o vital fornecimento de suspeições financeiras pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aos órgãos repressores. O fracasso do nosso time, Brasil, é devido aos nossos ‘atletas consagrados’ que, de propósito, fazem gols contra.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Democracia
Não defendo os militares nem os quero de volta, mas só tomaram o poder porque não havia outro jeito. E nada é mais nocivo para o País que a parasitária classe política que temos. Sem escrúpulo algum, alheios à nossa dura realidade, os políticos, causadores de todo o mal, vivem mundo de fadas no conforto e luxo de suas mansões, ganhando muito, trabalhando pouco e sempre defendendo injustificáveis privilégios. Pior: grande parte ainda rouba. Os militares tiraram-nos o direito ao voto porque não sabíamos votar e tinham razão. Vejam depois das Diretas Já quem elegemos com voto obrigatório. Esses, sim, saquearam a Pátria, nos roubaram. E muito. Nunca ganhamos tão mal tendo milhões de desempregados endividados e inadimplentes, mas os representantes do povo não estão nem aí. Empregam família, parentes e amigos. É a ciranda da imoralidade legal. Eles com direitos e, nós, com impostos e contas a pagar. Essa é a democracia que tanto quiseram de volta, elogiam e defendem, mas que nada de fato, decente e honesto, fazem para mudar.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Argentina
Choro por ti, Argentina! Como país tão belo, tão rico em cultura, recursos naturais e humanos consegue se aproximar do terrível abismo da volta do ‘kirchnerismo’, por culpa de luta política insana? Nem o mais melodramático tango conseguiria explicar em sua letra essa trágica vocação.
Luiz Rapio
Rio de Janeiro

Recessão
Nossa economia vai de mal a pior! O BC (Banco Central) divulga que a atividade econômica caiu 0,13%, indicando alto risco de recessão técnica! A previsão do BC é a de que o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano fique em medíocre 0,8%. Certamente a atividade econômica no País poderia estar melhor se o presidente Bolsonaro não se distraísse com suas destemperadas e infantis crises, que promovem e afugentam os investidores.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Atropelaria
Ninguém pode me tirar o direito de pensar. Mas se as eleições municipais fossem hoje José de Filippi Júnior venceria com tranquilidade. Talvez até no primeiro turno. Faço tais citações para contestar a entrevista que o atual prefeito Lauro Michels concedeu a este Diário (Política, dia 10). Lauro Michels venceu, com mérito, a primeira eleição para prefeito. Só que até agora o povo que o elegeu não vê administração com ‘a cara’ do prefeito. No primeiro mandato se limitou a fazer reformas em escolas, UBS (Unidades Básicas de Saúde) e terminar obras iniciadas pelo governo que o antecedeu (Mário Reali). A meu ver, em quase sete anos de mandato o atual prefeito está brincando de ser prefeito, pois não se vê na cidade nenhuma obra que possa ser considerada a marca registrada do gestor verde.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.



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Brasil em cenário de tensão global

Do Diário do Grande ABC

13/08/2019 | 10:28


 Nunca foi tão complicado fazer projeções como nestes dias de tensão comercial entre China e Estados Unidos. Na primeira segunda-feira de agosto, os principais índices globais caíram cerca de 2%, depois que a China anunciou boicote aos produtos norte-americanos e desvalorizou sua moeda, o iuane, para o menor nível da década. O imbróglio começou na quinta-feira, dia 1º, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, via Twitter, que novas tarifas de 10% seriam impostas a produtos chineses, que respondem por aproximadamente R$ 300 bilhões das importações anuais norte-americanas.

A China, como era de se esperar, recebeu muito mal a provocação – e, pela primeira vez desde que as tensões comerciais entre os dois países começaram a se agravar, subiu severamente o tom do contra-ataque. O departamento de Tesouro dos Estados Unidos, por sua vez, acusou formalmente a China de manipular o câmbio. Com isso, a temperatura subiu um pouco mais.

Quando dois gigantes lutam, é natural a Terra tremer. No Brasil, o abalo fez-se sentir na Bolsa de Valores, que fechou em queda, e no câmbio, com a disparada do dólar. Na terça os ânimos do mercado pareciam mais apaziguados. Leitura do cenário macro permite, inclusive, encarar com certo otimismo esse duelo de titãs. Ao deixar de importar produtos norte-americanos, a China necessariamente terá de ir às compras em outros mercados – e nós, brasileiros, temos muito a oferecer, especialmente em commodities. Além disso, temos nossas próprias pautas internas com que nos preocupar. A retomada dos trabalhos no Congresso e a expectativa pela votação da reforma da Previdência no Senado atraem a atenção do mercado tanto quanto a movimentação global.

Como as perspectivas são boas – a reforma deverá passar sem grandes mudanças –, trabalhamos com a probabilidade de queda do dólar, altas na bolsa, juros baixos e crescimento modesto da economia brasileira. Não seria possível encerrar essa análise sem falar sobre o ressurgimento do bitcoin. Depois de meses de desaquecimento as criptomoedas começaram a recuperar competitividade. Chama atenção que o bitcoin tenha valorizado mais de 11% em 5 de agosto, sendo negociada a US$ 11.903.

A turbulência suscitada pela crise Estados Unidos-China é a explicação mais plausível para que o chamado ‘ouro digital’ (apelido emprestado às moedas digitais em razão da forma como são ‘mineradas’) tenha se valorizado tanto. É possível que parte dos investimentos chineses tenha migrado para o mundo das criptomoedas. O fato é que a valorização acumulada é de 200% ao ano, mas essa opção só é permitida a quem tiver muito apetite ao risco.

Mauro Morelli é sócio da assessoria financeira Davos.

PALAVRA DO LEITOR
Bagunça
Moro na Rua Flor de Cactus, no Jardim Alzira Franco, em Santo André, e denuncio a bagunça logo cedo que tem em bar aberto quase 24 horas nessa via. O estabelecimento abre às 8h e não deixa os vizinhos dormirem. Eu e meu marido trabalhamos e não conseguimos descansar com essa perturbação de sossego nos fins de semana. Por favor, só queremos ter um pouco de sossego, mas não temos.
Maria Luiza Conceição
Santo André

Corintiano
Muito estranho o leitor Valdir Cobra de Almeida (Bom e velho, dia 11). Primeiro quero agradecê-lo por lembrar grandes atletas do Verdão. Depois dizer que ele esqueceu que o Palmeiras foi o único time a representar a Seleção do Brasil em jogo oficial, a inauguração do Mineirão, contra a seleção do Uruguai. Por isso eu o e Tito, palmeirenses há mais de 70 anos, até concordamos com a análise de como está jogando a equipe atualmente. Mas o leitor nem sequer analisou seu time, então achamos que seu coração é verde. Venha torcer pelo Palmeiras. Venha para a Mancha Alviverde.
José Carlos Belotto
Santo André

Time Brasil
Forças brasileiras que deveriam ampliar a esperança de ‘passar o Brasil a limpo’, apoiar a Operação Lava Jato, querem, a todo custo, desmoralizar, inviabilizar e paralisar Dellagnol e Moro, em vez de se solidarizar e fortalecer o combate à corrupção. Justo aqueles que detêm o poder de decisão/ajuda são contra o combate à corrupção, são contra a Lava Jato e o vital fornecimento de suspeições financeiras pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aos órgãos repressores. O fracasso do nosso time, Brasil, é devido aos nossos ‘atletas consagrados’ que, de propósito, fazem gols contra.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Democracia
Não defendo os militares nem os quero de volta, mas só tomaram o poder porque não havia outro jeito. E nada é mais nocivo para o País que a parasitária classe política que temos. Sem escrúpulo algum, alheios à nossa dura realidade, os políticos, causadores de todo o mal, vivem mundo de fadas no conforto e luxo de suas mansões, ganhando muito, trabalhando pouco e sempre defendendo injustificáveis privilégios. Pior: grande parte ainda rouba. Os militares tiraram-nos o direito ao voto porque não sabíamos votar e tinham razão. Vejam depois das Diretas Já quem elegemos com voto obrigatório. Esses, sim, saquearam a Pátria, nos roubaram. E muito. Nunca ganhamos tão mal tendo milhões de desempregados endividados e inadimplentes, mas os representantes do povo não estão nem aí. Empregam família, parentes e amigos. É a ciranda da imoralidade legal. Eles com direitos e, nós, com impostos e contas a pagar. Essa é a democracia que tanto quiseram de volta, elogiam e defendem, mas que nada de fato, decente e honesto, fazem para mudar.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Argentina
Choro por ti, Argentina! Como país tão belo, tão rico em cultura, recursos naturais e humanos consegue se aproximar do terrível abismo da volta do ‘kirchnerismo’, por culpa de luta política insana? Nem o mais melodramático tango conseguiria explicar em sua letra essa trágica vocação.
Luiz Rapio
Rio de Janeiro

Recessão
Nossa economia vai de mal a pior! O BC (Banco Central) divulga que a atividade econômica caiu 0,13%, indicando alto risco de recessão técnica! A previsão do BC é a de que o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano fique em medíocre 0,8%. Certamente a atividade econômica no País poderia estar melhor se o presidente Bolsonaro não se distraísse com suas destemperadas e infantis crises, que promovem e afugentam os investidores.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Atropelaria
Ninguém pode me tirar o direito de pensar. Mas se as eleições municipais fossem hoje José de Filippi Júnior venceria com tranquilidade. Talvez até no primeiro turno. Faço tais citações para contestar a entrevista que o atual prefeito Lauro Michels concedeu a este Diário (Política, dia 10). Lauro Michels venceu, com mérito, a primeira eleição para prefeito. Só que até agora o povo que o elegeu não vê administração com ‘a cara’ do prefeito. No primeiro mandato se limitou a fazer reformas em escolas, UBS (Unidades Básicas de Saúde) e terminar obras iniciadas pelo governo que o antecedeu (Mário Reali). A meu ver, em quase sete anos de mandato o atual prefeito está brincando de ser prefeito, pois não se vê na cidade nenhuma obra que possa ser considerada a marca registrada do gestor verde.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro

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