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Motoristas ignoram ciclovias na região

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vias exclusivas são usadas como estacionamento e faixa adicional; fiscalização é falha


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/08/2019 | 07:00


Criadas para uso exclusivo de ciclistas, as ciclovias são desrespeitadas por condutores de veículos na região. As faixas segregadas são usadas como estacionamento de veículos ou como área para circulação nos horários de pico. Embora as infrações sejam passíveis de punição conforme o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), a ausência de fiscalização colabora para a manutenção do problema.

O Grande ABC conta com 20,48 quilômetros de ciclovias em quatro cidades: Santo André (10,68 quilômetros), São Bernardo (3,8), São Caetano (2,5) e Mauá (3,5). A equipe do <CF52>Diário</CF> circulou pelos locais na tarde de ontem e verificou as dificuldades enfrentadas pelos usuários de bicicleta.

Os principais problemas foram observados em Santo André, na ciclovia da Estrada do Pedroso, Jardim Vila Rica. Na altura do número 1.020 da rota, sentido Centro, os ciclistas precisam desviar dos automóveis estacionados na faixa exclusiva. Um deles é o farmacêutico, Valdelino da Silva, 42 anos, que usa a <CF51>bike</CF> todos os dias para ir e voltar do trabalho. “Antes eu ficava nervoso, gritava para alertar os motoristas, mas não adianta”, lamenta.

Ainda na Estrada do Pedroso, na altura do número 943, a ciclovia foi desviada do meio-fio para a avenida. Tudo para deixar uma faixa de estacionamento para os veículos perto da calçada. Funcionária de petshop do local, Juliana Guimarães, 30, observa que, apesar de a ciclovia ter sido pintada há pouco tempo, não é suficiente para alertar os motoristas. “Temos vagas próprias para o comércio e mesmo assim os clientes param na ciclovia.” 

Em Mauá, a ciclovia da Avenida do Manacá, no Jardim Primavera, tem sinalização apagada. Com isso, carros estacionam e transitam em cima do espaço destinado às bicicletas. Morador da região há quatro anos, Márcio Alves, 40, conta que para passear com a filha Letícia, 1 ano, de bicicleta, opta pelo lado da rua onde não há ciclovia. “As placas são invisíveis. Corro menos riscos deste lado.” 

A Prefeitura de Santo André diz que mantém rondas durante o dia no local, mas não informou o número de autuações. Mauá não retornou até o fechamento desta edição. Estacionar em ciclovia é infração grave passível de multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), além de remoção do veículo.



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Motoristas ignoram ciclovias na região

Vias exclusivas são usadas como estacionamento e faixa adicional; fiscalização é falha

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/08/2019 | 07:00


Criadas para uso exclusivo de ciclistas, as ciclovias são desrespeitadas por condutores de veículos na região. As faixas segregadas são usadas como estacionamento de veículos ou como área para circulação nos horários de pico. Embora as infrações sejam passíveis de punição conforme o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), a ausência de fiscalização colabora para a manutenção do problema.

O Grande ABC conta com 20,48 quilômetros de ciclovias em quatro cidades: Santo André (10,68 quilômetros), São Bernardo (3,8), São Caetano (2,5) e Mauá (3,5). A equipe do <CF52>Diário</CF> circulou pelos locais na tarde de ontem e verificou as dificuldades enfrentadas pelos usuários de bicicleta.

Os principais problemas foram observados em Santo André, na ciclovia da Estrada do Pedroso, Jardim Vila Rica. Na altura do número 1.020 da rota, sentido Centro, os ciclistas precisam desviar dos automóveis estacionados na faixa exclusiva. Um deles é o farmacêutico, Valdelino da Silva, 42 anos, que usa a <CF51>bike</CF> todos os dias para ir e voltar do trabalho. “Antes eu ficava nervoso, gritava para alertar os motoristas, mas não adianta”, lamenta.

Ainda na Estrada do Pedroso, na altura do número 943, a ciclovia foi desviada do meio-fio para a avenida. Tudo para deixar uma faixa de estacionamento para os veículos perto da calçada. Funcionária de petshop do local, Juliana Guimarães, 30, observa que, apesar de a ciclovia ter sido pintada há pouco tempo, não é suficiente para alertar os motoristas. “Temos vagas próprias para o comércio e mesmo assim os clientes param na ciclovia.” 

Em Mauá, a ciclovia da Avenida do Manacá, no Jardim Primavera, tem sinalização apagada. Com isso, carros estacionam e transitam em cima do espaço destinado às bicicletas. Morador da região há quatro anos, Márcio Alves, 40, conta que para passear com a filha Letícia, 1 ano, de bicicleta, opta pelo lado da rua onde não há ciclovia. “As placas são invisíveis. Corro menos riscos deste lado.” 

A Prefeitura de Santo André diz que mantém rondas durante o dia no local, mas não informou o número de autuações. Mauá não retornou até o fechamento desta edição. Estacionar em ciclovia é infração grave passível de multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), além de remoção do veículo.

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