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Família quer preservar memória de policial militar morta em Paraisópolis

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Assassinato da moradora de São Bernardo Juliane Duarte fez um ano; três acusados estão foragidos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

13/08/2019 | 07:00


Um ano após o corpo da PM (Policial Militar) Juliane dos Santos Duarte, 27 anos, ter sido encontrado dentro de um carro, no bairro Campo Grande, Zona Sul da Capital, três acusados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e tortura seguem foragidos – outros quatro estão presos. Para a família da oficial, que morava no bairro Alvarenga, em São Bernardo, a PM foi vítima de emboscada e, mais importante até do que ver a justiça feita, é que seu nome não seja esquecido.

Juliane estava de férias durante visita a amigos no bairro Paraisópolis, no dia 1º de agosto, teria sido identificada como policial em um bar, atingida por disparos da sua própria arma de fogo e levada do local por quatro suspeitos. “A gente não sabe como está o processo. Não acreditamos nessa Justiça. Quero é que ninguém esqueça quem ela foi”, afirmou a irmã da PM, a professora Fabiane dos Santos Duarte, 33.

Em entrevista ao Diário, Fabiane relembrou o quanto a irmã era alegre, extrovertida e fazia amizades com facilidade. Também contestou a versão de que foi a PM quem se identificou no bar, após o suposto desaparecimento de um celular. “ (Juliane) Jamais teria uma atitude imprudente como essa”, afirmou. “Foi uma emboscada. Sabiam quem ela era e a atraíram”, completou.

Juliane desapareceu dois dias após o nascimento do sobrinho mais novo, Théo, que completou 1 ano em 30 de julho. “Deus faz as coisas de maneira perfeita. Ela era uma tia babona. Superapegada aos meus dois primeiros filhos (Miguel, 10, e Lorenzo, 2)”, ressalta Fabiane. A irmã lembra ainda que, durante a gravidez do caçula, a PM a acompanhava nos exames e consultas. “Ela veio nos visitar e, poucos dias depois, soube pela TV que estava desaparecida.”

Juliane estava na corporação há dois anos. Antes, ingressou na GCM (Guarda Civil Metropolitana) de São Paulo, de onde pediu exoneração quando foi aprovada no concurso da Polícia Militar. “O objetivo dela era a Polícia Federal”, contou a irmã. A oficial era formada em educação física. 

Entre as iniciativas para manter viva a memória da policial, Fabiane planeja obter autorização da Secretaria de Estado da Educação para pintar os muros da escola onde a jovem estudou com grafite em sua homenagem. Esteve na Câmara de São Bernardo e sugeriu que alguma rua receba o nome da PM. Há ainda a ideia de uma biografia. “A morte dela teve muita exposição e várias pessoas me procuram pelas redes sociais. Fizeram fãs-clubes. Um casal de brasileiros veio da Inglaterra nos visitar, sensibilizados com o que houve. A gente se conforta por pelo menos ter encontrado o corpo. O maior medo da minha mãe era o de que ela ficasse desaparecida. Ela ainda toca a vida de muitas pessoas”, concluiu.

PRISÕES 

Embora o MP (Ministério Público) do Estado de São Paulo tenha acusado sete pessoas pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e tortura, ainda não há data prevista para audiência de instrução nem julgamento. O processo corre em segredo de Justiça. 



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Família quer preservar memória de policial militar morta em Paraisópolis

Assassinato da moradora de São Bernardo Juliane Duarte fez um ano; três acusados estão foragidos

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

13/08/2019 | 07:00


Um ano após o corpo da PM (Policial Militar) Juliane dos Santos Duarte, 27 anos, ter sido encontrado dentro de um carro, no bairro Campo Grande, Zona Sul da Capital, três acusados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e tortura seguem foragidos – outros quatro estão presos. Para a família da oficial, que morava no bairro Alvarenga, em São Bernardo, a PM foi vítima de emboscada e, mais importante até do que ver a justiça feita, é que seu nome não seja esquecido.

Juliane estava de férias durante visita a amigos no bairro Paraisópolis, no dia 1º de agosto, teria sido identificada como policial em um bar, atingida por disparos da sua própria arma de fogo e levada do local por quatro suspeitos. “A gente não sabe como está o processo. Não acreditamos nessa Justiça. Quero é que ninguém esqueça quem ela foi”, afirmou a irmã da PM, a professora Fabiane dos Santos Duarte, 33.

Em entrevista ao Diário, Fabiane relembrou o quanto a irmã era alegre, extrovertida e fazia amizades com facilidade. Também contestou a versão de que foi a PM quem se identificou no bar, após o suposto desaparecimento de um celular. “ (Juliane) Jamais teria uma atitude imprudente como essa”, afirmou. “Foi uma emboscada. Sabiam quem ela era e a atraíram”, completou.

Juliane desapareceu dois dias após o nascimento do sobrinho mais novo, Théo, que completou 1 ano em 30 de julho. “Deus faz as coisas de maneira perfeita. Ela era uma tia babona. Superapegada aos meus dois primeiros filhos (Miguel, 10, e Lorenzo, 2)”, ressalta Fabiane. A irmã lembra ainda que, durante a gravidez do caçula, a PM a acompanhava nos exames e consultas. “Ela veio nos visitar e, poucos dias depois, soube pela TV que estava desaparecida.”

Juliane estava na corporação há dois anos. Antes, ingressou na GCM (Guarda Civil Metropolitana) de São Paulo, de onde pediu exoneração quando foi aprovada no concurso da Polícia Militar. “O objetivo dela era a Polícia Federal”, contou a irmã. A oficial era formada em educação física. 

Entre as iniciativas para manter viva a memória da policial, Fabiane planeja obter autorização da Secretaria de Estado da Educação para pintar os muros da escola onde a jovem estudou com grafite em sua homenagem. Esteve na Câmara de São Bernardo e sugeriu que alguma rua receba o nome da PM. Há ainda a ideia de uma biografia. “A morte dela teve muita exposição e várias pessoas me procuram pelas redes sociais. Fizeram fãs-clubes. Um casal de brasileiros veio da Inglaterra nos visitar, sensibilizados com o que houve. A gente se conforta por pelo menos ter encontrado o corpo. O maior medo da minha mãe era o de que ela ficasse desaparecida. Ela ainda toca a vida de muitas pessoas”, concluiu.

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Embora o MP (Ministério Público) do Estado de São Paulo tenha acusado sete pessoas pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e tortura, ainda não há data prevista para audiência de instrução nem julgamento. O processo corre em segredo de Justiça. 

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