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Ibovespa fecha em queda de 2% com risco Argentina e China no radar



12/08/2019 | 18:17


O cenário internacional já adverso ganhou novo ingrediente nesta segunda-feira com as eleições primárias na Argentina, que apontaram para a derrota do atual presidente, Mauricio Macri. Os temores do ressurgimento de uma política intervencionista no país vizinho, com risco de default e outros desdobramentos, atingiram em cheio a bolsa brasileira. Entre as ações mais penalizadas estiveram as de empresas com atividade econômica na Argentina, principal parceiro do Brasil no Mercosul. O Índice Bovespa terminou o dia em baixa de 2,00%, aos 101.915,22 pontos.

Nas primárias argentinas, a chapa encabeçada por Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como vice, recebeu 47,66% dos votos, enquanto a do presidente Maurício Macri somou 32,09% do total. Se for repetido em 27 de outubro, esse resultado dará a vitória à oposição já no primeiro turno, ameaçando a continuidade das atuais políticas econômicas. O risco-país argentino subiu mais de 100% e o Índice Merval, da bolsa de Buenos Aires, fechou em queda de 36,56%.

Em Nova York, as bolsas caíram mais de 1%, repercutindo principalmente o noticiário sobre a China, com a intensificação das tensões com Hong Kong e a falta de perspectivas para o final da guerra comercial travada com os Estados Unidos. A busca por ativos de segurança promoveu um movimento global de busca pelo dólar e por títulos do Tesouro dos Estados Unidos, cujos juros dispararam.

As quedas do Ibovespa foram generalizadas entre as blue chips, com destaque para bancos. O bloco de maior peso na carteira do Ibovespa teve perdas expressivas, como Banco do Brasil ON (-3,39%), Itaú Unibanco PN (-4,14%) e Bradesco PN (-2,09%). Os papéis de Petrobras e siderúrgica também se sobressaíram entre as quedas. Gerdau PN caiu 2,71% e Petrobras PN recuou 2,69%.

Na avaliação de Luís Sales, analista da Guide Investimentos, o quadro eleitoral argentino passa agora a figurar entre as variáveis monitoradas pelo mercado no Brasil, mas é possível que a volatilidade não seja tão grande nas próximas semanas. "De certa forma, o mercado precificou a derrota de Macri, pelo inesperado das eleições primárias. O que será repercutido daqui em diante serão os desdobramentos dessa possível derrota", afirmou o profissional.

Entre as ações da carteira do Ibovespa, a maior queda foi de Gol PN (-7,20%), afetada pela alta do dólar e pelas atividades da empresa nos países da América do Sul. CVC ON, que recentemente adquiriu o grupo argentino Almundo, dobrando sua participação na Argentina, caiu 3,02%.



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Ibovespa fecha em queda de 2% com risco Argentina e China no radar


12/08/2019 | 18:17


O cenário internacional já adverso ganhou novo ingrediente nesta segunda-feira com as eleições primárias na Argentina, que apontaram para a derrota do atual presidente, Mauricio Macri. Os temores do ressurgimento de uma política intervencionista no país vizinho, com risco de default e outros desdobramentos, atingiram em cheio a bolsa brasileira. Entre as ações mais penalizadas estiveram as de empresas com atividade econômica na Argentina, principal parceiro do Brasil no Mercosul. O Índice Bovespa terminou o dia em baixa de 2,00%, aos 101.915,22 pontos.

Nas primárias argentinas, a chapa encabeçada por Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como vice, recebeu 47,66% dos votos, enquanto a do presidente Maurício Macri somou 32,09% do total. Se for repetido em 27 de outubro, esse resultado dará a vitória à oposição já no primeiro turno, ameaçando a continuidade das atuais políticas econômicas. O risco-país argentino subiu mais de 100% e o Índice Merval, da bolsa de Buenos Aires, fechou em queda de 36,56%.

Em Nova York, as bolsas caíram mais de 1%, repercutindo principalmente o noticiário sobre a China, com a intensificação das tensões com Hong Kong e a falta de perspectivas para o final da guerra comercial travada com os Estados Unidos. A busca por ativos de segurança promoveu um movimento global de busca pelo dólar e por títulos do Tesouro dos Estados Unidos, cujos juros dispararam.

As quedas do Ibovespa foram generalizadas entre as blue chips, com destaque para bancos. O bloco de maior peso na carteira do Ibovespa teve perdas expressivas, como Banco do Brasil ON (-3,39%), Itaú Unibanco PN (-4,14%) e Bradesco PN (-2,09%). Os papéis de Petrobras e siderúrgica também se sobressaíram entre as quedas. Gerdau PN caiu 2,71% e Petrobras PN recuou 2,69%.

Na avaliação de Luís Sales, analista da Guide Investimentos, o quadro eleitoral argentino passa agora a figurar entre as variáveis monitoradas pelo mercado no Brasil, mas é possível que a volatilidade não seja tão grande nas próximas semanas. "De certa forma, o mercado precificou a derrota de Macri, pelo inesperado das eleições primárias. O que será repercutido daqui em diante serão os desdobramentos dessa possível derrota", afirmou o profissional.

Entre as ações da carteira do Ibovespa, a maior queda foi de Gol PN (-7,20%), afetada pela alta do dólar e pelas atividades da empresa nos países da América do Sul. CVC ON, que recentemente adquiriu o grupo argentino Almundo, dobrando sua participação na Argentina, caiu 3,02%.

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