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Estão roubando meu mandato, dispara Orosco

Ex-secretário de Mauá acredita que, na terça, TSE acolherá recurso e validará seus votos


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/08/2019 | 07:00


Ex-secretário de Obras de Mauá, Júnior Orosco (PDT) declarou sentir que estão “roubando” seu mandato de deputado federal e que acredita ser possível reverter condenação sofrida na Justiça Eleitoral, que impugnou seus 30.418 votos na eleição de 2018. Na terça-feira, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) volta a analisar recurso do pedetista contra a punição.

Ao Diário, Orosco voltou a citar existência de complô do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), que, em tese, perderia o mandato com os votos validados de Orosco. Apesar dos cerca de 30 mil sufrágios, o pedetista de Mauá seria beneficiado pela regra do quociente eleitoral devido à expressiva votação da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP, 264.450 votos).

“Não é furto, é roubo, sei quem está fazendo. Sei quem interfere, quem quer mudar jurisprudência do tribunal em meu desfavor. Está com medo de perder o mandato e falo quem é: o Orlando Silva. Ele conta com o parceiro dele, que é o verdadeiro presidente do Brasil, o Rodrigo Maia, porque o (Jair) Bolsonaro é um banana (PSL)”, declarou.

No primeiro semestre, o TSE iniciou análise do recurso contra a condenação de Orosco, que teve os votos anulados por doação eleitoral acima dos limites legais na eleição de 2014 e por ter tido contas rejeitadas quando era superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) quando seu ex-sogro Leonel Damo foi prefeito da cidade. Sua defesa argumenta que em ambos os casos, em outras instâncias, o pedetista foi absolvido, mas que Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, relator do caso de Orosco no TSE, tenta mudar jurisprudência para prejudicar o político mauaense.

No início da avaliação do recurso, Carvalho Neto, Sérgio Silveira Banhos e Luís Roberto Barroso proferiram voto pela rejeição da mudança da condenação. Edson Fachin pediu vistas (mais tempo de análise) e liberou o processo para terça.

“Para mim há fio de esperança porque o Fachin relatou estranheza com a mudança da jurisprudência. Com voto contundente do Fachin acredito até em reversão dos votos. Mas, se não houver esse entendimento, vou ao Supremo (Tribunal Federal) porque a Constituição preserva meus direitos de ser deputado federal”, apontou Orosco.

Faltam votar, além de Fachin, Rosa Weber, Jorge Mussi e Og Fernandes.

Orosco também pediu união da região para abertura de cadeira de deputado federal. “Perdemos um deputado federal que pode trazer recursos, algo para nossas cidades, que precisam de apoio.” 



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Estão roubando meu mandato, dispara Orosco

Ex-secretário de Mauá acredita que, na terça, TSE acolherá recurso e validará seus votos

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/08/2019 | 07:00


Ex-secretário de Obras de Mauá, Júnior Orosco (PDT) declarou sentir que estão “roubando” seu mandato de deputado federal e que acredita ser possível reverter condenação sofrida na Justiça Eleitoral, que impugnou seus 30.418 votos na eleição de 2018. Na terça-feira, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) volta a analisar recurso do pedetista contra a punição.

Ao Diário, Orosco voltou a citar existência de complô do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), que, em tese, perderia o mandato com os votos validados de Orosco. Apesar dos cerca de 30 mil sufrágios, o pedetista de Mauá seria beneficiado pela regra do quociente eleitoral devido à expressiva votação da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP, 264.450 votos).

“Não é furto, é roubo, sei quem está fazendo. Sei quem interfere, quem quer mudar jurisprudência do tribunal em meu desfavor. Está com medo de perder o mandato e falo quem é: o Orlando Silva. Ele conta com o parceiro dele, que é o verdadeiro presidente do Brasil, o Rodrigo Maia, porque o (Jair) Bolsonaro é um banana (PSL)”, declarou.

No primeiro semestre, o TSE iniciou análise do recurso contra a condenação de Orosco, que teve os votos anulados por doação eleitoral acima dos limites legais na eleição de 2014 e por ter tido contas rejeitadas quando era superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) quando seu ex-sogro Leonel Damo foi prefeito da cidade. Sua defesa argumenta que em ambos os casos, em outras instâncias, o pedetista foi absolvido, mas que Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, relator do caso de Orosco no TSE, tenta mudar jurisprudência para prejudicar o político mauaense.

No início da avaliação do recurso, Carvalho Neto, Sérgio Silveira Banhos e Luís Roberto Barroso proferiram voto pela rejeição da mudança da condenação. Edson Fachin pediu vistas (mais tempo de análise) e liberou o processo para terça.

“Para mim há fio de esperança porque o Fachin relatou estranheza com a mudança da jurisprudência. Com voto contundente do Fachin acredito até em reversão dos votos. Mas, se não houver esse entendimento, vou ao Supremo (Tribunal Federal) porque a Constituição preserva meus direitos de ser deputado federal”, apontou Orosco.

Faltam votar, além de Fachin, Rosa Weber, Jorge Mussi e Og Fernandes.

Orosco também pediu união da região para abertura de cadeira de deputado federal. “Perdemos um deputado federal que pode trazer recursos, algo para nossas cidades, que precisam de apoio.” 

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