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Dólar cai ante real e outras moedas 'commodities' após balança comercial da China



08/08/2019 | 10:05


O dólar recua desde os primeiros negócios nesta quinta-feira, 8, reagindo a um movimento de venda para apuração de ganhos acumulados em 5,35% em sete das últimas oito sessões, induzido pelo exterior. Os agentes de câmbio monitoram a queda dos juros futuros em meio ao otimismo com o andamento da reforma da Previdência e após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho ter mostrado aceleração de 0,19%.

Esse resultado ficou abaixo da mediana das estimativas (0,25%) e, com IPCA em 12M em 3,22%, abaixo também da mediana das projeções (3,28%) e da meta de inflação de 4,25%.

O ajuste de baixa ante o real acompanha o viés negativo da moeda americana ante algumas divisas emergentes e ligadas a commodities, como peso mexicano e dólar australiano, após um inesperado aumento anual das exportações chinesas em julho, de 3,3%, ante previsões de recuo de 2% na esteira do agravamento da disputa comercial sino americana.

Já as importações continuaram a ceder, baixando 5,6% anualmente em julho, porém, ainda melhor que a queda de 7,3% registrada em junho e o declínio de 9% projetado pelos analistas.

Por enquanto, os investidores absorvem sem sobressaltos a terceira desvalorização seguida da moeda chinesa, que levou o dólar hoje a superar os 7 yuans pela primeira vez desde 2008. A orientação do BC Chinês vem após o presidente americano, Donald Trump, ter acusado a China de manipulação cambial, o que o país asiático nega.

Na sexta-feira passada, Trump anunciou que, a partir de 1º de setembro, os EUA vão impor tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações da China, que ainda não foram alvo de cobranças punitivas.

Em relação à reforma da Previdência, o texto aprovado na Câmara em segundo turno não foi modificado e segue para o Senado, onde tem de passar pela Comissão de Constituição e Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e ser apreciado em dois turnos. No plenário, é necessário o apoio de 49 dos 81 membros.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reafirmou que a previsão é que o Senado aprecie a Previdência até o dia 30 de setembro.

Às 9h56, o dólar à vista recuava 0,31%, aos R$ 3,9621. O dólar futuro para setembro tinha baixa de 0,18%, aos R$ 3,9690.



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Dólar cai ante real e outras moedas 'commodities' após balança comercial da China


08/08/2019 | 10:05


O dólar recua desde os primeiros negócios nesta quinta-feira, 8, reagindo a um movimento de venda para apuração de ganhos acumulados em 5,35% em sete das últimas oito sessões, induzido pelo exterior. Os agentes de câmbio monitoram a queda dos juros futuros em meio ao otimismo com o andamento da reforma da Previdência e após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho ter mostrado aceleração de 0,19%.

Esse resultado ficou abaixo da mediana das estimativas (0,25%) e, com IPCA em 12M em 3,22%, abaixo também da mediana das projeções (3,28%) e da meta de inflação de 4,25%.

O ajuste de baixa ante o real acompanha o viés negativo da moeda americana ante algumas divisas emergentes e ligadas a commodities, como peso mexicano e dólar australiano, após um inesperado aumento anual das exportações chinesas em julho, de 3,3%, ante previsões de recuo de 2% na esteira do agravamento da disputa comercial sino americana.

Já as importações continuaram a ceder, baixando 5,6% anualmente em julho, porém, ainda melhor que a queda de 7,3% registrada em junho e o declínio de 9% projetado pelos analistas.

Por enquanto, os investidores absorvem sem sobressaltos a terceira desvalorização seguida da moeda chinesa, que levou o dólar hoje a superar os 7 yuans pela primeira vez desde 2008. A orientação do BC Chinês vem após o presidente americano, Donald Trump, ter acusado a China de manipulação cambial, o que o país asiático nega.

Na sexta-feira passada, Trump anunciou que, a partir de 1º de setembro, os EUA vão impor tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações da China, que ainda não foram alvo de cobranças punitivas.

Em relação à reforma da Previdência, o texto aprovado na Câmara em segundo turno não foi modificado e segue para o Senado, onde tem de passar pela Comissão de Constituição e Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e ser apreciado em dois turnos. No plenário, é necessário o apoio de 49 dos 81 membros.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reafirmou que a previsão é que o Senado aprecie a Previdência até o dia 30 de setembro.

Às 9h56, o dólar à vista recuava 0,31%, aos R$ 3,9621. O dólar futuro para setembro tinha baixa de 0,18%, aos R$ 3,9690.

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