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Preços destemperados


Do Diário do Grande ABC

07/08/2019 | 14:08


Embora os índices oficiais revelem que a inflação está controlada, tornou-se cada vez mais comum ouvir pessoas reclamando do valor pago por alimentos e outros itens de uso diário. Muitos, inclusive, questionam a veracidade dos números revelados pelo governo. A queixa, que não é nova, tem ganhado eco nos últimos meses, e com razão.

Levantamento realizado pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) mostra que entre janeiro e julho deste ano o conjunto de 34 itens que formam a cesta básica – necessários para alimentar quatro pessoas, sendo duas crianças – teve variação de 5,35%. No primeiro mês custava R$ 595,16 e, ao fim do sétimo, totalizava R$ 626,98.

O percentual de variação é superior ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que corresponde à inflação oficial e que atingiu 3,37%. Também é maior que a projeção do mercado para 2019, estimada em 3,6%.

O responsável pela pesquisa destaca vários fatores que contribuem para a elevação. Entre eles a sazonalidade da produção e a variação do câmbio.

Alguns produtos são considerados commodities, ou seja, servem como matéria-prima para a produção de outros itens, são produzidos em larga escala e podem ser armazenados sem que estraguem para que sejam exportados ou para esperar melhora nos preços. Neste conjunto estão arroz, açúcar ou mesmo óleo de soja.

Mas não são os únicos afetados pela moeda estrangeira. Hortifrúti também acabam impactados, uma vez que adubos e defensivos usados na plantação acabam vindo de fora ou contêm substâncias cujo valor é definido em dólar.

A dança dos dígitos e percentuais atinge diretamente a mesa das famílias, principalmente aquelas de poder aquisitivo mais baixo e que, consequentemente, direcionam maior parte de sua renda para abastecer o armário e a geladeira.



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Preços destemperados

Do Diário do Grande ABC

07/08/2019 | 14:08


Embora os índices oficiais revelem que a inflação está controlada, tornou-se cada vez mais comum ouvir pessoas reclamando do valor pago por alimentos e outros itens de uso diário. Muitos, inclusive, questionam a veracidade dos números revelados pelo governo. A queixa, que não é nova, tem ganhado eco nos últimos meses, e com razão.

Levantamento realizado pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) mostra que entre janeiro e julho deste ano o conjunto de 34 itens que formam a cesta básica – necessários para alimentar quatro pessoas, sendo duas crianças – teve variação de 5,35%. No primeiro mês custava R$ 595,16 e, ao fim do sétimo, totalizava R$ 626,98.

O percentual de variação é superior ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que corresponde à inflação oficial e que atingiu 3,37%. Também é maior que a projeção do mercado para 2019, estimada em 3,6%.

O responsável pela pesquisa destaca vários fatores que contribuem para a elevação. Entre eles a sazonalidade da produção e a variação do câmbio.

Alguns produtos são considerados commodities, ou seja, servem como matéria-prima para a produção de outros itens, são produzidos em larga escala e podem ser armazenados sem que estraguem para que sejam exportados ou para esperar melhora nos preços. Neste conjunto estão arroz, açúcar ou mesmo óleo de soja.

Mas não são os únicos afetados pela moeda estrangeira. Hortifrúti também acabam impactados, uma vez que adubos e defensivos usados na plantação acabam vindo de fora ou contêm substâncias cujo valor é definido em dólar.

A dança dos dígitos e percentuais atinge diretamente a mesa das famílias, principalmente aquelas de poder aquisitivo mais baixo e que, consequentemente, direcionam maior parte de sua renda para abastecer o armário e a geladeira.

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