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Perícia ignora laudos e cessa benefício


Marcelo de Paula
Do Diário do Grande ABC

05/02/2008 | 07:01


Exames e mais exames, laudos e mais laudos médicos. Nada disso foi suficiente para que a auxiliar de limpeza, Lucimara Porfíria da Cruz, 39 anos, residente em Mauá, tivesse o auxílio-doença mantido pela perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Lucimara sofre de tendinite supra espinhal bilateral crônica e estava afastada do trabalho desde agosto de 2006. De lá para cá, o benefício foi sendo prorrogado, mas em janeiro deste ano não teve jeito, o perito desconsiderou todos os exames e o fato de ela ainda não estar recuperada e indeferiu o novo pedido.

“O médico alegou que meu problema não é motivo para afastamento porque não há lesão total nos tendões. Então eu pergunto: tem de estar aleijado para ter direito?”, reclamou.

A segurada conta que segundo o médico que a acompanha, os tendões só não se romperam porque ela ficou afastada.

“Fiz fisioterapia durante um ano, mas o tratamento teve de ser interrompido porque a inflamação é muita grande. Se eu continuasse só iria piorar”, disse mostrando o braço esquerdo parcialmente imobilizado.

Perícias - Enquanto mostra os vários tipos de remédios que toma para reduzir a dor, Lucimara conta ter percebido que não há um padrão de avaliação por parte dos peritos. Nas várias vezes em que ela teve de ser avaliada, foi atendida por médicos diferentes, cada um com jeito próprio de examinar.

“O primeiro perito mal olhou para mim e para os exames. Mesmo assim concedeu o auxílio-doença. A segunda vez foi uma mulher, que demonstrou ser mais interessada. Ela teve a preocupação de aplicar alguns testes, não ficou só falando”, comentou.

“Teve um outro que agiu com certa brutalidade. Ele pediu para eu tirar a blusa e como eu não conseguia, ele veio por trás e puxou-a com força. Ele ainda perguntou porque eu passo na agência de São Bernardo se eu resido em Mauá como se isso não pudesse ser feito”, completou, explicando que a escolha do local se deu em função do departamento de Recursos Humanos da empresa onde ela trabalha ficar em São Bernardo.



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