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Médicos pelo Grande ABC


Do Diário do Grande ABC

02/08/2019 | 16:00


Programa criado em 2013 pelo governo federal, ainda na gestão de Dilma Rousseff (PT), o Mais Médicos virou alvo de Jair Bolsonaro (PSL). Depois de provocar o rompimento do acordo com Cuba, país responsável por ceder a maioria dos profissionais inscritos na ação, o presidente lançou ontem projeto que, dentro de alguns anos, vai substituir totalmente o modelo atual. Trata-se do Médicos pelo Brasil, cuja prioridade anunciada publicamente é atender os Estados do Norte e Nordeste. Luz amarela se acende. Afinal, com exceção de São Caetano, todas as cidades do Grande ABC recorrem à iniciativa para completar o deficit de médicos.

Em que pesem as críticas dos médicos brasileiros à qualificação dos colegas cubanos e o peso ideológico do programa, o Mais Médicos conseguiu ampliar o socorro e a assistência a milhares de moradores da região, especialmente os de localidades mais carentes. A desidratação do projeto, sentida desde o governo anterior, sob o comando de Michel Temer (MDB), que ascendeu ao Planalto após o impeachment de Dilma, atingiu em cheio o Grande ABC.

Dezesseis vagas do Mais Médicos na região, nove delas apenas em Mauá e outras sete em São Bernardo, permanecem abertas – e dificilmente serão preenchidas com as novas diretrizes do projeto. Como o foco do Médicos pelo Brasil são os Estados de Norte e Nordeste, pode ser que regiões mais abastadas economicamente, como inquestionavelmente é o caso do Grande ABC, correm sério risco de ficar de fora.

Cabe aos prefeitos, via Consórcio Intermunicipal, e aos deputados federais com domicílio eleitoral na região, casos de Alex Manente (Cidadania) e Vicentinho (PT), convencerem as autoridades do governo das particulares de cada cidade do Grande ABC. É preciso mostrar que, embora no conjunto elas formem o quarto maior polo gerador de riquezas do País, ainda existem bolsões de pobreza que demandam atenção especial de programas como o Mais Médicos, agora rebatizado de Médicos pelo Brasil.



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Médicos pelo Grande ABC

Do Diário do Grande ABC

02/08/2019 | 16:00


Programa criado em 2013 pelo governo federal, ainda na gestão de Dilma Rousseff (PT), o Mais Médicos virou alvo de Jair Bolsonaro (PSL). Depois de provocar o rompimento do acordo com Cuba, país responsável por ceder a maioria dos profissionais inscritos na ação, o presidente lançou ontem projeto que, dentro de alguns anos, vai substituir totalmente o modelo atual. Trata-se do Médicos pelo Brasil, cuja prioridade anunciada publicamente é atender os Estados do Norte e Nordeste. Luz amarela se acende. Afinal, com exceção de São Caetano, todas as cidades do Grande ABC recorrem à iniciativa para completar o deficit de médicos.

Em que pesem as críticas dos médicos brasileiros à qualificação dos colegas cubanos e o peso ideológico do programa, o Mais Médicos conseguiu ampliar o socorro e a assistência a milhares de moradores da região, especialmente os de localidades mais carentes. A desidratação do projeto, sentida desde o governo anterior, sob o comando de Michel Temer (MDB), que ascendeu ao Planalto após o impeachment de Dilma, atingiu em cheio o Grande ABC.

Dezesseis vagas do Mais Médicos na região, nove delas apenas em Mauá e outras sete em São Bernardo, permanecem abertas – e dificilmente serão preenchidas com as novas diretrizes do projeto. Como o foco do Médicos pelo Brasil são os Estados de Norte e Nordeste, pode ser que regiões mais abastadas economicamente, como inquestionavelmente é o caso do Grande ABC, correm sério risco de ficar de fora.

Cabe aos prefeitos, via Consórcio Intermunicipal, e aos deputados federais com domicílio eleitoral na região, casos de Alex Manente (Cidadania) e Vicentinho (PT), convencerem as autoridades do governo das particulares de cada cidade do Grande ABC. É preciso mostrar que, embora no conjunto elas formem o quarto maior polo gerador de riquezas do País, ainda existem bolsões de pobreza que demandam atenção especial de programas como o Mais Médicos, agora rebatizado de Médicos pelo Brasil.

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