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Futuro na ponta dos pés

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Pietra Carvalho, de São Caetano, passa na rigorosa seletiva do Ballet Bolshoi Brasil


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

05/08/2019 | 07:23


Pietra Carvalho parece ter saído de uma caixinha de música. A bailarina de São Caetano, de 11 anos, tem movimentos tão precisos e delicados que em muito lembra as dançarinas do brinquedo infantil. Mas não. Ela é de carne e osso e acaba de passar na rigorosa seletiva da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, realizada há pouco em Joinville, Santa Catarina, única sede fora da Rússia. “Meu sonho é virar uma bailarina profissional e vou me esforçar muito para isso”, promete.

Ainda que a mudança para o Sul do País seja um tanto radical – a família ainda está estudando a possibilidade – quem pediu para participar da seletiva foi a própria Pietra que, desde os cinco anos, decidiu o que queria da vida: dançar. “Eu assistia uns vídeos (de dança) no YouTube e me inspirava. Resolvi que queria ir para o balé e estou com ele até hoje.”

A sua mãe, Elaine Cristine Paiva Carvalho, tratou então de matriculá-la na Escola de Dança Luana Norce, no bairro Santa Paula, local onde desenvolveu seus passos. “Ela é a única bailarina da família. O balé sempre foi uma escolha dela, nunca nossa. Até hoje falamos:, ‘quer ir brincar?’ Ela acena que não, que prefere dançar”, diz. “Pietra pediu para fazer (a seletiva) e foi uma surpresa muito grande ela passar, porque são muitos candidatos. Daqui para frente é uma coisa que temos de conversar muito porque é uma mudança 100% radical. Envolve trabalho, escola, família, não dá para agir por impulso”, justifica Elaine. Pietra concorreu com outros 299 bailarinos e foi um dos oito escolhidos pela escola – a única do Grande ABC.

“Pietra veio para cá desde que abrimos a escola, em 2013. Nós sempre vimos que ela tinha muito potencial, desde pequena. E quando a gente começa a ter noção das possibilidades que a aluna tem, fazemos um trabalho paralelo, bem de formiguinha. É muito gratificante ter uma aluna nossa entre os selecionados”, comemora a professora e dona da escola em que Pietra aprendeu a dançar, Luana Norce, de São Caetano. Em setembro, a bailarina também vai participar da semi-final do Youth America Grand Prix, cuja final será maio, em Nova York, nos Estados Unidos. E já foi selecionada para dançar, em fevereiro, Festival de Livorno, na Itália. “Estamos na busca de patrocínio para custear a viagem”, completa a professora.

Segundo a profissional, que está há 30 anos em contato com a dança, a seleção do Bolshoi é rigorosíssima e só passa quem se dedica muito. “Bailarina tem de ser disciplinada. Se você assistir as audições vai querer todas as meninas que estão lá. Elas são ótimas. Mas não é só a parte artística que eles analisam. Tem a técnica e o físico que contam muito também. Balé é muito complexo, é um olhar muito crítico.”

Mas a jovem bailarina não se intimida com isso. Aprendeu a buscar a excelência – refez a foto que abre esta reportagem, que estava belíssima, porque achou que ‘o joelho ficou dobrado’. Treina todos os dias da semana – se dedicando também, é claro, à escola regular – e acredita que isso seja o diferencial para realizar seu sonho. “Para ser bailarina tem de ter disciplina, amor pela dança, uma boa escola e bons professores. Uma base”, diz, com uma maturidade incomum para as garotas de sua idade. Mas como essa receita ela já está seguindo, o futuro – e o mundo – está na ponta de seus pés.  



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Futuro na ponta dos pés

Pietra Carvalho, de São Caetano, passa na rigorosa seletiva do Ballet Bolshoi Brasil

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

05/08/2019 | 07:23


Pietra Carvalho parece ter saído de uma caixinha de música. A bailarina de São Caetano, de 11 anos, tem movimentos tão precisos e delicados que em muito lembra as dançarinas do brinquedo infantil. Mas não. Ela é de carne e osso e acaba de passar na rigorosa seletiva da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, realizada há pouco em Joinville, Santa Catarina, única sede fora da Rússia. “Meu sonho é virar uma bailarina profissional e vou me esforçar muito para isso”, promete.

Ainda que a mudança para o Sul do País seja um tanto radical – a família ainda está estudando a possibilidade – quem pediu para participar da seletiva foi a própria Pietra que, desde os cinco anos, decidiu o que queria da vida: dançar. “Eu assistia uns vídeos (de dança) no YouTube e me inspirava. Resolvi que queria ir para o balé e estou com ele até hoje.”

A sua mãe, Elaine Cristine Paiva Carvalho, tratou então de matriculá-la na Escola de Dança Luana Norce, no bairro Santa Paula, local onde desenvolveu seus passos. “Ela é a única bailarina da família. O balé sempre foi uma escolha dela, nunca nossa. Até hoje falamos:, ‘quer ir brincar?’ Ela acena que não, que prefere dançar”, diz. “Pietra pediu para fazer (a seletiva) e foi uma surpresa muito grande ela passar, porque são muitos candidatos. Daqui para frente é uma coisa que temos de conversar muito porque é uma mudança 100% radical. Envolve trabalho, escola, família, não dá para agir por impulso”, justifica Elaine. Pietra concorreu com outros 299 bailarinos e foi um dos oito escolhidos pela escola – a única do Grande ABC.

“Pietra veio para cá desde que abrimos a escola, em 2013. Nós sempre vimos que ela tinha muito potencial, desde pequena. E quando a gente começa a ter noção das possibilidades que a aluna tem, fazemos um trabalho paralelo, bem de formiguinha. É muito gratificante ter uma aluna nossa entre os selecionados”, comemora a professora e dona da escola em que Pietra aprendeu a dançar, Luana Norce, de São Caetano. Em setembro, a bailarina também vai participar da semi-final do Youth America Grand Prix, cuja final será maio, em Nova York, nos Estados Unidos. E já foi selecionada para dançar, em fevereiro, Festival de Livorno, na Itália. “Estamos na busca de patrocínio para custear a viagem”, completa a professora.

Segundo a profissional, que está há 30 anos em contato com a dança, a seleção do Bolshoi é rigorosíssima e só passa quem se dedica muito. “Bailarina tem de ser disciplinada. Se você assistir as audições vai querer todas as meninas que estão lá. Elas são ótimas. Mas não é só a parte artística que eles analisam. Tem a técnica e o físico que contam muito também. Balé é muito complexo, é um olhar muito crítico.”

Mas a jovem bailarina não se intimida com isso. Aprendeu a buscar a excelência – refez a foto que abre esta reportagem, que estava belíssima, porque achou que ‘o joelho ficou dobrado’. Treina todos os dias da semana – se dedicando também, é claro, à escola regular – e acredita que isso seja o diferencial para realizar seu sonho. “Para ser bailarina tem de ter disciplina, amor pela dança, uma boa escola e bons professores. Uma base”, diz, com uma maturidade incomum para as garotas de sua idade. Mas como essa receita ela já está seguindo, o futuro – e o mundo – está na ponta de seus pés.  

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