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Acuado, Pretinho frita gestão Lauro na primeira sessão pós-recesso

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente da Câmara transforma plenária em espécie de CPI sobre transporte de deficientes


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

02/08/2019 | 07:00


Sob forte pressão de munícipes que foram à casa protestar contra a redução no serviço municipal de transporte de deficientes, o presidente da Câmara de Diadema, Pretinho do Água Santa (DEM), resolveu transformar a sessão de ontem, primeira pós-recesso, em espécie de CPI contra o governo Lauro Michels (PV).

O democrata deixou que a chamada tribuna livre, que garante fala a moradores da cidade nas plenárias semanais e que frequentemente registra críticas ao governo, virasse ato para fritar publicamente a gestão Lauro, de quem é aliado.

A postura de Pretinho não só causou estranheza entre os próprios colegas, como abriu espaço para que a oposição, sobretudo o PT, entoasse discurso sobre eleição. “Isso (corte de direitos) é forma de fazer gestão. O voto é a nossa principal arma”, provocou Orlando Vitoriano (PT).

O intenso debate começou quando Pretinho foi acusado por uma moradora de ser um dos culpados pela paralisação dos serviços de transporte de deficientes, que é terceirizado e está nas mãos da empresa Hiplan Construções e Serviços de Manutenção Urbana Ltda – o Diário revelou o problema na semana passada. “Todo mundo sabe que você é um dos donos desta empresa”, discursou Renata de Almeida. O parlamentar, então, reagiu. “Você tem provas?”, questionou o vereador. “Todo mundo sabe disso”, respondeu ela.

Minutos depois, Pretinho suspendeu a sessão de forma abrupta quando voltou a ser acusado, por outro morador, de ser um dos donos da companhia. “Está suspensa a sessão enquanto não vier alguém do governo. Está parado. Quero ver quem é que vai provar que eu sou o dono daquilo lá. Eu não vou sair desta cadeira enquanto não chegar alguém”, peitou o democrata.

Cerca de uma hora depois, devido à falta de articulação política do governo na casa, a plenária foi reaberta com a presença de funcionários do Paço e de procurador da terceirizada. Pretinho, então, reiniciou os trabalhos permitindo que ambos fossem alvos de vários questionamentos da oposição.

Francisco José, que se identificou como representante legal da Hiplan, acusou o governo Lauro de ordenar a redução na prestação dos serviços. “Quem mandou reduzir o contrato foi a Prefeitura e de forma ilegal, porque a legislação permite que haja redução de até 25% do acordo, mas o corte chega a 40%”, disse. Enviado pelo governo, o servidor Marcos Komatsu, diretor de distribuição de frota da Secretaria de Obras, confirmou que a decisão de reduzir o contrato partiu do Paço “por falta de recursos”.

Firmado em maio, o contrato com a Hiplan prevê a locação de diversos veículos, inclusive adaptados, para as secretarias de Educação, Saúde e Obras. O acordo é de R$ 8,3 milhões por um ano. Segundo o integrante do governo, foram cortados 32 veículos.

SEM DEFENSOR
Durante as críticas, nenhum vereador saiu em defesa da administração. O líder do governo, Companheiro Sérgio (Cidadania), teve atuação tímida. Ao fim do debate, anunciou que o governo aceitou receber os manifestantes na segunda-feira, às 10h. Nos bastidores, Pretinho é tido como nome certo para a disputa pelo Paço em 2020, seja como prefeiturável ou vice, inclusive, do governo. 



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