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Ministro da Venezuela entra na lista de fugitivos mais procurados dos EUA



01/08/2019 | 16:56


O ministro da Indústria da Venezuela, Tareck El Aissami, foi incluído na quarta-feira, 31, à noite, pelo Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) na lista de 10 fugitivos mais procurados. "Você já viu este fugitivo mais procurado? Ele é procurado por tráfico internacional de narcóticos", escreveu o ICE em sua conta no Twitter, ao lado de uma foto do ministro, que já foi vice-presidente do governo de Nicolás Maduro e é alvo de sanções dos Estados Unidos.

A agência norte-americana acrescentou em seu site que Aissami sofreu sanções em fevereiro de 2017 pelo Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro dos EUA por desempenhar "um papel significativo no tráfico internacional de narcóticos".

Segundo o ICE, Aissami "facilitou envios de narcóticos a partir da Venezuela", o que incluía o controle sobre os aviões que decolavam de uma base aérea no país e das rotas de entorpecentes através de portos.

"Nos cargos anteriores, supervisionou ou controlou parcialmente envios de narcóticos de mais de 1 tonelada a partir da Venezuela em múltiplas ocasiões, incluindo alguns com México e Estados Unidos como destino final", acrescenta o comunicado.

Ainda na quarta-feira, Aissami classificou como uma "agressão infame" a decisão do governo dos EUA.

"Hoje vimos, de novo, esta pretensa agressão infame, essa canalhice do imperialismo. (_) Eles não poderão deter o curso irreversível nem a vontade do povo venezuelano de ser uma potência, um país livre e soberano. Acusem-nos do que quiserem, seguiremos construindo o sonho de (Símon) Bolívar, o sonho da pátria", disse ele em vídeo divulgado no Twitter.

Na legenda do post, também se declarou "inquebrável" e "leal" ao governo de Maduro.

Nesta quinta-feira, 1º de agosto, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu um comunicado onde afirma que a medida contra Aissami faz parte de "uma campanha de descrédito dirigida a minar a dignidade das autoridades venezuelanas", além de ser uma "grave afronta" ao governo chavista.

Pela conta do Twitter do ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, o governo do presidente Nicolás Maduro rechaça a "grave acusação" dos EUA, além de afirmar que "desconhece autoridade alguma do governo americano para realizá-la".

O comunicado ainda anuncia que irá denunciar "essas e outras ações militares" do presidente dos EUA, Donald Trump, às instâncias internacionais competentes.

O governo de Donald Trump lidera a pressão internacional para retirar Maduro do poder, cujo governo considera resultado de eleições fraudulentas. Os EUA são um dos 50 países que consideram o líder do Congresso e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, como o governante oficial do país.

Em março, autoridades federais dos Estados Unidos acusaram Aissami de tráfico de drogas e de driblar sanções impostas por Washington. Se for preso e extraditado, o ministro venezuelano pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

Já em maio, Aissami foi acusado de ser o principal interlocutor do grupo terrorista islâmico xiita libanês, Hezbollah, na Venezuela e também em demais países da América Latina, com o objetivo de expandir o tráfico de drogas na região. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



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Ministro da Venezuela entra na lista de fugitivos mais procurados dos EUA


01/08/2019 | 16:56


O ministro da Indústria da Venezuela, Tareck El Aissami, foi incluído na quarta-feira, 31, à noite, pelo Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) na lista de 10 fugitivos mais procurados. "Você já viu este fugitivo mais procurado? Ele é procurado por tráfico internacional de narcóticos", escreveu o ICE em sua conta no Twitter, ao lado de uma foto do ministro, que já foi vice-presidente do governo de Nicolás Maduro e é alvo de sanções dos Estados Unidos.

A agência norte-americana acrescentou em seu site que Aissami sofreu sanções em fevereiro de 2017 pelo Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro dos EUA por desempenhar "um papel significativo no tráfico internacional de narcóticos".

Segundo o ICE, Aissami "facilitou envios de narcóticos a partir da Venezuela", o que incluía o controle sobre os aviões que decolavam de uma base aérea no país e das rotas de entorpecentes através de portos.

"Nos cargos anteriores, supervisionou ou controlou parcialmente envios de narcóticos de mais de 1 tonelada a partir da Venezuela em múltiplas ocasiões, incluindo alguns com México e Estados Unidos como destino final", acrescenta o comunicado.

Ainda na quarta-feira, Aissami classificou como uma "agressão infame" a decisão do governo dos EUA.

"Hoje vimos, de novo, esta pretensa agressão infame, essa canalhice do imperialismo. (_) Eles não poderão deter o curso irreversível nem a vontade do povo venezuelano de ser uma potência, um país livre e soberano. Acusem-nos do que quiserem, seguiremos construindo o sonho de (Símon) Bolívar, o sonho da pátria", disse ele em vídeo divulgado no Twitter.

Na legenda do post, também se declarou "inquebrável" e "leal" ao governo de Maduro.

Nesta quinta-feira, 1º de agosto, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu um comunicado onde afirma que a medida contra Aissami faz parte de "uma campanha de descrédito dirigida a minar a dignidade das autoridades venezuelanas", além de ser uma "grave afronta" ao governo chavista.

Pela conta do Twitter do ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, o governo do presidente Nicolás Maduro rechaça a "grave acusação" dos EUA, além de afirmar que "desconhece autoridade alguma do governo americano para realizá-la".

O comunicado ainda anuncia que irá denunciar "essas e outras ações militares" do presidente dos EUA, Donald Trump, às instâncias internacionais competentes.

O governo de Donald Trump lidera a pressão internacional para retirar Maduro do poder, cujo governo considera resultado de eleições fraudulentas. Os EUA são um dos 50 países que consideram o líder do Congresso e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, como o governante oficial do país.

Em março, autoridades federais dos Estados Unidos acusaram Aissami de tráfico de drogas e de driblar sanções impostas por Washington. Se for preso e extraditado, o ministro venezuelano pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

Já em maio, Aissami foi acusado de ser o principal interlocutor do grupo terrorista islâmico xiita libanês, Hezbollah, na Venezuela e também em demais países da América Latina, com o objetivo de expandir o tráfico de drogas na região. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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