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Taxa Selic cai para 6%, o menor patamar desde 1986

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

A redução de 0,5 ponto percentual foi a primeira após 16 meses de manutenção


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/08/2019 | 07:03


A Selic, taxa básica de juros, chegou ao menor patamar desde 1986, quando teve início a série histórica: 6% ao ano. Conforme divulgado ontem pelo BC (Banco Central), o índice teve redução em 0,5 ponto percentual, passando de 6,5% (índice mantido por 16 meses seguidos) aos atuais 6%. O andamento da reforma da Previdência, além da melhora nos cenários interno e externos foram apontados como motivos para a redução.

A decisão foi uma unanimidade do Copom (Comitê de Política Monetária) que, conforme nota divulgada, considerou que a retomada econômica deve acontecer de forma gradual. Entretanto, os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem. “Ajustes necessários na economia brasileira têm avançado, mas a continuidade desse processo é essencial à queda da taxa de juros estrutural e à recuperação sustentável da economia”, afirmou a nota.

Segundo o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, três aspectos precisam ser considerados. “Primeiro, que a atividade econômica está fraca e não temos nenhuma pressão inflacionária no momento. O segundo é que a reforma da Previdência abriu a perspectiva de mais investimentos e, o terceiro, que estamos em um momento de muita liquidez e taxas baixas em outros países.”

Caso dos Estados Unidos. que conforme anúncio do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, ontem, teve redução de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 2% a 2,25% ao ano, a primeira queda desde a crise de 2008. Essa onda de afrouxamento monetário global beneficia países emergentes como o Brasil, já que grande parte dos investidores pode permanecer aqui, sem migrar para mercados norte-americanos. Balistiero assinalou que a redução nacional é uma sinalização de que os juros do mercado vão baixar, “porém, a gente sabe que muitas vezes isso não chega para o consumidor”. Ele ponderou que, com a competição e movimentação do mercado para oferecer crédito ao consumidor, isso deve ser fator que vai mexer com os juros.

O especialista destacou também que se trata de decisão importante para o início da retomada. “A equipe econômica e o Congresso vêm fazendo o trabalho deles. Mas isso depende das declarações do presidente da República, que é café com leite, e podem repercutir mal.”

(com agências) 



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Taxa Selic cai para 6%, o menor patamar desde 1986

A redução de 0,5 ponto percentual foi a primeira após 16 meses de manutenção

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/08/2019 | 07:03


A Selic, taxa básica de juros, chegou ao menor patamar desde 1986, quando teve início a série histórica: 6% ao ano. Conforme divulgado ontem pelo BC (Banco Central), o índice teve redução em 0,5 ponto percentual, passando de 6,5% (índice mantido por 16 meses seguidos) aos atuais 6%. O andamento da reforma da Previdência, além da melhora nos cenários interno e externos foram apontados como motivos para a redução.

A decisão foi uma unanimidade do Copom (Comitê de Política Monetária) que, conforme nota divulgada, considerou que a retomada econômica deve acontecer de forma gradual. Entretanto, os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem. “Ajustes necessários na economia brasileira têm avançado, mas a continuidade desse processo é essencial à queda da taxa de juros estrutural e à recuperação sustentável da economia”, afirmou a nota.

Segundo o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, três aspectos precisam ser considerados. “Primeiro, que a atividade econômica está fraca e não temos nenhuma pressão inflacionária no momento. O segundo é que a reforma da Previdência abriu a perspectiva de mais investimentos e, o terceiro, que estamos em um momento de muita liquidez e taxas baixas em outros países.”

Caso dos Estados Unidos. que conforme anúncio do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, ontem, teve redução de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 2% a 2,25% ao ano, a primeira queda desde a crise de 2008. Essa onda de afrouxamento monetário global beneficia países emergentes como o Brasil, já que grande parte dos investidores pode permanecer aqui, sem migrar para mercados norte-americanos. Balistiero assinalou que a redução nacional é uma sinalização de que os juros do mercado vão baixar, “porém, a gente sabe que muitas vezes isso não chega para o consumidor”. Ele ponderou que, com a competição e movimentação do mercado para oferecer crédito ao consumidor, isso deve ser fator que vai mexer com os juros.

O especialista destacou também que se trata de decisão importante para o início da retomada. “A equipe econômica e o Congresso vêm fazendo o trabalho deles. Mas isso depende das declarações do presidente da República, que é café com leite, e podem repercutir mal.”

(com agências) 

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