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Uma visão empresarial do Brasil


Simpi

31/07/2019 | 07:29


O País vem passando por profunda e persistente crise econômica há vários anos, fazendo com que muitas empresas precisassem se reinventar para continuar funcionando. É o caso do Grupo Mambo e Giga Brasil que, mesmo no momento recessivo que o país vive, experimentou um crescimento da ordem de 30% ao ano. “Muitas empresas nacionais estão perdendo dinheiro, mas outras tantas estão conseguindo crescer e, até mesmo, dobrar seu faturamento, adotando estratégias como renegociar preços com seus fornecedores, diversificar produtos e investir em marketing, num movimento contrário ao que está fazendo a maioria do mercado”, explica o presidente do conselho de administração dessa rede supermercadista paulista, André Nassar.

Segundo ele, o expressivo crescimento do grupo é resultado de muito trabalho e otimismo. “Ao fazer nossos planos de negócios, evitamos nos guiar apenas pelas expectativas e projeções dos órgãos econômicos. Procuramos identificar as oportunidades de ações complementares dentro da nossa área de atuação, bem como estudamos a situação concorrencial, para acelerarmos”, diz ele. “Originalmente, nossa empresa era só de supermercados. Em 2009, identificamos que o setor de atacado de autosserviço, conhecido como atacarejo, estava se desenvolvendo muito, e enxergamos que, se estivéssemos presentes nesse braço empresarial, isso poderia trazer muita sinergia com o nosso ramo de negócios, o que, de fato, aconteceu. Hoje, o atacado Giga tem uma representação de dois terços do faturamento do grupo”, complementa Nassar.

O empresário admite, porém, que a economia brasileira não anda bem, com os índices de desemprego e a inflação aumentando, e as vendas de muitos setores em queda. “O Brasil não só tem uma forte carga tributária, mas fazer as coisas por aqui é muito mais difícil que fazer em outros países. Tudo é muito regulamentado, com o poder público sempre criando dificuldades desnecessárias ao setor privado”, explica ele, complementando que se faz necessário desburocratizar e deixar as coisas mais simples. “Não existe resposta fácil para problemas complexos, mas eu acho que, pela ordem, a primeira reforma que precisamos é a da Previdência, por razões óbvias de caixa. A segunda seria a administrativa, porque não adianta você recolher mais impostos e continuar gastando como se gastava antes, ou seja, se não reduzir o custo de Estado, a conta não fecha. De todo modo, há lista infinita de problemas a serem resolvidos e, se não começarem a ser solucionados agora, o Brasil corre o sério risco de quebrar, literalmente”, conclui Passar.

Herdeiro do Abriste

No início da semana passada, o Partido Conservador Britânico decidiu quem é o sucessor da ex-primeira ministra Theresa May, que renunciou ao cargo por não resistir ao fracasso na condução do processo de saída do Reino Unido da União Europeia: o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, venceu a disputa contra Jeremy Hunt, atual chefe da diplomacia britânica. Caberá a ele a árdua responsabilidade de obter sucesso onde sua antecessora falhou: concretizar o Brexit, marcado para 31 de outubro. Num país cuja economia já se encontra em recessão técnica por causa dessa indecisão, Johnson deverá enfrentar muita resistência interna, já que não descarta que essa separação possa ocorrer sem acordo entre britânicos e europeus, possibilidade essa que não conta com a unanimidade nem mesmo dentro de seu partido. Além disso, vai ter sérios problemas com Bruxelas, que já alertou dizendo que não irá estender novamente o prazo, nem renegociará o acordo firmado com May, que foi rejeitado três vezes pelo Parlamento Britânico. 



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Uma visão empresarial do Brasil

Simpi

31/07/2019 | 07:29


O País vem passando por profunda e persistente crise econômica há vários anos, fazendo com que muitas empresas precisassem se reinventar para continuar funcionando. É o caso do Grupo Mambo e Giga Brasil que, mesmo no momento recessivo que o país vive, experimentou um crescimento da ordem de 30% ao ano. “Muitas empresas nacionais estão perdendo dinheiro, mas outras tantas estão conseguindo crescer e, até mesmo, dobrar seu faturamento, adotando estratégias como renegociar preços com seus fornecedores, diversificar produtos e investir em marketing, num movimento contrário ao que está fazendo a maioria do mercado”, explica o presidente do conselho de administração dessa rede supermercadista paulista, André Nassar.

Segundo ele, o expressivo crescimento do grupo é resultado de muito trabalho e otimismo. “Ao fazer nossos planos de negócios, evitamos nos guiar apenas pelas expectativas e projeções dos órgãos econômicos. Procuramos identificar as oportunidades de ações complementares dentro da nossa área de atuação, bem como estudamos a situação concorrencial, para acelerarmos”, diz ele. “Originalmente, nossa empresa era só de supermercados. Em 2009, identificamos que o setor de atacado de autosserviço, conhecido como atacarejo, estava se desenvolvendo muito, e enxergamos que, se estivéssemos presentes nesse braço empresarial, isso poderia trazer muita sinergia com o nosso ramo de negócios, o que, de fato, aconteceu. Hoje, o atacado Giga tem uma representação de dois terços do faturamento do grupo”, complementa Nassar.

O empresário admite, porém, que a economia brasileira não anda bem, com os índices de desemprego e a inflação aumentando, e as vendas de muitos setores em queda. “O Brasil não só tem uma forte carga tributária, mas fazer as coisas por aqui é muito mais difícil que fazer em outros países. Tudo é muito regulamentado, com o poder público sempre criando dificuldades desnecessárias ao setor privado”, explica ele, complementando que se faz necessário desburocratizar e deixar as coisas mais simples. “Não existe resposta fácil para problemas complexos, mas eu acho que, pela ordem, a primeira reforma que precisamos é a da Previdência, por razões óbvias de caixa. A segunda seria a administrativa, porque não adianta você recolher mais impostos e continuar gastando como se gastava antes, ou seja, se não reduzir o custo de Estado, a conta não fecha. De todo modo, há lista infinita de problemas a serem resolvidos e, se não começarem a ser solucionados agora, o Brasil corre o sério risco de quebrar, literalmente”, conclui Passar.

Herdeiro do Abriste

No início da semana passada, o Partido Conservador Britânico decidiu quem é o sucessor da ex-primeira ministra Theresa May, que renunciou ao cargo por não resistir ao fracasso na condução do processo de saída do Reino Unido da União Europeia: o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, venceu a disputa contra Jeremy Hunt, atual chefe da diplomacia britânica. Caberá a ele a árdua responsabilidade de obter sucesso onde sua antecessora falhou: concretizar o Brexit, marcado para 31 de outubro. Num país cuja economia já se encontra em recessão técnica por causa dessa indecisão, Johnson deverá enfrentar muita resistência interna, já que não descarta que essa separação possa ocorrer sem acordo entre britânicos e europeus, possibilidade essa que não conta com a unanimidade nem mesmo dentro de seu partido. Além disso, vai ter sérios problemas com Bruxelas, que já alertou dizendo que não irá estender novamente o prazo, nem renegociará o acordo firmado com May, que foi rejeitado três vezes pelo Parlamento Britânico. 

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