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Os anos 1960 e as turmas: vá procurar a sua...

Completa-se a trilogia: depois de Esquina 65 e Do outro lado da esquina..., Sidnei Sauerbronn, o Sidão, trabalha em Vá procurar a sua Turma!


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

18/01/2010 | 00:00


Completa-se a trilogia: depois de Esquina 65 e Do outro lado da esquina... (no prelo), Sidnei Sauerbronn, o Sidão, trabalha na elaboração de Vá procurar a sua turma! Em pauta, sempre, a Santo André dos anos 1960.

Dez turmas já foram listadas: Quitandinha/Panelinha, Praça, Lagosta, Ocara/Padaria Ideal/Bronca, Primeiro de Maio, Garrafa (do Adelino Faccioli), Turma do bar da esquina, Luchesi (irmãos), Napolitano e Aramaçan.

Sidão surpreendeu-se pelo número de integrantes da Turma do Napolitano e da Rua Agenor de Camargo. Esta turma, em plena atividade, reuniu-se em dezembro e estará aqui em Memória ao longo deste 2010.

O que pretende o autor: descobrir aquelas turmas de Santo André dos anos 1960. Quais eram as pessoas representativas. O que faziam. A sua origem social. A duração de cada turma. Onde se reuniam. O que era ter que estudar. De que forma foi marcada a juventude de cada um. Quais eram as esquinas frequentadas. Quais as práticas culturais: do esporte ao cinema, TV, bailes, clubes. As diferenças. Como pertencer à turma. O destino social de cada turma e de cada componente.

TURMAS AMIGAS
Para o seu terceiro livro do gênero, Sidão envolverá as turmas masculinas e femininas se entrelaçando. A temática envolve o bar, o bairro, a esquina; o padrão de vida do grupo; o carro; a música; os divertimentos: bailes e brigas.

As turmas amigas e nem tanto. O ovo no colégio das freiras (ovo no colégio das freiras?). Gírias. Sexo e namoro (hum...); política; dramas e rebeldia; conjuntura; trabalho; profissão do pai; linha de trem, o campinho.

Não há prazo para edição. Como se vê, Sidão terá extenuante, mas fascinante trabalho pela frente.

As diferenças deste mapa social
Texto: Sidnei Sauerbronn

Na década de 1960 existiram várias turmas de jovens pela cidade de Santo André, marcadamente masculinas. O espaço de encontro ia além da frequência às escolas, e o horário se estendia para a noite.

Era comum a frequência ao cinema, aos bailes e ouvir as novidades musicais. O estilo de se vestir e a presença do automóvel marcavam distinções. Aglomeravam-se em torno de bares.

Um precário mapa social: a região central era onde ocorriam o encontro, os divertimentos, o acesso ao consumo dos novos produtos culturais. A linha de trem era um divisor social na cidade.

No Centro, além do comércio e serviços, residências de famílias de classe média. Do outro lado da linha do trem, moradias dos migrantes, na maioria do Nordeste.

ILUSTRAÇÃO
Como ilustrar esta página das turmas? Apresentamos a Sidão um conjunto de cartões postais da virada dos anos 1950 para 1960. Ele escolhe o da Escola Senai, quando esta ficava na bifurcação da Bernardino de Campos com a Campos Sales. Um cenário que marcou a existência de várias turmas, independentemente de terem ou não cursado o Senai.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Sexta-feira, 18 de janeiro de 1980

Manchete - Tufão surpreende o Grande ABC: violento temporal inunda municípios e causa prejuízos

Editorial - Novas opções, o lado bom da reforma partidária

Primeiro plano (Eduardo Camargo) - Homenagem ao general Milton de Souza (comandante do II Exército).

Polícia - Detido em São Bernardo menor que confessa furtos em 80 igrejas.

Futebol - Técnico José Fescina renova com o Santo André.

EM 18 DE JANEIRO DE...

1940 - Fundada em Mauá a Indústria Metalúrgica Arte Nova, produtora de torneiras, na Avenida Barão de Mauá.

1970 - Amistoso no recém-inaugurado Estádio Municipal de Santo André (Bruno Daniel): Santo André 0 x 0 Portuguesa de Desportos.

1970 - América do Sul vence o Monte Azul por 3 a 2 e conquista o título de campeão amador de São Caetano, versão 1969.

1970 - Emerson Fittipaldi estréia na Fórmula 1.

Trabalhadores
Nascem em 18 de janeiro:

1 - Rafael Ortega Carrasco. 1900. Natural de Dúrcal, Espanha. Servente de fabricação da Rhodia. Residência: Rua Bolívia.
2 - Escolástica do Amaral. 1921. Natural de Monte Mor (SP). Industriaria da Rhodia. Residência: Rua Itapura, 69.
3 - Lazaro Martins de Souza. 1923. Natural de Araçatuba (SP). Operário da Produtos Químicos Alca. Residência: Rua Dr. Vieira de Carvalho, 441.
4 - Armando Luchesi. 1926. Natural de São Paulo. Mecânico-torneio da Rhodia. Residência: Rua da Conceição, 67, São Caetano.
5 - Durvalina Biffe. 1927. Natural de Santo André. Servente em fábrica da Rhodia. Residência: Rua Oratório, 38.
Fonte: Primeiro livro de registro de associados do Sindicato dos Químicos do ABC.

HOJE

Dia Internacional do Riso.

SANTOS DO DIA

Amâncio, Beatriz de Vicência, Liberato, Margarida da Hungria, Prisca e Regina Prottmann.

No calendário de 1958, a ilustração de 18 de janeiro é a cadeira de São Pedro (estampa).

Crédito da estampa: acervo Vangelista Bazani (Gili) e João de Deus Martinez.

Falecimentos

HELENA VIARO MANTOVANI
Dois Córregos, SP, 20-4-1913 - Santo André 14-11-2009


Helena é a filha caçula de uma família de 11 irmãos e pais imigrantes: o pai, Eugenio Viaro, de Padova; a mãe, Rosa Frangan, de Verona. Ela cresceu na fazenda João Silva colhendo café e algodão. Perdeu o pai aos oito anos. Foi babá na cidade de Dois Córregos. E cuidou, com a mãe, do sobrinho Nestor, quando da morte da sua irmã Estela. Casou-se em 1936 com Paulino Mantovani, o Paulo, mudando-se para Santo André. Tiveram duas filhas, Valderes e Margarete.

Em Santo André, Helena trabalhou na Rhodia, vendeu roupa, costurou e até aprendeu a empalhar cadeira para ajudar nas despesas da casa.

Tantos anos depois, Valderes e Margarete recordam da mãe trabalhando à noite, sentada à máquina de costura iluminada apenas por uma vela.

Paulino Mantovani trabalhava na Pirelli. No Natal, a fábrica distribuía brinquedos, balas e doces. Helena guardava tudo e, na véspera de Natal, quando as meninas iam dormir, ela arrumava a mesa com os presentes. Quando as filhas acordavam, ficavam radiantes: eram lembradas pelo Papai Noel.

Para conseguir sua casa própria, Helena ingressou na cozinha da Pirelli. As meninas já estavam maiores e foi possível a dupla jornada por parte da mãe, dando um duro entre caldeirões e panelas enormes, com fogão à lenha...

De outro lado, a generosidade. As portas de sua casa estavam sempre abertas aos parentes que chegavam do Interior. Várias famílias permaneceram em sua casa até arrumarem um emprego e casa.

Nestor, o sobrinho, veio para Santo André e integrou-se à família. Aqui estudou, trabalhou e constituiu família, dando o primeiro neto à Helena.

Vieram mais três netos, filhos de Margarete. Paulino, o marido, parte em 1970. Nascem os filhos de Valderes.

Dona Helena partiu aos 96 anos. Está sepultada no Cemitério da Saudade, em Vila Assunção. Nestor, o filho adotivo, já partira. Ela deixa sete netos e quatro bisnetos.



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