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Federação precisa colocar a mão no bolso


Anderson Fattori

30/07/2019 | 07:00


Que os times precisam ter atividade o ano inteiro e, entre outras coisas, garantir o emprego dos jogadores que estão fora das principais divisões do futebol brasileiro, acredito que todos concordam. Mas insistir no formato da Copa Paulista não me parece nada sensato. Os números mostram que o campeonato é altamente deficitário, não atrai mídia nem torcedor. Alguma coisa precisa ser feita ou em breve nem isso os clubes terão para disputar no segundo semestre.

Para se ter ideia, fiz levantamento de acordo com os boletins financeiros disponibilizados no site da Federação Paulista. Nas cinco rodadas do primeiro turno foram 60 jogos, assistidos por 32.716 pessoas (média de 545 por partida), ou seja, se juntar todo mundo não encheria metade do Morumbi, que tem capacidade para 66.795 torcedores. O público seria inferior aos 37.754 que pagaram para ver os reservas do Palmeiras empatarem com o Vasco, sábado, no Allianz Parque, pelo Brasileirão.

A baixa frequência de torcedores reflete diretamente na arrecadação. Em três partidas como mandante, o Água Santa já gastou R$ 15.732,06 – vale lembrar que na estreia o Netuno atuou no Anacleto Campanella porque o Inamar estava emprestado para treinos da Copa América. O São Caetano, em dois jogos, investiu R$ 9.916,04. O EC São Bernardo pagou R$10.467,86 nos três duelos no 1º de Maio. O ponto fora da curva é o Santo André, que surpreendentemente lucrou R$ 8.783,17 com as três partidas, mas insuficientes para pagar uma semana de salários.

Os únicos atrativos da Copa Paulista são as vagas na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil – o campeão faz a escolha; o vice fica com a outra. Não tem nenhuma premiação em dinheiro. Pouco para torneio com duração de seis meses, tanto que a maioria dos clubes usa jogadores da base, o que ajuda ainda mais a esvaziar as arquibancadas.

Acho que a saída é a Federação Paulista colocar a mão no bolso e investir dinheiro na competição. Ou melhor, distribuir melhor os recursos. No Paulistão 2019, por exemplo, a entidade gastou quase R$ 12 milhões apenas em premiações. Ganha desde o campeão até o 14º colocado, ficando de fora apenas os dois clubes rebaixados. A entidade faz questão de divulgar que é a maior premiação do Brasil. Que tal entender a realidade dos demais clubes federados e também premiar a Copa Paulista com parte deste orçamento? Do que adianta produzir o melhor estadual do País e não cuidar do restante da casa?

INTOCÁVEL
Mais do que a má fase do Palmeiras, o que me chama atenção é que, independentemente do time que Felipão escala, Dudu sempre está em campo. O treinador poupa todo mundo, menos o camisa 7. Ele não cansa? Não tem desgaste muscular como os demais jogadores? Estranho, muito estranho.

O Palmeiras já fez 39 jogos nesta temporada, somando Campeonato Paulista, Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Dudu esteve em campo em 36, mesmo com sistema de rodízio implementado por Felipão. Mais incompreensível ainda é que ele não vive a grande fase que fez o torcedor pedir sua convocação para a Seleção. Neste ano foram cinco gols e dez assistências.

Outro fato que chama atenção é que, nem com todo esse prestígio e importância que recebe de Felipão, o meia-atacante chamou a responsabilidade na cobrança de pênaltis contra o Internacional, na Copa do Brasil. Assim como em outras vezes, se esquivou e viu a equipe ser eliminada.

INDEFINIDO
O Santo André tem a expectativa de acertar nos próximos dias a contratação do treinador para o Paulistão 2019. Os três nomes que estão na lista da diretoria estão empregados. Fernando Marchiori continua no Água Santa; Itamar Schulle dirige o Cuiabá na Série B do Brasileiro; e Marcelo Veiga, que estava sem clube, acertou com o Ferroviário, da Série C.

Marchiori continua sendo a prioridade, mas o treinador está com receio de trocar o certo pelo duvidoso. No Netuno, além de prestigiado, recebe bom salário que é pago em dia. Ele sofreu muito na condução do Santo André para a elite do Campeonato Paulista neste ano, teve de contornar diversas crises financeiras e tem medo de que o cenário se repita. Só que ele sonha em disputar a Primeira Divisão de São Paulo, que seria grande passo na sua carreira. Assim, caso a Federação Paulista confirme que o Água Santa vai herdar a vaga que sobrou diante da fusão de Red Bull e Bragantino, com certeza o treinador ficará em Diadema. Caso contrário, pode pensar em voltar. Resta saber se a diretoria do Ramalhão terá paciência para esperar.

PALPITÃO DO FATTORI
Na última semana me surpreendi com alguns resultados, com a evolução do Corinthians e com a queda de rendimento do Palmeiras. Na região, o Azulão continua sobrando e a decepção foi o Ramalhão. Mas vamos aos chutes semanais. Libertadores: Palmeiras 2 x 0 Godoy Cruz. Copa Sul-Americana: Montevideo Wanderers 0 x 1 Corinthians. Brasileirão: Santos 3 x 0 Goiás e Corinthians 2 x 1 Palmeiras. Copa Paulista: Água Santa 4 x 0 Ponte Preta; São Caetano 5 x 0 Grêmio Osasco; e Santo André 2 x 1 EC São Bernardo.  



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