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Pesquisa mira preservação das abelhas

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estudo quer ampliar presença dos insetos em áreas urbanas a partir da polinização de plantas leguminosas


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

30/07/2019 | 07:00


 Pesquisa da UFABC (Universidade Federal do ABC) pretende compreender o processo de polinização – transporte de pólen, seja pelo vento ou por seres vivos, necessário para a reprodução das flores – no Grande ABC e, com isso, ampliar a quantidade de abelhas dos tipos Bombus e Dialictus e de árvores leguminosas, ainda pouco presentes no ambiente urbano.

“As leguminosas são da família do feijão e difíceis de serem encontradas nas cidades. Trabalhamos atualmente com as plantas que encontramos aqui no Grande ABC em praças, a partir do cultivo de moradores, e também trazemos alguns exemplares de Minas Gerais para estudo”, observa a aluna de ciências biológicas da unidade São Bernardo da UFABC, participante do estudo, Isabele Maia.

Conforme o professor da disciplina de botânica da UFABC, Anselmo Nogueira, as abelhas buscam essas plantas porque contêm características familiares, como cor amarelada, mas não possuem néctar  nem cheiro. “A abelha consegue detectar o pólen na flor, o retira, e diretamente consome esse recurso para levar ao seu ninho, auxiliando na reprodução de suas larvas”, pontua. O projeto teve início no fim de 2017 a partir de colaboração de grupo de pesquisa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e terá sua parte escrita finalizada até dezembro. 

O especialista pontua que a polinização é essencial para a produção de alimentos. “Isso acontece entre as flores por meio dos insetos, promovendo a formação de frutos e reprodução das plantas com as sementes transportadas. É importante para produção agrícola brasileira e mundial”, ressalta.

Além de tentar aumentar a colônia de espécies de abelhas no ambiente urbano, a pesquisa tem como objetivo observar o papel do inseto neste cenário, ou seja, quais recursos elas precisam para coletar o pólen – conjunto de grãos produzidos pelas flores –, e levar os elementos até seu ninho.

O uso de agrotóxicos e o desmatamento representam ameaça aos seres vivos denominados polinizadores, como é o caso das abelhas. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que mais de 75% do que é cultivado para a alimentação humana dependem da polinização para ter qualidade. Em contrapartida, a última edição do Livro Vermelho da Fauna Brasileira (de 2016) aponta quatro tipos de abelhas em perigo de extinção e uma em estado vulnerável. 



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Pesquisa mira preservação das abelhas

Estudo quer ampliar presença dos insetos em áreas urbanas a partir da polinização de plantas leguminosas

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

30/07/2019 | 07:00


 Pesquisa da UFABC (Universidade Federal do ABC) pretende compreender o processo de polinização – transporte de pólen, seja pelo vento ou por seres vivos, necessário para a reprodução das flores – no Grande ABC e, com isso, ampliar a quantidade de abelhas dos tipos Bombus e Dialictus e de árvores leguminosas, ainda pouco presentes no ambiente urbano.

“As leguminosas são da família do feijão e difíceis de serem encontradas nas cidades. Trabalhamos atualmente com as plantas que encontramos aqui no Grande ABC em praças, a partir do cultivo de moradores, e também trazemos alguns exemplares de Minas Gerais para estudo”, observa a aluna de ciências biológicas da unidade São Bernardo da UFABC, participante do estudo, Isabele Maia.

Conforme o professor da disciplina de botânica da UFABC, Anselmo Nogueira, as abelhas buscam essas plantas porque contêm características familiares, como cor amarelada, mas não possuem néctar  nem cheiro. “A abelha consegue detectar o pólen na flor, o retira, e diretamente consome esse recurso para levar ao seu ninho, auxiliando na reprodução de suas larvas”, pontua. O projeto teve início no fim de 2017 a partir de colaboração de grupo de pesquisa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e terá sua parte escrita finalizada até dezembro. 

O especialista pontua que a polinização é essencial para a produção de alimentos. “Isso acontece entre as flores por meio dos insetos, promovendo a formação de frutos e reprodução das plantas com as sementes transportadas. É importante para produção agrícola brasileira e mundial”, ressalta.

Além de tentar aumentar a colônia de espécies de abelhas no ambiente urbano, a pesquisa tem como objetivo observar o papel do inseto neste cenário, ou seja, quais recursos elas precisam para coletar o pólen – conjunto de grãos produzidos pelas flores –, e levar os elementos até seu ninho.

O uso de agrotóxicos e o desmatamento representam ameaça aos seres vivos denominados polinizadores, como é o caso das abelhas. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que mais de 75% do que é cultivado para a alimentação humana dependem da polinização para ter qualidade. Em contrapartida, a última edição do Livro Vermelho da Fauna Brasileira (de 2016) aponta quatro tipos de abelhas em perigo de extinção e uma em estado vulnerável. 

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