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Conflitos do cotidiano

Priscila Prade/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

‘Piso Molhado’ ganha nova temporada no Espaço Parlapatões, em São Paulo


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/07/2019 | 07:02


Uma pintora, um pianista e um encanador. Esta tríade é o alicerce da peça Piso Molhado, que ganha nova montagem a partir de terça-feira, às 21h, no Espaço Parlapatões, em São Paulo. Escrito por Ed Anderson, o espetáculo cria reflexão sobre o lugar do outro e resgata um sentimento de brasilidade.<EM>

No palco, os atores contam a história dessas três figuras, que estão perdidas no caos de uma megalópole cinzenta do qual parece ser impossível escapar. A cantora decadente Selma (Patrícia Gasppar) guarda a sua coleção de aranhas em uma caixa de papel; o velho pianista Tony (Carlos Palma) mostra seu desencanto com os dias presentes em tom saudosista; e o sarcástico encanador Osvaldo (Helio Cicero) não tem emprego fixo e enfrenta a fumaça da cidade para encontrar seu sustento em bicos diversos.

“Tentei transpor ao papel a urgência que sentia em abordar sentimentos de algumas minorias e friccionar as suas vozes com o momento atual que vivemos, proporcionando uma reflexão sobre o lugar do outro e de como a arte pode ser uma vitamina para fortalecer o cotidiano. Estão presentes nos diálogos as relações de sobrevivência; questões da memória afetiva e o humor ácido e melancólico dos personagens que transitam anonimamente pelo asfalto, com as suas mazelas e encantamentos tendo cuidado com os pisos molhados ao recordar as várias quedas sofridas”, explica o autor Ed Anderson sobre o processo de escrita da peça.

Para dar o tom do texto, a equipe buscou como referência cantores da MPB, como Dalva de Oliveira, Maysa, Dolores Duran, Nelson Gonçalves e Cartola. Esse apelo à cultura brasileira é uma característica marcante no espetáculo. “A peça é um cabaré, quase um musical, porque inserimos trechos de várias músicas. Procuramos resgatar uma era de ouro da cultura brasileira e a brasilidade justamente neste momento em que o País passa por um momento de baixa autoestima”, diz o diretor Mauro Baptista Vedia.

De forma artesanal, tanto elenco quanto a direção buscam construir a montagem. “Tento trabalhar frase por frase, cena por cena, cada tempo. Nesse trabalho árduo cada momento é especial e temos uma marcação diferente para cada momento de revelação para o espectador. Vamos juntando pedacinho por pedacinho, como se fossem microcenas. A partir daí identificamos momentos dramáticos, épicos e líricos no texto. E juntamos com outras características mais permanentes do meu trabalho, como a minha obsessão pela composição plástica – enceno sempre como se tivesse uma câmera de cinema. Também tento não colocar os atores em linha no palco, mas em diagonais, usando a profundidade da cena e procuro fazer marcações suaves”, adianta o diretor, que também escalou para o elenco Valéria Pedrassoli.

Piso Molhado – Teatro. No Espaço Parlapatões – Praça Roosevelt, 158, Consolação, São Paulo. Até 11 de setembro (sessão extra no dia 1º de agosto), às terças e quartas-feiras, às 21h. Ingressos:R$ 20, à venda em www.parlapatoes.com.br. 



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‘Piso Molhado’ ganha nova temporada no Espaço Parlapatões, em São Paulo

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/07/2019 | 07:02


Uma pintora, um pianista e um encanador. Esta tríade é o alicerce da peça Piso Molhado, que ganha nova montagem a partir de terça-feira, às 21h, no Espaço Parlapatões, em São Paulo. Escrito por Ed Anderson, o espetáculo cria reflexão sobre o lugar do outro e resgata um sentimento de brasilidade.<EM>

No palco, os atores contam a história dessas três figuras, que estão perdidas no caos de uma megalópole cinzenta do qual parece ser impossível escapar. A cantora decadente Selma (Patrícia Gasppar) guarda a sua coleção de aranhas em uma caixa de papel; o velho pianista Tony (Carlos Palma) mostra seu desencanto com os dias presentes em tom saudosista; e o sarcástico encanador Osvaldo (Helio Cicero) não tem emprego fixo e enfrenta a fumaça da cidade para encontrar seu sustento em bicos diversos.

“Tentei transpor ao papel a urgência que sentia em abordar sentimentos de algumas minorias e friccionar as suas vozes com o momento atual que vivemos, proporcionando uma reflexão sobre o lugar do outro e de como a arte pode ser uma vitamina para fortalecer o cotidiano. Estão presentes nos diálogos as relações de sobrevivência; questões da memória afetiva e o humor ácido e melancólico dos personagens que transitam anonimamente pelo asfalto, com as suas mazelas e encantamentos tendo cuidado com os pisos molhados ao recordar as várias quedas sofridas”, explica o autor Ed Anderson sobre o processo de escrita da peça.

Para dar o tom do texto, a equipe buscou como referência cantores da MPB, como Dalva de Oliveira, Maysa, Dolores Duran, Nelson Gonçalves e Cartola. Esse apelo à cultura brasileira é uma característica marcante no espetáculo. “A peça é um cabaré, quase um musical, porque inserimos trechos de várias músicas. Procuramos resgatar uma era de ouro da cultura brasileira e a brasilidade justamente neste momento em que o País passa por um momento de baixa autoestima”, diz o diretor Mauro Baptista Vedia.

De forma artesanal, tanto elenco quanto a direção buscam construir a montagem. “Tento trabalhar frase por frase, cena por cena, cada tempo. Nesse trabalho árduo cada momento é especial e temos uma marcação diferente para cada momento de revelação para o espectador. Vamos juntando pedacinho por pedacinho, como se fossem microcenas. A partir daí identificamos momentos dramáticos, épicos e líricos no texto. E juntamos com outras características mais permanentes do meu trabalho, como a minha obsessão pela composição plástica – enceno sempre como se tivesse uma câmera de cinema. Também tento não colocar os atores em linha no palco, mas em diagonais, usando a profundidade da cena e procuro fazer marcações suaves”, adianta o diretor, que também escalou para o elenco Valéria Pedrassoli.

Piso Molhado – Teatro. No Espaço Parlapatões – Praça Roosevelt, 158, Consolação, São Paulo. Até 11 de setembro (sessão extra no dia 1º de agosto), às terças e quartas-feiras, às 21h. Ingressos:R$ 20, à venda em www.parlapatoes.com.br. 

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