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Com vocês, a Porsche 718 Boxster GTS

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Potência e elegância formam a personalidade deste verdadeiro sonho de consumo


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

26/07/2019 | 07:00


“Velocidade, eu sou a velocidade”. A frase foi dita pelo personagem Relâmpago McQueen na animação Carros (2006), produzido pela Pixar e distribuído pela Disney. A história gira em torno dele, um famoso carro de corrida. E apesar de ser um híbrido de Corvette e Dodge, ele bem poderia ser de uma outra marca relacionada a modelos esportivos: Porsche. A montadora alemã cedeu ao Diário o modelo 718 Boxster GTS, de R$ 480 mil, para avaliação. Apesar dos muitos adjetivos, há uma palavra que pode resumi-lo: inacreditável.

Design, ronco do motor, cor. Tudo chama atenção. A 718 Boxster GTS tem personalidade e essência de Porsche. A começar pelos faróis dianteiros arredondados característicos, agora bixênon com luzes diurnas integradas em tecnologia LED.

São quatro modos de direção, ajustáveis em controle no volante. Destaque para os modos Sport e Sport+, que dão ainda mais potência à máquina quando acionados – a última, inclusive, automaticamente ativa o aerofólio traseiro, que ajuda a empurrar a traseira para baixo quando o carro alcança altas velocidades. Mas tal situação interfere diretamente no consumo de combustível. Em determinados momentos do teste, o painel acusava 4,2 quilômetros por litro. No fim das contas, no agregado, ficou perto dos 9 quilômetros por litro.

Na parte interna, requinte absoluto. Estofado e acabamento (inclusive do teto) de muito bom gosto, revestidos de Alcântara. Os bancos são esportivos e o volante conta com alavancas e botões que permitem controlar quase tudo – a não ser a abertura e fechamento do teto retrátil, realizados em comando no console central.

É um carro para apenas duas pessoas, que vão bastante confortáveis no cockpit. O único momento de dó se dá ao passar por lombada, valeta ou buraco. A poucos centímetros do chão – afinal, é um esportivo –, a parte de baixo certamente atingirá este tipo de obstáculo.

O painel do motorista tem conta-giros ao centro, velocímetro à esquerda e tela digital de informações à direita. No centro do carro, uma central multimídia com tela sensível ao toque repleta de funcionalidades.

É difícil entoar discurso crítico quando se tem logo atrás das costas – sim, fica na parte de trás do carro – um motor 2,5 litros, quatro cilindros e 364 cavalos de potência. Essa propulsão, combinada à aerodinâmica esportiva, é suficiente para alcançar os 100 quilômetros por hora em 4,1 segundos.

Por mais que o velocímetro marque 300 quilômetros por hora e a montadora indique que o modelo chega a 290 quilômetros por hora, dificilmente uma via brasileira permitirá alcançar esta marca. Pelo menos no mundo dos desenhos animados, Relâmpago McQueen tem essa possibilidade: acelerar sem se importar com limites, radares ou buracos.

Da tela dos games para a vida real

A preparação para pilotar – porque um carro como este não apenas se dirige – começou com dias de antecedência, a partir do momento em que a Porsche ofereceu o 718 Boxster GTS para teste. A primeira atitude foi procurar no Google apenas para ter certeza. Em segundos, a resposta: uma máquina que chega a 290 quilômetros por hora.

Um misto de ansiedade e expectativa tomaram conta de mim até o momento que me vi ali, sentado em frente ao volante do esportivo. A vontade era entrar em um teletransporte e ir diretamente ao Autódromo de Interlagos. Na memória, as oportunidades que havia tido em diversos jogos de videogame em acelerar modelos Porsche por meio de um joystick. Mas agora era diferente. Era real!

E essa realidade não é tão comum pelas ruas brasileiras. Aliás, muito longe disso. E por isso foi impossível não ser alvo de olhares, comentários e até das lentes dos celulares, que queriam registrar aquele carrão. Ainda mais nessa cor Miami Blue. Utilizei a palavra “constrangido” para me referir a como me senti ali dentro. Mas acho que, pensando melhor, deveria ter dito “privilegiado”. Oportunidade de ouro.

Aproveitamos – o cinegrafista Vicenzo Varin e eu – para gravar a avaliação para o Auto Diário, programa da DGABCTV (o vídeo está disponível no Facebook e no canal do jornal no YouTube). Escolhemos a Estrada Velha de Santos como local para a filmagem e não poderíamos ter acertado mais. A possibilidade de poder exigir daquela máquina azul das mais diversas maneiras foi das experiências inesquecíveis, difíceis de superar. 



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Com vocês, a Porsche 718 Boxster GTS

Potência e elegância formam a personalidade deste verdadeiro sonho de consumo

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

26/07/2019 | 07:00


“Velocidade, eu sou a velocidade”. A frase foi dita pelo personagem Relâmpago McQueen na animação Carros (2006), produzido pela Pixar e distribuído pela Disney. A história gira em torno dele, um famoso carro de corrida. E apesar de ser um híbrido de Corvette e Dodge, ele bem poderia ser de uma outra marca relacionada a modelos esportivos: Porsche. A montadora alemã cedeu ao Diário o modelo 718 Boxster GTS, de R$ 480 mil, para avaliação. Apesar dos muitos adjetivos, há uma palavra que pode resumi-lo: inacreditável.

Design, ronco do motor, cor. Tudo chama atenção. A 718 Boxster GTS tem personalidade e essência de Porsche. A começar pelos faróis dianteiros arredondados característicos, agora bixênon com luzes diurnas integradas em tecnologia LED.

São quatro modos de direção, ajustáveis em controle no volante. Destaque para os modos Sport e Sport+, que dão ainda mais potência à máquina quando acionados – a última, inclusive, automaticamente ativa o aerofólio traseiro, que ajuda a empurrar a traseira para baixo quando o carro alcança altas velocidades. Mas tal situação interfere diretamente no consumo de combustível. Em determinados momentos do teste, o painel acusava 4,2 quilômetros por litro. No fim das contas, no agregado, ficou perto dos 9 quilômetros por litro.

Na parte interna, requinte absoluto. Estofado e acabamento (inclusive do teto) de muito bom gosto, revestidos de Alcântara. Os bancos são esportivos e o volante conta com alavancas e botões que permitem controlar quase tudo – a não ser a abertura e fechamento do teto retrátil, realizados em comando no console central.

É um carro para apenas duas pessoas, que vão bastante confortáveis no cockpit. O único momento de dó se dá ao passar por lombada, valeta ou buraco. A poucos centímetros do chão – afinal, é um esportivo –, a parte de baixo certamente atingirá este tipo de obstáculo.

O painel do motorista tem conta-giros ao centro, velocímetro à esquerda e tela digital de informações à direita. No centro do carro, uma central multimídia com tela sensível ao toque repleta de funcionalidades.

É difícil entoar discurso crítico quando se tem logo atrás das costas – sim, fica na parte de trás do carro – um motor 2,5 litros, quatro cilindros e 364 cavalos de potência. Essa propulsão, combinada à aerodinâmica esportiva, é suficiente para alcançar os 100 quilômetros por hora em 4,1 segundos.

Por mais que o velocímetro marque 300 quilômetros por hora e a montadora indique que o modelo chega a 290 quilômetros por hora, dificilmente uma via brasileira permitirá alcançar esta marca. Pelo menos no mundo dos desenhos animados, Relâmpago McQueen tem essa possibilidade: acelerar sem se importar com limites, radares ou buracos.

Da tela dos games para a vida real

A preparação para pilotar – porque um carro como este não apenas se dirige – começou com dias de antecedência, a partir do momento em que a Porsche ofereceu o 718 Boxster GTS para teste. A primeira atitude foi procurar no Google apenas para ter certeza. Em segundos, a resposta: uma máquina que chega a 290 quilômetros por hora.

Um misto de ansiedade e expectativa tomaram conta de mim até o momento que me vi ali, sentado em frente ao volante do esportivo. A vontade era entrar em um teletransporte e ir diretamente ao Autódromo de Interlagos. Na memória, as oportunidades que havia tido em diversos jogos de videogame em acelerar modelos Porsche por meio de um joystick. Mas agora era diferente. Era real!

E essa realidade não é tão comum pelas ruas brasileiras. Aliás, muito longe disso. E por isso foi impossível não ser alvo de olhares, comentários e até das lentes dos celulares, que queriam registrar aquele carrão. Ainda mais nessa cor Miami Blue. Utilizei a palavra “constrangido” para me referir a como me senti ali dentro. Mas acho que, pensando melhor, deveria ter dito “privilegiado”. Oportunidade de ouro.

Aproveitamos – o cinegrafista Vicenzo Varin e eu – para gravar a avaliação para o Auto Diário, programa da DGABCTV (o vídeo está disponível no Facebook e no canal do jornal no YouTube). Escolhemos a Estrada Velha de Santos como local para a filmagem e não poderíamos ter acertado mais. A possibilidade de poder exigir daquela máquina azul das mais diversas maneiras foi das experiências inesquecíveis, difíceis de superar. 

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