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Mortes por câncer de mama avançam entre mulheres de até 49 anos

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ministério da Saúde aponta alta de 73% nos óbitos entre 1998 e 2017 no Grande ABC; cenário amplia importância do diagnóstico precoce


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

25/07/2019 | 07:00


O número de mortes causadas por câncer de mama entre mulheres de 20 a 49 anos aumentou 73% em período de nove anos no Grande ABC. Segundo o Datasus, banco de informações do Ministério da Saúde, foram 33 mortes em 1998 e 57 em 2017. Especialistas explicam que, além de estar em faixa etária que normalmente não faz rastreamento para a doença, mulheres mais jovens, não raro, são acometidas por tipos mais agressivos de tumores, ampliando a importância do diagnóstico precoce.

A alta da mortalidade por câncer de mama entre mulheres de 20 a 49 anos entre as sete cidades no período supera a verificada em todo o País, onde o índice teve alta de 68%.

Mastologista, doutor em ciências médicas pelo departamento de ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e titular da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), Rogério Fenile explicou que o dado é alarmante, ao mesmo tempo em que confirma os estudos indicativos de que mulheres abaixo dos 35 anos costumam desenvolver os tipos mais agressivos de tumores. “O câncer de mama é classificado em quatro sub-tipos. Destes, dois são os mais graves e justamente aqueles que acometem as mulheres mais jovens”, explicou.

Feline ponderou que antes dos 50 anos, não é comum que as pacientes e os médicos façam o rastreamento de câncer de mama (exceto quando há casos na família em parentes próximos) e que isso pode resultar no diagnóstico tardio. “A hereditariedade está relacionada a apenas 5% dos casos. No restante, são fatores genéticos, muitos deles modificados ao longo da vida da paciente”, detalhou.

O especialista alertou que a dificuldade em se conseguir exames como mamografias pelo SUS (Sistema Único de Saúde) se dá pelo aumento na demanda dos serviços públicos registrada nos últimos anos devido à crise econômica, aumento do desemprego e cancelamento de planos de saúde, fatores que estão sobrecarregando o sistema público. Com isso, a perspectiva é que a taxa de mortalidade siga subindo. “Infelizmente, o SUS não dá conta dessa demanda. Não tenho dados precisos, mas a gente vê isso no dia a dia nos atendimentos”, afirmou.

O médico lembrou que o autoexame é importante, mas que não substitui a avaliação do médico e a realização de exames de imagem. “Em mulheres jovens, por conta da mama mais mas espessa, o resultado pode não ser concluído. Nestes casos, às vezes se faz necessária a realização de ressonância magnética. As mulheres devem observar suas mamas e, a qualquer sinal de anormalidade, como vermelhidão, mudança no formato, secreção, procurar um médico”, pontuou. “Mesmo os cânceres mais agressivos têm tratamento, com grandes chances de cura quanto mais cedo forem diagnosticados”, finalizou.

Federais criam plataforma para divulgar pesquisas

As três instituições federais de ensino superior localizadas no Estado de São Paulo – UFABC (Universidade Federal do ABC), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) – lançaram ontem ambiente virtual voltado à divulgação científica. O objetivo é apresentar as pesquisas realizadas nas diferentes áreas do conhecimento, sendo a primeira delas voltadas ao diagnóstico, terapia e pós-tratamento de pacientes com câncer. 

Por meio de linguagem acessível e em diferentes formatos (vídeo, áudio, texto, imagens e infográficos) toda a sociedade poderá acessar o trabalho dos pesquisadores por meio do canal Federais SP na plataforma Medium (http://medium.com/@federaisSP).

O endereço eletrônico reúne informações sobre novas drogas no combate ao câncer, como é o caso de investigação a respeito de plantas com substâncias biológicas e molécula do gengibre que mata células tumorais, além de teste portátil para detecção de células cancerígenas, o desenvolvimento de próteses mamárias de produção mais fácil e barata para mulheres que passaram pelo câncer de mama e programas de apoio multidisciplinar a pacientes oncológicos. 

A intenção dos idealizadores é que, a cada dois meses, sejam disponibilizadas pesquisas sobre temas como envelhecimento, mobilidade, acessibilidade, energia renovável e educação.



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Mortes por câncer de mama avançam entre mulheres de até 49 anos

Ministério da Saúde aponta alta de 73% nos óbitos entre 1998 e 2017 no Grande ABC; cenário amplia importância do diagnóstico precoce

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

25/07/2019 | 07:00


O número de mortes causadas por câncer de mama entre mulheres de 20 a 49 anos aumentou 73% em período de nove anos no Grande ABC. Segundo o Datasus, banco de informações do Ministério da Saúde, foram 33 mortes em 1998 e 57 em 2017. Especialistas explicam que, além de estar em faixa etária que normalmente não faz rastreamento para a doença, mulheres mais jovens, não raro, são acometidas por tipos mais agressivos de tumores, ampliando a importância do diagnóstico precoce.

A alta da mortalidade por câncer de mama entre mulheres de 20 a 49 anos entre as sete cidades no período supera a verificada em todo o País, onde o índice teve alta de 68%.

Mastologista, doutor em ciências médicas pelo departamento de ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e titular da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), Rogério Fenile explicou que o dado é alarmante, ao mesmo tempo em que confirma os estudos indicativos de que mulheres abaixo dos 35 anos costumam desenvolver os tipos mais agressivos de tumores. “O câncer de mama é classificado em quatro sub-tipos. Destes, dois são os mais graves e justamente aqueles que acometem as mulheres mais jovens”, explicou.

Feline ponderou que antes dos 50 anos, não é comum que as pacientes e os médicos façam o rastreamento de câncer de mama (exceto quando há casos na família em parentes próximos) e que isso pode resultar no diagnóstico tardio. “A hereditariedade está relacionada a apenas 5% dos casos. No restante, são fatores genéticos, muitos deles modificados ao longo da vida da paciente”, detalhou.

O especialista alertou que a dificuldade em se conseguir exames como mamografias pelo SUS (Sistema Único de Saúde) se dá pelo aumento na demanda dos serviços públicos registrada nos últimos anos devido à crise econômica, aumento do desemprego e cancelamento de planos de saúde, fatores que estão sobrecarregando o sistema público. Com isso, a perspectiva é que a taxa de mortalidade siga subindo. “Infelizmente, o SUS não dá conta dessa demanda. Não tenho dados precisos, mas a gente vê isso no dia a dia nos atendimentos”, afirmou.

O médico lembrou que o autoexame é importante, mas que não substitui a avaliação do médico e a realização de exames de imagem. “Em mulheres jovens, por conta da mama mais mas espessa, o resultado pode não ser concluído. Nestes casos, às vezes se faz necessária a realização de ressonância magnética. As mulheres devem observar suas mamas e, a qualquer sinal de anormalidade, como vermelhidão, mudança no formato, secreção, procurar um médico”, pontuou. “Mesmo os cânceres mais agressivos têm tratamento, com grandes chances de cura quanto mais cedo forem diagnosticados”, finalizou.

Federais criam plataforma para divulgar pesquisas

As três instituições federais de ensino superior localizadas no Estado de São Paulo – UFABC (Universidade Federal do ABC), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) – lançaram ontem ambiente virtual voltado à divulgação científica. O objetivo é apresentar as pesquisas realizadas nas diferentes áreas do conhecimento, sendo a primeira delas voltadas ao diagnóstico, terapia e pós-tratamento de pacientes com câncer. 

Por meio de linguagem acessível e em diferentes formatos (vídeo, áudio, texto, imagens e infográficos) toda a sociedade poderá acessar o trabalho dos pesquisadores por meio do canal Federais SP na plataforma Medium (http://medium.com/@federaisSP).

O endereço eletrônico reúne informações sobre novas drogas no combate ao câncer, como é o caso de investigação a respeito de plantas com substâncias biológicas e molécula do gengibre que mata células tumorais, além de teste portátil para detecção de células cancerígenas, o desenvolvimento de próteses mamárias de produção mais fácil e barata para mulheres que passaram pelo câncer de mama e programas de apoio multidisciplinar a pacientes oncológicos. 

A intenção dos idealizadores é que, a cada dois meses, sejam disponibilizadas pesquisas sobre temas como envelhecimento, mobilidade, acessibilidade, energia renovável e educação.

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