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Ventos fortes agravaram incêndios florestais na região central de Portugal



22/07/2019 | 21:13


Ventos fortes agravaram nesta segunda-feira, 22, os incêndios florestais no centro de Portugal. Mais de mil bombeiros combateram o fogo, que forçou a retirada de moradores de vários vilarejos. De acordo com autoridades portuguesas, 33 pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave. A Agência de Proteção Civil de Portugal disse que algumas casas foram destruídas pelas chamas. Ao todo, cerca de 9 mil hectares estão em chamas entre Vila de Rei, Sertã e Mação, de acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

Os incêndios são pequenos se comparados com o grande incêndio que atingiu a mesma região em junho de 2017, matando 64 pessoas e destruindo cerca de 55 mil hectares em poucos dias. No entanto, como as temperaturas podem chegar a 40 graus em algumas áreas, vários distritos dos municípios de Santarém e de Castelo Branco, a nordeste de Lisboa, estão em alerta máximo.

A Agência de Proteção Civil chegou a considerar nesta segunda que o fogo estava 90% controlado, mas alertou que os focos remanescentes exigiam "atenção", já que os ventos aumentaram no final do dia, atiçando as chamas em meio à secura do terreno.

Coberto de eucaliptos e pinheiros, o centro de Portugal é frequentemente atingido por incêndios no verão. O terreno acidentado dificulta o acesso dos bombeiros e o combate ao fogo. Os moradores dos vilarejos, além das autoridades locais disseram não haver bombeiros e recursos suficientes para combater as chamas.

Altamente afetada pelo êxodo rural, a área é hoje habitada principalmente por pessoas idosas. À medida que campos e pastagens são abandonados, as florestas não são mais cuidadas e a vegetação rasteira facilita o alastramento do fogo.

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou um homem gravemente ferido transferido para um hospital de Lisboa, expressou "sua solidariedade aos bombeiros e à população afetada". "Infelizmente, o terror voltou. Já estamos fartos!", reclamou Ricardo Aires, prefeito de Vila de Rei, uma das cidades atingidas.

A polícia já abriu uma investigação para determinar as circunstâncias dos incêndios florestais. "Como é possível que cinco incêndios de dimensões significativas tenham começado em lugares tão próximos?", questionou o ministro do Interior, Eduardo Cabrita.

Um homem de 55 anos foi preso no domingo, suspeito de ter iniciado o incêndio perto de Castelo Branco, embora aparentemente ele não esteja ligado aos grandes focos que começaram no sábado. (com agências internacionais)



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Ventos fortes agravaram incêndios florestais na região central de Portugal


22/07/2019 | 21:13


Ventos fortes agravaram nesta segunda-feira, 22, os incêndios florestais no centro de Portugal. Mais de mil bombeiros combateram o fogo, que forçou a retirada de moradores de vários vilarejos. De acordo com autoridades portuguesas, 33 pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave. A Agência de Proteção Civil de Portugal disse que algumas casas foram destruídas pelas chamas. Ao todo, cerca de 9 mil hectares estão em chamas entre Vila de Rei, Sertã e Mação, de acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

Os incêndios são pequenos se comparados com o grande incêndio que atingiu a mesma região em junho de 2017, matando 64 pessoas e destruindo cerca de 55 mil hectares em poucos dias. No entanto, como as temperaturas podem chegar a 40 graus em algumas áreas, vários distritos dos municípios de Santarém e de Castelo Branco, a nordeste de Lisboa, estão em alerta máximo.

A Agência de Proteção Civil chegou a considerar nesta segunda que o fogo estava 90% controlado, mas alertou que os focos remanescentes exigiam "atenção", já que os ventos aumentaram no final do dia, atiçando as chamas em meio à secura do terreno.

Coberto de eucaliptos e pinheiros, o centro de Portugal é frequentemente atingido por incêndios no verão. O terreno acidentado dificulta o acesso dos bombeiros e o combate ao fogo. Os moradores dos vilarejos, além das autoridades locais disseram não haver bombeiros e recursos suficientes para combater as chamas.

Altamente afetada pelo êxodo rural, a área é hoje habitada principalmente por pessoas idosas. À medida que campos e pastagens são abandonados, as florestas não são mais cuidadas e a vegetação rasteira facilita o alastramento do fogo.

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou um homem gravemente ferido transferido para um hospital de Lisboa, expressou "sua solidariedade aos bombeiros e à população afetada". "Infelizmente, o terror voltou. Já estamos fartos!", reclamou Ricardo Aires, prefeito de Vila de Rei, uma das cidades atingidas.

A polícia já abriu uma investigação para determinar as circunstâncias dos incêndios florestais. "Como é possível que cinco incêndios de dimensões significativas tenham começado em lugares tão próximos?", questionou o ministro do Interior, Eduardo Cabrita.

Um homem de 55 anos foi preso no domingo, suspeito de ter iniciado o incêndio perto de Castelo Branco, embora aparentemente ele não esteja ligado aos grandes focos que começaram no sábado. (com agências internacionais)

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