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Dólar vai na contramão do exterior e recua para R$ 3,73 com recurso externo



22/07/2019 | 17:50


Em novo dia de fraco volume de negócios, o dólar voltou a cair, encerrando em baixa de 0,20%, a R$ 3,7384. Com o calendário esvaziado nesta segunda-feira, 22, aqui e lá fora, mas com agenda de eventos importantes nos próximos dias, as mesas de câmbio operaram em compasso de espera. Operadores registraram fluxo de entrada, que acabou fazendo o dólar cair, contrariando o movimento do exterior, onde a moeda americana teve alta ante divisas fortes e subiu perante a maioria dos emergentes.

O governo deve anunciar na quarta-feira detalhes de como vai funcionar os saques no FGTS. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, confirmou que as regras para serão divulgadas esta semana e prometeu que não serão um "repeteco" do que já ocorreu em governos anteriores.

No exterior, as atenções estão voltadas para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, na sexta-feira, dia 26, e a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta (25). Os economistas do Citibank esperam que o BCE passe a indicar que um corte de juros pode vir em breve na zona do euro, o que pode enfraquecer o euro.

No aguardo destes eventos aqui e lá fora, os investidores evitaram fazer muitas apostas. "O mercado operou com volume bem aquém do normal, vazio de notícias", destaca o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. A expectativa é que estrangeiros voltem com mais força ao país, após ficarem praticamente ausentes na primeira metade do ano.

Na semana passada, os estrangeiros ficaram com 71% das ações em oferta de papéis subsequente do ressegurador IRB Brasil Re. Esta semana, são três ofertas de ações - BR Distribuidora, Hapvida e Movida - e a expectativa é que as operações tenham participação importante de estrangeiros.

"A mensagem importante é que a economia do Brasil está de volta aos trilhos", ressaltam os estrategistas da gestora Franklin Templeton, Gustavo Stenzel e Marcos Mundim, em relatório. "Enquanto o Brasil ainda enfrenta alguns desafios, no geral, temos uma visão muito construtiva do País daqui para frente."

No exterior, o dólar teve um dia de recuperação, após as quedas da semana passada, por conta das expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos, e subiu ante países desenvolvidos e emergentes. Um dos termômetros do enfraquecimento das moedas dos emergentes hoje é o fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) WisdomTree Emerging Currency Fund, negociado em Nova York. A carteira recuou 0,15% nesta segunda-feira, enquanto o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante divisas fortes, avançou 0,15%.



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Dólar vai na contramão do exterior e recua para R$ 3,73 com recurso externo


22/07/2019 | 17:50


Em novo dia de fraco volume de negócios, o dólar voltou a cair, encerrando em baixa de 0,20%, a R$ 3,7384. Com o calendário esvaziado nesta segunda-feira, 22, aqui e lá fora, mas com agenda de eventos importantes nos próximos dias, as mesas de câmbio operaram em compasso de espera. Operadores registraram fluxo de entrada, que acabou fazendo o dólar cair, contrariando o movimento do exterior, onde a moeda americana teve alta ante divisas fortes e subiu perante a maioria dos emergentes.

O governo deve anunciar na quarta-feira detalhes de como vai funcionar os saques no FGTS. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, confirmou que as regras para serão divulgadas esta semana e prometeu que não serão um "repeteco" do que já ocorreu em governos anteriores.

No exterior, as atenções estão voltadas para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, na sexta-feira, dia 26, e a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta (25). Os economistas do Citibank esperam que o BCE passe a indicar que um corte de juros pode vir em breve na zona do euro, o que pode enfraquecer o euro.

No aguardo destes eventos aqui e lá fora, os investidores evitaram fazer muitas apostas. "O mercado operou com volume bem aquém do normal, vazio de notícias", destaca o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. A expectativa é que estrangeiros voltem com mais força ao país, após ficarem praticamente ausentes na primeira metade do ano.

Na semana passada, os estrangeiros ficaram com 71% das ações em oferta de papéis subsequente do ressegurador IRB Brasil Re. Esta semana, são três ofertas de ações - BR Distribuidora, Hapvida e Movida - e a expectativa é que as operações tenham participação importante de estrangeiros.

"A mensagem importante é que a economia do Brasil está de volta aos trilhos", ressaltam os estrategistas da gestora Franklin Templeton, Gustavo Stenzel e Marcos Mundim, em relatório. "Enquanto o Brasil ainda enfrenta alguns desafios, no geral, temos uma visão muito construtiva do País daqui para frente."

No exterior, o dólar teve um dia de recuperação, após as quedas da semana passada, por conta das expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos, e subiu ante países desenvolvidos e emergentes. Um dos termômetros do enfraquecimento das moedas dos emergentes hoje é o fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) WisdomTree Emerging Currency Fund, negociado em Nova York. A carteira recuou 0,15% nesta segunda-feira, enquanto o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante divisas fortes, avançou 0,15%.

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