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DIs curtos recuam com aposta em redução da Selic em 0,50 ponto porcentual



22/07/2019 | 17:47


Os juros futuros curtos e intermediários desceram um degrau na sessão desta segunda-feira, 22, em meio à queda do dólar e a ajustes nas apostas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no fim deste mês. À espera da divulgação nesta terça do IPCA-15 de julho e do anúncio das regras para liberação do FGTS, prometidas para esta semana, investidores embutiram nas taxas futuras cerca de 60% de chances de que o Banco Central inicie o ciclo de afrouxamento monetário com um corte da Selic em 0,50 ponto porcentual, para 6% ao ano.

Trata-se de uma leve mudança em relação ao observado na semana passada, quando as taxas refletiam aposta majoritária de corte de 0,25 ponto porcentual. Para o ciclo total de desaperto, houve ligeiro aumento de 1,05 ponto porcentual, no meio da semana passada, para 1,17 ponto no pregão desta segunda, segundo cálculos da gestora de recursos Quantitas.

A mediana da projeções colhidas pelo Broadcast é de variação de 0,13% do IPCA-15 em julho, leve aceleração em relação a junho (0,06%). No acumulado de 12 meses, contudo, a mediana é de 3,31%, bem distante da meta de inflação para este ano, de 4,25%.

Operadores e estrategistas de renda fixa ressaltam, contudo, que as mudanças nas precificações se dão em um ambiente de liquidez muito reduzida, o que tira um pouco da representatividade dos movimentos e revela a falta de apetite para apostas mais contundentes.

"A liquidez está muito fraca. Não há notícias ou novidades que possam mexer com a curva. Não vejo também surpresa no IPCA no curto prazo que force o Banco Central a ser mais agressivo. Trabalho com um corte de 0,25 ponto neste mês", diz o estrategista de renda fixa da corretora Coinvalores, Paulo Nepomuceno, que espera um ciclo total de afrouxamento de 1 ponto porcentual.

Entre os contratos curtos, o DI para janeiro de 2020 encerrou o dia a 5,65%, ante 5,669% no ajuste anterior. Na parte intermediária da curva, DI para janeiro de 2021 passou de 5,528% para 5,49%, e DI para janeiro de 2023 foi de 6,38% para 6,36%. Na ponta longa da curva, DI para janeiro de 2025 encerrou a 6,94%, estável.

O operador de renda fixa da Terra Investimentos Heber Vieira observa que, além da decisão do Copom, investidores aguardam sinais dos Banco Central no exterior. Na quinta-feira, 25, sai a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que deve ter um tom 'dovish'. No fim do mês, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve anunciar um corte dos Fed funds - hoje entre 2,50% e 2,25% - em pelo menos 0,25 ponto porcentual. Por aqui, espera-se também os detalhes do anúncio da liberação do FGTS e, mais à frente, a retomada da tramitação da reforma da Previdência.

"Existe uma expectativa muito grande de sinalização de política monetária no exterior, o que deixa os investidores mais cautelosos. E temos também essa questão interna do FGTS e da Previdência. Enquanto não houver notícias mais concretas a retomada da reforma a liquidez tende a continuar fraca", diz Vieira, ressaltando que há espaço para redução dos prêmios de risco, sobretudo nos contratos mais longos, caso não haja decepção com a Previdência.



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DIs curtos recuam com aposta em redução da Selic em 0,50 ponto porcentual


22/07/2019 | 17:47


Os juros futuros curtos e intermediários desceram um degrau na sessão desta segunda-feira, 22, em meio à queda do dólar e a ajustes nas apostas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no fim deste mês. À espera da divulgação nesta terça do IPCA-15 de julho e do anúncio das regras para liberação do FGTS, prometidas para esta semana, investidores embutiram nas taxas futuras cerca de 60% de chances de que o Banco Central inicie o ciclo de afrouxamento monetário com um corte da Selic em 0,50 ponto porcentual, para 6% ao ano.

Trata-se de uma leve mudança em relação ao observado na semana passada, quando as taxas refletiam aposta majoritária de corte de 0,25 ponto porcentual. Para o ciclo total de desaperto, houve ligeiro aumento de 1,05 ponto porcentual, no meio da semana passada, para 1,17 ponto no pregão desta segunda, segundo cálculos da gestora de recursos Quantitas.

A mediana da projeções colhidas pelo Broadcast é de variação de 0,13% do IPCA-15 em julho, leve aceleração em relação a junho (0,06%). No acumulado de 12 meses, contudo, a mediana é de 3,31%, bem distante da meta de inflação para este ano, de 4,25%.

Operadores e estrategistas de renda fixa ressaltam, contudo, que as mudanças nas precificações se dão em um ambiente de liquidez muito reduzida, o que tira um pouco da representatividade dos movimentos e revela a falta de apetite para apostas mais contundentes.

"A liquidez está muito fraca. Não há notícias ou novidades que possam mexer com a curva. Não vejo também surpresa no IPCA no curto prazo que force o Banco Central a ser mais agressivo. Trabalho com um corte de 0,25 ponto neste mês", diz o estrategista de renda fixa da corretora Coinvalores, Paulo Nepomuceno, que espera um ciclo total de afrouxamento de 1 ponto porcentual.

Entre os contratos curtos, o DI para janeiro de 2020 encerrou o dia a 5,65%, ante 5,669% no ajuste anterior. Na parte intermediária da curva, DI para janeiro de 2021 passou de 5,528% para 5,49%, e DI para janeiro de 2023 foi de 6,38% para 6,36%. Na ponta longa da curva, DI para janeiro de 2025 encerrou a 6,94%, estável.

O operador de renda fixa da Terra Investimentos Heber Vieira observa que, além da decisão do Copom, investidores aguardam sinais dos Banco Central no exterior. Na quinta-feira, 25, sai a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que deve ter um tom 'dovish'. No fim do mês, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve anunciar um corte dos Fed funds - hoje entre 2,50% e 2,25% - em pelo menos 0,25 ponto porcentual. Por aqui, espera-se também os detalhes do anúncio da liberação do FGTS e, mais à frente, a retomada da tramitação da reforma da Previdência.

"Existe uma expectativa muito grande de sinalização de política monetária no exterior, o que deixa os investidores mais cautelosos. E temos também essa questão interna do FGTS e da Previdência. Enquanto não houver notícias mais concretas a retomada da reforma a liquidez tende a continuar fraca", diz Vieira, ressaltando que há espaço para redução dos prêmios de risco, sobretudo nos contratos mais longos, caso não haja decepção com a Previdência.

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