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A minha Copa de 1994 – Parte II


Márcio Bernardes

22/07/2019 | 15:14


 Para o jornalista toda cobertura do tamanho de uma Copa do Mundo é exaustiva. Muito exaustiva. Tem os horários da cobertura local, os treinos e entrevistas, o fuso em relação ao Brasil e o trabalho interno. Quem viaja com muita antecedência do evento, como sempre foi o meu caso, consegue tempo se divertir, passear, até a competição começar. Depois é um Deus nos acuda. Três jogos por dia, transmissões, meu programa pós-jogos e ainda o dia a dia da seleção brasileira. Não é pouco.

Foi a primeira Copa que eu não dividi o quarto com um companheiro. Isso fez parte do contrato que renovei com a Rádio Globo em 1990. Porque a Copa da Itália também foi muito legal pela cobertura que fizemos, mas quando chegava no meu quarto do hotel queria paz, tranquilidade e privacidade. Mas tinha de dividir o espaço com algum companheiro.

Outra coisa interessante em 1994 é que nossa região era repleta de ótimos lugares para passear e fantásticos restaurantes. Em Los Gatos, onde a seleção ficou hospedada, tinha uma fábrica de cervejas artesanais de qualidade renomada e um belo restaurante.

Osmar Santos, com quem trabalhei mais de 20 anos, sempre foi um especialista em arrumar ótimos restaurantes em todos os lugares do mundo. Em São Francisco, distante 40 quilômetros de San Jose, onde estávamos hospedados, fomos várias vezes jantar em ótimos restaurantes.

Lembro uma vez, convidado pelo Jorge Kajuru, fui almoçar na casa que ele havia alugado em São Francisco, para sua equipe da rádio de Goiânia. Passamos uma tarde maravilhosa. Comigo estavam Paulo Roberto Martins, Luiz Roberto, José Calil e Mauro de Lima, o Meto Bala, um dos melhores operadores técnicos que conheci.

A história é boa: Kajuru, com sua coragem empreendedora, levou pela primeira vez uma rádio de Goiás para cobrir uma Copa do Mundo. Alugou uma mansão em São Francisco, contratou uma cozinheira brasileira que vivia na região e abrigou sua equipe que tinha até um Padre. Infelizmente não lembro o nome dele.Comi o melhor filé com fritas, arroz, feijão tropeiro e farofa da minha vida.

Por incrível que possa parecer, durante toda Copa, a seleção brasileira fez apenas uma longa viagem no jogo contra a Holanda. Ficamos 4 dias em Dallas, cidade que tem como maior atração o museu onde existia um depósito de livros, de onde partiu o tiro que matou Jonh Kennedy.

Um fato curioso em Dallas: numa noite fomos jantar em uma bela churrascaria, boa carne, gente elegante e muitos frequentadores usando chapéus de caubóis. Numa das mesas estava o ex-presidente americano George Bush, que faleceu recentemente. Ele foi muito atencioso conosco, tiramos fotos e seu autógrafo eu guardo com carinho.

Putz. O espaço acabou e eu falei quase nada da seleção brasileira. No artigo anterior percebi que são muitas histórias e precisaria dividi-las em capítulos. Se o leitor gostou, deixe seu comentário e me incentive na próxima coluna a terminar a história da Copa que o Brasil ganhou e nesta semana comemoramos 25 anos.



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A minha Copa de 1994 – Parte II

Márcio Bernardes

22/07/2019 | 15:14


 Para o jornalista toda cobertura do tamanho de uma Copa do Mundo é exaustiva. Muito exaustiva. Tem os horários da cobertura local, os treinos e entrevistas, o fuso em relação ao Brasil e o trabalho interno. Quem viaja com muita antecedência do evento, como sempre foi o meu caso, consegue tempo se divertir, passear, até a competição começar. Depois é um Deus nos acuda. Três jogos por dia, transmissões, meu programa pós-jogos e ainda o dia a dia da seleção brasileira. Não é pouco.

Foi a primeira Copa que eu não dividi o quarto com um companheiro. Isso fez parte do contrato que renovei com a Rádio Globo em 1990. Porque a Copa da Itália também foi muito legal pela cobertura que fizemos, mas quando chegava no meu quarto do hotel queria paz, tranquilidade e privacidade. Mas tinha de dividir o espaço com algum companheiro.

Outra coisa interessante em 1994 é que nossa região era repleta de ótimos lugares para passear e fantásticos restaurantes. Em Los Gatos, onde a seleção ficou hospedada, tinha uma fábrica de cervejas artesanais de qualidade renomada e um belo restaurante.

Osmar Santos, com quem trabalhei mais de 20 anos, sempre foi um especialista em arrumar ótimos restaurantes em todos os lugares do mundo. Em São Francisco, distante 40 quilômetros de San Jose, onde estávamos hospedados, fomos várias vezes jantar em ótimos restaurantes.

Lembro uma vez, convidado pelo Jorge Kajuru, fui almoçar na casa que ele havia alugado em São Francisco, para sua equipe da rádio de Goiânia. Passamos uma tarde maravilhosa. Comigo estavam Paulo Roberto Martins, Luiz Roberto, José Calil e Mauro de Lima, o Meto Bala, um dos melhores operadores técnicos que conheci.

A história é boa: Kajuru, com sua coragem empreendedora, levou pela primeira vez uma rádio de Goiás para cobrir uma Copa do Mundo. Alugou uma mansão em São Francisco, contratou uma cozinheira brasileira que vivia na região e abrigou sua equipe que tinha até um Padre. Infelizmente não lembro o nome dele.Comi o melhor filé com fritas, arroz, feijão tropeiro e farofa da minha vida.

Por incrível que possa parecer, durante toda Copa, a seleção brasileira fez apenas uma longa viagem no jogo contra a Holanda. Ficamos 4 dias em Dallas, cidade que tem como maior atração o museu onde existia um depósito de livros, de onde partiu o tiro que matou Jonh Kennedy.

Um fato curioso em Dallas: numa noite fomos jantar em uma bela churrascaria, boa carne, gente elegante e muitos frequentadores usando chapéus de caubóis. Numa das mesas estava o ex-presidente americano George Bush, que faleceu recentemente. Ele foi muito atencioso conosco, tiramos fotos e seu autógrafo eu guardo com carinho.

Putz. O espaço acabou e eu falei quase nada da seleção brasileira. No artigo anterior percebi que são muitas histórias e precisaria dividi-las em capítulos. Se o leitor gostou, deixe seu comentário e me incentive na próxima coluna a terminar a história da Copa que o Brasil ganhou e nesta semana comemoramos 25 anos.

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