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‘Nós da cultura sempre fomos resistência’

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Confira entrevista completa


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

22/07/2019 | 07:00


A trajetória do ator, produtor, diretor e autor Sérgio Mamberti pode ser traduzida em números: são 80 anos de vida, 63 deles dedicados à arte, quase 90 espetáculos como ator – está em cartaz no Teatro Renaissance –, 15 como diretor, 40 filmes e inúmeras novelas, além de outras atuações em televisão, com destaque para o infantil Castelo Rá-Tim-Bum.

Também sempre colocou, em paralelo, sua atuação política, já que foi um dos fundadores do PT e, durante o governo do ex-presidente Lula, ocupou alguns cargos na cultura, entre elas presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes). É um militante inveterado do setor, o qual defenderá até o fim de seus dias.

São 80 anos de vida, quase todos eles dedicados à arte. Como ela entrou na sua vida?
Isso foi na minha infância. Minha mãe era educadora e meu pai trabalhava em um café em Santos, mas ele era diretor de toda atividade cultural de um clube grande da cidade. Organizava toda parte de eventos e trazia companhias de teatro, concertos de piano, de orquestra, trazia espetáculos de dança. Então, desde pequeno tive esse convívio com a área cultural. Também minha mãe me estimulou muito à leitura. Com 4 anos estava lendo já. Com 12 anos, lia literatura russa. Era uma formação cultural muito sólida, uma época que não tinha televisão. E Santos era uma cidade onde toda vida cultural de São Paulo passava por lá, por causa do porto. Essa tradição cultural foi uma coisa também que foi muito importante na formação tanto minha quanto do Claudio (Mamberti, irmão), que acabamos fazendo teatro.

O senhor está em cartaz agora com o Visitando Sr. Green no Teatro Renaissance. Comente um pouco dessa montagem e a importância que ela tem na sua carreira.
Em 2012, o produtor do Sr. Green, da montagem do Paulo Autran – que a apresentou primeiro e tinha sido um grande sucesso –, me convidou para remontar a peça, mas eu teria de sair do ministério e não podia porque estava implementando o Primeiro Plano Nacional de Cultura. Quando sai do ministério fiz Flor do Caribe (novela da Globo) e usei este ano para me preparar para peça, que estreei em 2015 e, desde então, está em cartaz. Passei com ela por vários locais do Brasil, inclusive em Santo André. Agora termino a temporada (dia 28) e já estou me preparando para fazer dois outros espetáculos.

Como o senhor vê esse momento político do País em termos culturais?
O momento político é muito grave. Eu diria tão grave ou mais do que a época do golpe de 1964, porque é um golpe muito mais profundo. Ele atinge muito mais uma parte institucional. Existe um sequestro de identidades, todo esse universo de informação que temos, de novas tecnologias, houve uma manipulação da informação e certamente a cultura, como é muito questionadora, tomou posição, principalmente em relação a este governo. Não é uma relação pessoal, a gente não está personalizando isso na figura do presidente (Jair Bolsonaro). Somos signatários da Convenção da Diversidade Cultural e participei da sessão que promulgou essa convenção e este governo se coloca totalmente na contramão de todos os princípios que ela coloca como fundamentais para que o processo democrático se efetive. Tem uma luta muito difícil (pela frente) e a cultura vai ter um papel muito importante para reverter esse processo. Nós, da cultura, nunca fomos de ‘chororô’, sempre fomos de resistência.

O senhor fez parte do poder público no Ministério da Cultura. Se o gestor tiver vontade, ele consegue ajudar a população ou existe muita burocracia que impede de fazer algo efetivo?
O trabalho do poder público sempre é restrito. Certamente tem de conviver com aspectos burocráticos que nem sempre são os mais fáceis de lidar. Mas quando tem um governo que tem vontade política, como foi no caso do governo Lula, a cultura sofreu processo muito transformador, porque a convenção consagra inclusive a participação da sociedade como elemento fundamental para legitimar as políticas públicas. Não é o Estado ditando a política, mas a política feita no consenso. Só assim compreendo que o poder público possa exercer uma função que ele cumpra realmente o seu papel.

Vejo aqui em seu escritório fotos do ex-presidente Lula. Como vê a situação dele e qual sua relação com ele hoje?
A minha relação pessoal com ele é de maior admiração. Sempre tive, desde as greves do (Grande) ABC, Sou fundador do partido (PT). Certamente a gente sempre tem autocrítica. Temos erros e acertos, sempre trabalhamos assim. Mas o governo Lula foi de avanços. O da Dilma (Rousseff) também, que foi complicado, a gente não pode esquecer que ela deixou o governo com R$ 400 milhões de reserva. Um País que estava em 13º (na economia mundial) chegou a sexto no mundo. Colocamos o Brasil no G-20 (da economia global), nos Brics (sigla para países emergentes, incluindo Rússia, Índia, China e África do Sul), ou seja, uma grande parte da população saiu da zona de pobreza. Houve conquistas que não podem ser negadas. Talvez eu diria que, do ponto de vista das comunicações, podíamos ter tido uma ação mais efetiva. Esse golpe (impeachment contra Dilma, em 2016), além de ser um golpe que vem das elites brasileiras, certamente a grande mídia está associada a isso. Vemos agora essa questão do The Intercept, importantíssima. A Justiça está atrelada a interesses que ela aparentemente está defendendo. A Lava Jato foi apenas um pretexto com outros fins que não aqueles que qualquer pessoa de bem gostaria que fosse. Há uma desmistificação muito séria através do Intercept. É um momento de reflexão.

E chegou a falar com o Lula depois de preso?
Não fui. O Lula é uma pessoa com quem tive uma relação pessoal e tenho uma cofiança absoluta nele. Sei da retidão e caráter dele, da generosidade. É um ser humano como todos os outros, que tem paixões, mas é uma das pessoas mais brilhantes que conheci. Participei desse governo com muito orgulho. Essas acusações são levianas, sem provas. Assim como o Lula, não sou contra qualquer tipo de investigação. Todos nós somos passíveis de sermos julgados e ele nunca se furtou a isso.

No Grande ABC temos a questão da retomada dos Estúdios Vera Cruz. O senhor estava quando foi apresentado o projeto pelo governo de Luiz Marinho (PT). O que aconteceu que não deu certo?
Isso fez parte do processo da crise. Havia ali conjugações e pontes que não houve continuidade no governo do Marinho. Isso fragilizou esse desejo de fazer com que o Vera Cruz tivesse de novo um papel importante, que é um desejo antigo. Porque ela foi uma iniciativa muito importante no sentido da indústria cinematográfica no País.

Como vê a vocação artística do Grande ABC?
O Grande ABC tem todo aquele projeto da qual fizeram parte a Sônia Guedes (que morreu há pouco, em junho, e nasceu em Paranapiacaba), o (Antonio) Petrin, de se fazer um grupo teatral importante no Grande ABC, que foi maravilhoso. Vi grandes espetáculos ali. A administração como secretário de Cultura do Celso Frateschi, em Santo André, foi maravilhosa. O Grande ABC tem uma expressão do ponto de vista cultural forte. Senti demais a perda da Sônia, mas certamente ela simbolizava muito o espírito criativo do Grande ABC, que está muito presente ainda.

O senhor teve papel importante para crianças, como o Doutor Victor, no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura. Como vê a programação infantil hoje?
Um desastre. Virou, de novo, uma produção de eventos. O Castelo Rá-Tim-Bum é uma das coisas mais importantes que se fez no Brasil. Só tem importância parecida com o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mas acho que é mais completo por juntar cultura, educação e comunicação e, principalmente, a criação de uma escala de valores. São inúmeros os relatos que recebo de gente que diz: ‘Se eu sou o que sou hoje devo ao Castelo’. Se eu deixei uma semente, do ponto de vista de um legado, da minha atividade como artista, certamente esse programa é uma síntese disso, porque ele formou várias gerações.

O senhor está fazendo uma autobiografia, que deve ser lançada em breve pelo selo Sesc. Conte um pouco desse projeto.
Faz parte das comemorações dos meus 80 anos. Sempre me alimentei muito de histórias e a gente vê, por exemplo, que um grande ator, como foi Procópio Ferreira, uma grande atriz, como a filha dele, Bibi Ferreira, deu continuidade ao seu trabalho. A gente vive desses legados e desses exemplos. É importante que a gente conte um pouco para as pessoas da nossa trajetória, para se mirarem e poderem falar: ‘Certamente isso é uma soma, um esforço coletivo’. Quando você pensa em Cacilda Becker, Paulo Autran, Tônia Carreiro, em Gianfrancesco Guarnieri, são exemplos muito importantes. temos inúmeros exemplos... O Brasil tem rica diversidade e projeto cultural. Então eu me somo a esse esforço e não é uma coisa de vaidade pessoal e nem de promoção. O meu depoimento é no sentido de contribuição.

E qual é seu maior sonho hoje?
É fazer com que o Brasil possa reconquistar os valores democráticos e que possa ter o seu processo evolutivo garantido. Mas, do ponto de vista pessoal, certamente continuar com meu trabalho como artista e também que o Lula esteja livre para poder responder a qualquer tipo de processo com justiça. Lula livre para mim é um sonho muito grande.  



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‘Nós da cultura sempre fomos resistência’

Confira entrevista completa

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

22/07/2019 | 07:00


A trajetória do ator, produtor, diretor e autor Sérgio Mamberti pode ser traduzida em números: são 80 anos de vida, 63 deles dedicados à arte, quase 90 espetáculos como ator – está em cartaz no Teatro Renaissance –, 15 como diretor, 40 filmes e inúmeras novelas, além de outras atuações em televisão, com destaque para o infantil Castelo Rá-Tim-Bum.

Também sempre colocou, em paralelo, sua atuação política, já que foi um dos fundadores do PT e, durante o governo do ex-presidente Lula, ocupou alguns cargos na cultura, entre elas presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes). É um militante inveterado do setor, o qual defenderá até o fim de seus dias.

São 80 anos de vida, quase todos eles dedicados à arte. Como ela entrou na sua vida?
Isso foi na minha infância. Minha mãe era educadora e meu pai trabalhava em um café em Santos, mas ele era diretor de toda atividade cultural de um clube grande da cidade. Organizava toda parte de eventos e trazia companhias de teatro, concertos de piano, de orquestra, trazia espetáculos de dança. Então, desde pequeno tive esse convívio com a área cultural. Também minha mãe me estimulou muito à leitura. Com 4 anos estava lendo já. Com 12 anos, lia literatura russa. Era uma formação cultural muito sólida, uma época que não tinha televisão. E Santos era uma cidade onde toda vida cultural de São Paulo passava por lá, por causa do porto. Essa tradição cultural foi uma coisa também que foi muito importante na formação tanto minha quanto do Claudio (Mamberti, irmão), que acabamos fazendo teatro.

O senhor está em cartaz agora com o Visitando Sr. Green no Teatro Renaissance. Comente um pouco dessa montagem e a importância que ela tem na sua carreira.
Em 2012, o produtor do Sr. Green, da montagem do Paulo Autran – que a apresentou primeiro e tinha sido um grande sucesso –, me convidou para remontar a peça, mas eu teria de sair do ministério e não podia porque estava implementando o Primeiro Plano Nacional de Cultura. Quando sai do ministério fiz Flor do Caribe (novela da Globo) e usei este ano para me preparar para peça, que estreei em 2015 e, desde então, está em cartaz. Passei com ela por vários locais do Brasil, inclusive em Santo André. Agora termino a temporada (dia 28) e já estou me preparando para fazer dois outros espetáculos.

Como o senhor vê esse momento político do País em termos culturais?
O momento político é muito grave. Eu diria tão grave ou mais do que a época do golpe de 1964, porque é um golpe muito mais profundo. Ele atinge muito mais uma parte institucional. Existe um sequestro de identidades, todo esse universo de informação que temos, de novas tecnologias, houve uma manipulação da informação e certamente a cultura, como é muito questionadora, tomou posição, principalmente em relação a este governo. Não é uma relação pessoal, a gente não está personalizando isso na figura do presidente (Jair Bolsonaro). Somos signatários da Convenção da Diversidade Cultural e participei da sessão que promulgou essa convenção e este governo se coloca totalmente na contramão de todos os princípios que ela coloca como fundamentais para que o processo democrático se efetive. Tem uma luta muito difícil (pela frente) e a cultura vai ter um papel muito importante para reverter esse processo. Nós, da cultura, nunca fomos de ‘chororô’, sempre fomos de resistência.

O senhor fez parte do poder público no Ministério da Cultura. Se o gestor tiver vontade, ele consegue ajudar a população ou existe muita burocracia que impede de fazer algo efetivo?
O trabalho do poder público sempre é restrito. Certamente tem de conviver com aspectos burocráticos que nem sempre são os mais fáceis de lidar. Mas quando tem um governo que tem vontade política, como foi no caso do governo Lula, a cultura sofreu processo muito transformador, porque a convenção consagra inclusive a participação da sociedade como elemento fundamental para legitimar as políticas públicas. Não é o Estado ditando a política, mas a política feita no consenso. Só assim compreendo que o poder público possa exercer uma função que ele cumpra realmente o seu papel.

Vejo aqui em seu escritório fotos do ex-presidente Lula. Como vê a situação dele e qual sua relação com ele hoje?
A minha relação pessoal com ele é de maior admiração. Sempre tive, desde as greves do (Grande) ABC, Sou fundador do partido (PT). Certamente a gente sempre tem autocrítica. Temos erros e acertos, sempre trabalhamos assim. Mas o governo Lula foi de avanços. O da Dilma (Rousseff) também, que foi complicado, a gente não pode esquecer que ela deixou o governo com R$ 400 milhões de reserva. Um País que estava em 13º (na economia mundial) chegou a sexto no mundo. Colocamos o Brasil no G-20 (da economia global), nos Brics (sigla para países emergentes, incluindo Rússia, Índia, China e África do Sul), ou seja, uma grande parte da população saiu da zona de pobreza. Houve conquistas que não podem ser negadas. Talvez eu diria que, do ponto de vista das comunicações, podíamos ter tido uma ação mais efetiva. Esse golpe (impeachment contra Dilma, em 2016), além de ser um golpe que vem das elites brasileiras, certamente a grande mídia está associada a isso. Vemos agora essa questão do The Intercept, importantíssima. A Justiça está atrelada a interesses que ela aparentemente está defendendo. A Lava Jato foi apenas um pretexto com outros fins que não aqueles que qualquer pessoa de bem gostaria que fosse. Há uma desmistificação muito séria através do Intercept. É um momento de reflexão.

E chegou a falar com o Lula depois de preso?
Não fui. O Lula é uma pessoa com quem tive uma relação pessoal e tenho uma cofiança absoluta nele. Sei da retidão e caráter dele, da generosidade. É um ser humano como todos os outros, que tem paixões, mas é uma das pessoas mais brilhantes que conheci. Participei desse governo com muito orgulho. Essas acusações são levianas, sem provas. Assim como o Lula, não sou contra qualquer tipo de investigação. Todos nós somos passíveis de sermos julgados e ele nunca se furtou a isso.

No Grande ABC temos a questão da retomada dos Estúdios Vera Cruz. O senhor estava quando foi apresentado o projeto pelo governo de Luiz Marinho (PT). O que aconteceu que não deu certo?
Isso fez parte do processo da crise. Havia ali conjugações e pontes que não houve continuidade no governo do Marinho. Isso fragilizou esse desejo de fazer com que o Vera Cruz tivesse de novo um papel importante, que é um desejo antigo. Porque ela foi uma iniciativa muito importante no sentido da indústria cinematográfica no País.

Como vê a vocação artística do Grande ABC?
O Grande ABC tem todo aquele projeto da qual fizeram parte a Sônia Guedes (que morreu há pouco, em junho, e nasceu em Paranapiacaba), o (Antonio) Petrin, de se fazer um grupo teatral importante no Grande ABC, que foi maravilhoso. Vi grandes espetáculos ali. A administração como secretário de Cultura do Celso Frateschi, em Santo André, foi maravilhosa. O Grande ABC tem uma expressão do ponto de vista cultural forte. Senti demais a perda da Sônia, mas certamente ela simbolizava muito o espírito criativo do Grande ABC, que está muito presente ainda.

O senhor teve papel importante para crianças, como o Doutor Victor, no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura. Como vê a programação infantil hoje?
Um desastre. Virou, de novo, uma produção de eventos. O Castelo Rá-Tim-Bum é uma das coisas mais importantes que se fez no Brasil. Só tem importância parecida com o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mas acho que é mais completo por juntar cultura, educação e comunicação e, principalmente, a criação de uma escala de valores. São inúmeros os relatos que recebo de gente que diz: ‘Se eu sou o que sou hoje devo ao Castelo’. Se eu deixei uma semente, do ponto de vista de um legado, da minha atividade como artista, certamente esse programa é uma síntese disso, porque ele formou várias gerações.

O senhor está fazendo uma autobiografia, que deve ser lançada em breve pelo selo Sesc. Conte um pouco desse projeto.
Faz parte das comemorações dos meus 80 anos. Sempre me alimentei muito de histórias e a gente vê, por exemplo, que um grande ator, como foi Procópio Ferreira, uma grande atriz, como a filha dele, Bibi Ferreira, deu continuidade ao seu trabalho. A gente vive desses legados e desses exemplos. É importante que a gente conte um pouco para as pessoas da nossa trajetória, para se mirarem e poderem falar: ‘Certamente isso é uma soma, um esforço coletivo’. Quando você pensa em Cacilda Becker, Paulo Autran, Tônia Carreiro, em Gianfrancesco Guarnieri, são exemplos muito importantes. temos inúmeros exemplos... O Brasil tem rica diversidade e projeto cultural. Então eu me somo a esse esforço e não é uma coisa de vaidade pessoal e nem de promoção. O meu depoimento é no sentido de contribuição.

E qual é seu maior sonho hoje?
É fazer com que o Brasil possa reconquistar os valores democráticos e que possa ter o seu processo evolutivo garantido. Mas, do ponto de vista pessoal, certamente continuar com meu trabalho como artista e também que o Lula esteja livre para poder responder a qualquer tipo de processo com justiça. Lula livre para mim é um sonho muito grande.  

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