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Alerta na saúde de Mauá


Do Diário do Grande ABC

20/07/2019 | 11:55


Entende-se perfeitamente o desejo da prefeita Alaíde Damo (MDB) de lutar pela melhoria do sistema público de saúde em Mauá. Faz algum tempo que os moradores reclamam, não sem razão, da qualidade do atendimento nos equipamentos municipais, atualmente gerenciados pela FUABC (Fundação do ABC). Incompreensível, todavia, que a chefe do Executivo recorra a organizações sociais suspeitas de cometer irregularidades para tentar dar jeito nos serviços. A emedebista deveria saber que não se apaga fogo com gasolina, como bem prega o famoso dito popular.

Apuração conduzida pela equipe de reportagem deste jornal descobriu que ao menos uma das quatro OSs (Organizações Sociais) da saúde credenciadas pelo município para gerir o sistema tem contrato com o poder público suspeito de irregularidades. O Isec (Instituto de Saúde, Educação e Comércio), de Cotia, entrou em outubro do ano passado no alvo da Operação Santo Remédio, deflagrada pelo Ministério Público, por suspeita de desvio de recursos, corrupção e falsidade ideológica por sua atuação na cidade de Cachoeira Paulista.

Como a habilitação das OSs é o primeiro passo para que Mauá realize antiga aspiração, a de substituir a FUABC, com a qual vive às turras por causa de dívida considerada impagável pelo município, esperava-se que fossem aplicados critérios mais rígidos para a seleção de parceiros. A inclusão de entidade bastante suspeita compromete a garantia da secretária adjunta Iris Vinha (Saúde) de que a cidade segue “todas as orientações legais”.

Não se está querendo aqui, evidentemente, fazer a defesa da FUABC. Pelo contrário. A Fundação do ABC segue com sua política de pouco prestar contas à sociedade de suas atividades e administração, como se não fosse generosamente abastecida com verbas públicas. Mas de que adianta mudar a gestão do sistema de saúde por substituto que está sob forte investigação do Ministério Público, como o Isec? Seria contraproducente. Estaria se trocando seis por meia dúzia. Ou por algo ainda pior. É preciso cautela.



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Alerta na saúde de Mauá

Do Diário do Grande ABC

20/07/2019 | 11:55


Entende-se perfeitamente o desejo da prefeita Alaíde Damo (MDB) de lutar pela melhoria do sistema público de saúde em Mauá. Faz algum tempo que os moradores reclamam, não sem razão, da qualidade do atendimento nos equipamentos municipais, atualmente gerenciados pela FUABC (Fundação do ABC). Incompreensível, todavia, que a chefe do Executivo recorra a organizações sociais suspeitas de cometer irregularidades para tentar dar jeito nos serviços. A emedebista deveria saber que não se apaga fogo com gasolina, como bem prega o famoso dito popular.

Apuração conduzida pela equipe de reportagem deste jornal descobriu que ao menos uma das quatro OSs (Organizações Sociais) da saúde credenciadas pelo município para gerir o sistema tem contrato com o poder público suspeito de irregularidades. O Isec (Instituto de Saúde, Educação e Comércio), de Cotia, entrou em outubro do ano passado no alvo da Operação Santo Remédio, deflagrada pelo Ministério Público, por suspeita de desvio de recursos, corrupção e falsidade ideológica por sua atuação na cidade de Cachoeira Paulista.

Como a habilitação das OSs é o primeiro passo para que Mauá realize antiga aspiração, a de substituir a FUABC, com a qual vive às turras por causa de dívida considerada impagável pelo município, esperava-se que fossem aplicados critérios mais rígidos para a seleção de parceiros. A inclusão de entidade bastante suspeita compromete a garantia da secretária adjunta Iris Vinha (Saúde) de que a cidade segue “todas as orientações legais”.

Não se está querendo aqui, evidentemente, fazer a defesa da FUABC. Pelo contrário. A Fundação do ABC segue com sua política de pouco prestar contas à sociedade de suas atividades e administração, como se não fosse generosamente abastecida com verbas públicas. Mas de que adianta mudar a gestão do sistema de saúde por substituto que está sob forte investigação do Ministério Público, como o Isec? Seria contraproducente. Estaria se trocando seis por meia dúzia. Ou por algo ainda pior. É preciso cautela.

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