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Estradas que levam ao Litoral tiveram 10% mais óbitos, apesar de queda nos acidentes

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Motociclistas e pedestres correspondem a 70% das vítimas fatais, segundo Ecovias


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

20/07/2019 | 07:00


O número de acidentes no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) registrou queda de 6% nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado – de 2.095 para 1.974 casos. Em contrapartida, a quantidade de vítimas fatais nas duas estradas que levam ao Litoral paulista passando pelo Grande ABC teve alta de 10% entre janeiro e junho – de 39 para 43. Motociclistas e pedestres são os principais grupos de risco, o que, segundo especialistas, chama atenção para a necessidade de ampliar a segurança viária em relação à infraestrutura e também as campanhas de conscientização no trânsito.

Sociólogo e consultor em segurança no trânsito, Eduardo Biavati pontua que a redução dos acidentes em rodovias demanda atenção não só do responsável pela infraestrutura, no caso a Ecovias, como pelos usuários, condutores e pedestres. “O impacto de toda engenharia projetada nas estradas é de extrema importância, já que pagamos pedágio para ter segurança durante as viagens. Além das vias, que são fatores determinantes para colisões, a atenção também precisa vir do condutor, que sai de casa para trabalhar ou viajar, e dos pedestres, ao tentar passar por ali”, ressalta.

Biavati lembra que o SAI corresponde a um dos melhores sistemas de rodovias do País, inclusive com um dos valores de pedágios mais altos. Desde 1º de julho, motoristas de veículos de passeio que circulam pela Anchieta e Imigrantes em direção à Baixada Santista são obrigados a desembolsar R$ 27,40 – reajuste de 4,66% –, o maior valor cobrado em todo o Estado.

De acordo com análise feita pelas Ecovias, apesar das constantes campanhas de educação realizadas pela concessionária, os atropelamentos e os acidentes envolvendo motociclistas são as principais causas de fatalidade nas vias. As ocorrências representaram 79,4% do total de vítimas fatais entre janeiro e junho de 2018 e, 79%, neste ano.

A concessionária observa ainda que desde 1999, ano em que assumiu a administração do SAI, implantou medidas de segurança por meio do PRA (Programa de Redução de Acidentes), o que gerou redução de 40% nos acidentes em geral no período.

IMPRUDÊNCIA

O período de férias escolares – entre julho e agosto –, é o com maior probabilidade de acontecer acidentes nas vias, não só pelo fluxo alto de carros e exposição às colisões, mas também pelas imprudências, considera Biavati. “Muitas vezes, o condutor não está acostumado com a estrada, então acaba esquecendo de ver o óleo, calibrar os pneus ou verificar possíveis problemas técnicos do veículo. Diferente de um condutor que trabalha em Santo André e mora em Santos, por exemplo, que já conhece o trajeto”, alerta.



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Estradas que levam ao Litoral tiveram 10% mais óbitos, apesar de queda nos acidentes

Motociclistas e pedestres correspondem a 70% das vítimas fatais, segundo Ecovias

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

20/07/2019 | 07:00


O número de acidentes no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) registrou queda de 6% nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado – de 2.095 para 1.974 casos. Em contrapartida, a quantidade de vítimas fatais nas duas estradas que levam ao Litoral paulista passando pelo Grande ABC teve alta de 10% entre janeiro e junho – de 39 para 43. Motociclistas e pedestres são os principais grupos de risco, o que, segundo especialistas, chama atenção para a necessidade de ampliar a segurança viária em relação à infraestrutura e também as campanhas de conscientização no trânsito.

Sociólogo e consultor em segurança no trânsito, Eduardo Biavati pontua que a redução dos acidentes em rodovias demanda atenção não só do responsável pela infraestrutura, no caso a Ecovias, como pelos usuários, condutores e pedestres. “O impacto de toda engenharia projetada nas estradas é de extrema importância, já que pagamos pedágio para ter segurança durante as viagens. Além das vias, que são fatores determinantes para colisões, a atenção também precisa vir do condutor, que sai de casa para trabalhar ou viajar, e dos pedestres, ao tentar passar por ali”, ressalta.

Biavati lembra que o SAI corresponde a um dos melhores sistemas de rodovias do País, inclusive com um dos valores de pedágios mais altos. Desde 1º de julho, motoristas de veículos de passeio que circulam pela Anchieta e Imigrantes em direção à Baixada Santista são obrigados a desembolsar R$ 27,40 – reajuste de 4,66% –, o maior valor cobrado em todo o Estado.

De acordo com análise feita pelas Ecovias, apesar das constantes campanhas de educação realizadas pela concessionária, os atropelamentos e os acidentes envolvendo motociclistas são as principais causas de fatalidade nas vias. As ocorrências representaram 79,4% do total de vítimas fatais entre janeiro e junho de 2018 e, 79%, neste ano.

A concessionária observa ainda que desde 1999, ano em que assumiu a administração do SAI, implantou medidas de segurança por meio do PRA (Programa de Redução de Acidentes), o que gerou redução de 40% nos acidentes em geral no período.

IMPRUDÊNCIA

O período de férias escolares – entre julho e agosto –, é o com maior probabilidade de acontecer acidentes nas vias, não só pelo fluxo alto de carros e exposição às colisões, mas também pelas imprudências, considera Biavati. “Muitas vezes, o condutor não está acostumado com a estrada, então acaba esquecendo de ver o óleo, calibrar os pneus ou verificar possíveis problemas técnicos do veículo. Diferente de um condutor que trabalha em Santo André e mora em Santos, por exemplo, que já conhece o trajeto”, alerta.

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