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Atualiza: Diretoria da Ancine será transferida para Brasília



19/07/2019 | 19:23


Senhores (as) editores (as), a matéria foi atualizada com as declarações do presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira, 19, e a retirada do trecho com o relato de Roberto Jucá para o site Filme B. Segue texto ampliado:

Por críticas do presidente Jair Bolsonaro a suposto 'ativismo', a direção da Agência Nacional do Cinema (Ancine) será transferida para Brasília. O restante dos funcionários ficará no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra.

Segundo o presidente, filmes como Bruna Surfistinha, de 2011, que narra a história de uma ex-garota de programa, não devem mais ser financiados pela agência pública.

"Agora há pouco (quinta), o Osmar Terra (Cidadania) e eu fomos para um canto e nos acertamos. Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Ele apresentou propostas sobre a Ancine, para trazer para Brasília. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir, em respeito às famílias, uma coisa que mudou com a chegada do governo", disse o presidente durante evento em comemoração aos 200 dias de governo.

Nesta quinta-feira, 18, Bolsonaro assinou a transferência do Conselho Superior de Cinema, responsável pela política nacional de audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. O objetivo é que o Palácio do Planalto tenha mais influência sobre o órgão. Oficialmente, o intuito é "fortalecer a articulação e fomentar políticas públicas necessárias à implantação de empreendimentos estratégicos para a área".

Secretaria

Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 19, que pretende transformar a Agência Nacional do Cinema (Ancine) em uma secretaria vinculada a algum dos ministérios do governo e disse que ela terá "filtros culturais" para a seleção do que será fomentado pelo órgão.

"A cultura vem para Brasília e vai ter um filtro, sim. Já que é um órgão federal, se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ser usado para fazer filme pornográfico", afirmou se referindo ao filme Bruna Surfistinha, que já havia sido criticado por ele ma quinta-feira, 18.

Questionado sobre que tipo de filtro será usado, Bolsonaro disse que são filtros culturais e citou como exemplo histórias que retratem os "heróis nacionais". "Temos tantos heróis no Brasil e a gente não fala dos heróis do Brasil, não toca no assunto. Temos que perpetuar, fazer valer, dar valor a essas pessoas que no passado deram sua vida, se empenharam para que o Brasil fosse independente lá atrás, fosse democrático e sonha-se com um futuro que pertence a todos nós", disse. Bolsonaro reafirmou que a diretoria da Ancine será transferida do Rio de Janeiro para Brasília.

O presidente também afirmou que não assistiu ao filme Bruna Surfistinha. Bolsonaro tem usado o filme, ao qual se refere como "pornográfico", para justificar mudanças na Agência Nacional do Cinema (Ancine). "Eu não, pô. Vou perder tempo com Bruna surfistinha? Tô com 64 anos de idade. Se bem que, tenho uma filha de oito anos, sem aditivos", disse em tom de brincadeira durante coletiva.



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Atualiza: Diretoria da Ancine será transferida para Brasília


19/07/2019 | 19:23


Senhores (as) editores (as), a matéria foi atualizada com as declarações do presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira, 19, e a retirada do trecho com o relato de Roberto Jucá para o site Filme B. Segue texto ampliado:

Por críticas do presidente Jair Bolsonaro a suposto 'ativismo', a direção da Agência Nacional do Cinema (Ancine) será transferida para Brasília. O restante dos funcionários ficará no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra.

Segundo o presidente, filmes como Bruna Surfistinha, de 2011, que narra a história de uma ex-garota de programa, não devem mais ser financiados pela agência pública.

"Agora há pouco (quinta), o Osmar Terra (Cidadania) e eu fomos para um canto e nos acertamos. Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Ele apresentou propostas sobre a Ancine, para trazer para Brasília. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir, em respeito às famílias, uma coisa que mudou com a chegada do governo", disse o presidente durante evento em comemoração aos 200 dias de governo.

Nesta quinta-feira, 18, Bolsonaro assinou a transferência do Conselho Superior de Cinema, responsável pela política nacional de audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. O objetivo é que o Palácio do Planalto tenha mais influência sobre o órgão. Oficialmente, o intuito é "fortalecer a articulação e fomentar políticas públicas necessárias à implantação de empreendimentos estratégicos para a área".

Secretaria

Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 19, que pretende transformar a Agência Nacional do Cinema (Ancine) em uma secretaria vinculada a algum dos ministérios do governo e disse que ela terá "filtros culturais" para a seleção do que será fomentado pelo órgão.

"A cultura vem para Brasília e vai ter um filtro, sim. Já que é um órgão federal, se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ser usado para fazer filme pornográfico", afirmou se referindo ao filme Bruna Surfistinha, que já havia sido criticado por ele ma quinta-feira, 18.

Questionado sobre que tipo de filtro será usado, Bolsonaro disse que são filtros culturais e citou como exemplo histórias que retratem os "heróis nacionais". "Temos tantos heróis no Brasil e a gente não fala dos heróis do Brasil, não toca no assunto. Temos que perpetuar, fazer valer, dar valor a essas pessoas que no passado deram sua vida, se empenharam para que o Brasil fosse independente lá atrás, fosse democrático e sonha-se com um futuro que pertence a todos nós", disse. Bolsonaro reafirmou que a diretoria da Ancine será transferida do Rio de Janeiro para Brasília.

O presidente também afirmou que não assistiu ao filme Bruna Surfistinha. Bolsonaro tem usado o filme, ao qual se refere como "pornográfico", para justificar mudanças na Agência Nacional do Cinema (Ancine). "Eu não, pô. Vou perder tempo com Bruna surfistinha? Tô com 64 anos de idade. Se bem que, tenho uma filha de oito anos, sem aditivos", disse em tom de brincadeira durante coletiva.

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