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Montezano: 'Com tecnologia e patriotismo, BNDES vai prestar serviços para Estado'



19/07/2019 | 12:23


O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, explicou nesta sexta-feira, 19, que, ao colocar em prática o plano de transformar a instituição em prestadora de serviços para o Estado, a ideia é assessorar governos a fazerem privatizações, concessões ao setor privado e reestruturações financeiras. Nessa função, o BNDES deixará de competir com o financiamento privado, disse Montezano.

"Usando tecnologia e patriotismo, vamos prestar serviços para esse Estado", afirmou Montezano, em discurso numa apresentação pública a funcionários do BNDES, na sede do banco, no Rio, referindo-se a todas as esferas de governo.

No discurso, o executivo voltou a repetir o mote de que o BNDES será "menos banco e mais desenvolvimento", lançado em seu discurso de posse, em Brasília. Segundo Montezano, esse papel de prestador de serviços é diferente do cumprido pelo banco "nos últimos anos", quando, com o "desafio de alocar bilhões em capital", o BNDES se tornou "muito banco".

Sendo banco, o sucesso do BNDES vinha sendo medido "em crédito", disse. No novo papel, o banco continuará emprestando, mas fará isso com menor intensidade, e com foco em setores como infraestrutura e saneamento básico, onde há menos "capital privado".

"O banco acabou competindo, entrando em áreas que a economia privada consegue atuar. Isso é pouco eficiente para a sociedade. Queremos ser um banco de serviços", afirmou o novo presidente do banco de fomento.

Segundo o executivo, o BNDES está apto para fazer isso porque seus funcionários conhecem o Estado e o Brasil como poucos. Montezano explicou ainda que a ideia é cobrar dos governos pelos serviços prestados, mas com menos foco no lucro. "Vamos cobrar pelos serviços? Vamos, porque o banco tem que ser sustentável, mas vamos cobrar o necessário para cobrir nossos custos", afirmou.

As sinalizações dadas pelo novo presidente no discurso desta sexta-feira, no Rio, foram as mesmas oferecidas em seu discurso de posse, em Brasília, na terça-feira, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Guedes, que está despachando no Rio nesta sexta, não compareceu à apresentação na sede do BNDES.

A cerimônia teve ares de posse, com fila de cumprimentos, mas com tom mais informal. O presidente do BNDES e outros executivos da nova diretoria vestiam terno sem gravata e o discurso do novo presidente teve tom motivacional para os empregados do banco - o executivo usou um microfone portátil preso à orelha, para discursas em movimento, longe do púlpito.

A informalidade também foi marcada pela presença da família, citada como sua "torcida organizada" - nascido em Brasília, Montezano foi criado e tem família no Rio. Ele fez uma homenagem ao pai, seu "professor mais importante". Roberto Montezano, que estava na cerimônia e se levantou para receber aplausos, a pedido do filho, é professor de finanças do Ibmec/RJ, onde trabalhou com o ministro Guedes.



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Montezano: 'Com tecnologia e patriotismo, BNDES vai prestar serviços para Estado'


19/07/2019 | 12:23


O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, explicou nesta sexta-feira, 19, que, ao colocar em prática o plano de transformar a instituição em prestadora de serviços para o Estado, a ideia é assessorar governos a fazerem privatizações, concessões ao setor privado e reestruturações financeiras. Nessa função, o BNDES deixará de competir com o financiamento privado, disse Montezano.

"Usando tecnologia e patriotismo, vamos prestar serviços para esse Estado", afirmou Montezano, em discurso numa apresentação pública a funcionários do BNDES, na sede do banco, no Rio, referindo-se a todas as esferas de governo.

No discurso, o executivo voltou a repetir o mote de que o BNDES será "menos banco e mais desenvolvimento", lançado em seu discurso de posse, em Brasília. Segundo Montezano, esse papel de prestador de serviços é diferente do cumprido pelo banco "nos últimos anos", quando, com o "desafio de alocar bilhões em capital", o BNDES se tornou "muito banco".

Sendo banco, o sucesso do BNDES vinha sendo medido "em crédito", disse. No novo papel, o banco continuará emprestando, mas fará isso com menor intensidade, e com foco em setores como infraestrutura e saneamento básico, onde há menos "capital privado".

"O banco acabou competindo, entrando em áreas que a economia privada consegue atuar. Isso é pouco eficiente para a sociedade. Queremos ser um banco de serviços", afirmou o novo presidente do banco de fomento.

Segundo o executivo, o BNDES está apto para fazer isso porque seus funcionários conhecem o Estado e o Brasil como poucos. Montezano explicou ainda que a ideia é cobrar dos governos pelos serviços prestados, mas com menos foco no lucro. "Vamos cobrar pelos serviços? Vamos, porque o banco tem que ser sustentável, mas vamos cobrar o necessário para cobrir nossos custos", afirmou.

As sinalizações dadas pelo novo presidente no discurso desta sexta-feira, no Rio, foram as mesmas oferecidas em seu discurso de posse, em Brasília, na terça-feira, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Guedes, que está despachando no Rio nesta sexta, não compareceu à apresentação na sede do BNDES.

A cerimônia teve ares de posse, com fila de cumprimentos, mas com tom mais informal. O presidente do BNDES e outros executivos da nova diretoria vestiam terno sem gravata e o discurso do novo presidente teve tom motivacional para os empregados do banco - o executivo usou um microfone portátil preso à orelha, para discursas em movimento, longe do púlpito.

A informalidade também foi marcada pela presença da família, citada como sua "torcida organizada" - nascido em Brasília, Montezano foi criado e tem família no Rio. Ele fez uma homenagem ao pai, seu "professor mais importante". Roberto Montezano, que estava na cerimônia e se levantou para receber aplausos, a pedido do filho, é professor de finanças do Ibmec/RJ, onde trabalhou com o ministro Guedes.

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