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Bom senso incendiado


Do Diário do Grande ABC

19/07/2019 | 11:16


Nem sempre problemas graves exigem soluções complexas. Pelo contrário. Às vezes, atitudes simples, como a conscientização da comunidade, podem liquidar questões gravíssimas. Tome-se como exemplos os incêndios e as queimadas ocorridas no Grande ABC, que aumentaram 54% no período compreendido entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2019 quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado. Especialistas argumentam que a maior parte dos casos tem origem na soltura de balões e no descarte irregular de bitucas de cigarro. Ou seja, bastaria o bom senso para, se não erradicar, ao menos reduzir drasticamente a ocorrência deste tipo de episódio.

Questionadas sobre o crescimento vertiginoso dos registros de incêndios – alguns de proporções gravíssimas, como o que destruiu a Intercolor Indústria e Comércio de Plásticos, em São Bernardo, na noite de 15 de junho –, as prefeituras alegaram realizar ações preventivas para combater tanto a soltura de balão, que é crime punível com cadeia, quanto lançar resto de cigarro aceso no meio ambiente, irresponsabilidade gigantesca. Até a capacitação de Guarda Ambiental, caso de Diadema, tem sido realizada para diminuir ocorrências. As medidas são bem-vindas, mas, infelizmente, não vão resolver.

Nenhuma ação repressiva vai funcionar. A única chance de balões e bitucas deixarem de causar destruição – material e de vidas, humanas e animais – é a educação da população. Somente o desenvolvimento da consciência das pessoas vai reprimir atos de irresponsabilidade absoluta. Não há outro caminho. Os legisladores podem criar novas regras e apertar as punições já existentes que não haverá resultado prático. Balões continuarão iluminando o céu, assim como fumantes prosseguirão descartando cigarros em locais propícios ao início de uma combustão, como as margens de rodovias. Pode parecer receita de livro de autoajuda, mas, neste caso, e em muitos outros, pequenas atitudes podem definitivamente dar grande contribuição para resolver chagas históricas, como os incêndios e as queimadas. 



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Bom senso incendiado

Do Diário do Grande ABC

19/07/2019 | 11:16


Nem sempre problemas graves exigem soluções complexas. Pelo contrário. Às vezes, atitudes simples, como a conscientização da comunidade, podem liquidar questões gravíssimas. Tome-se como exemplos os incêndios e as queimadas ocorridas no Grande ABC, que aumentaram 54% no período compreendido entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2019 quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado. Especialistas argumentam que a maior parte dos casos tem origem na soltura de balões e no descarte irregular de bitucas de cigarro. Ou seja, bastaria o bom senso para, se não erradicar, ao menos reduzir drasticamente a ocorrência deste tipo de episódio.

Questionadas sobre o crescimento vertiginoso dos registros de incêndios – alguns de proporções gravíssimas, como o que destruiu a Intercolor Indústria e Comércio de Plásticos, em São Bernardo, na noite de 15 de junho –, as prefeituras alegaram realizar ações preventivas para combater tanto a soltura de balão, que é crime punível com cadeia, quanto lançar resto de cigarro aceso no meio ambiente, irresponsabilidade gigantesca. Até a capacitação de Guarda Ambiental, caso de Diadema, tem sido realizada para diminuir ocorrências. As medidas são bem-vindas, mas, infelizmente, não vão resolver.

Nenhuma ação repressiva vai funcionar. A única chance de balões e bitucas deixarem de causar destruição – material e de vidas, humanas e animais – é a educação da população. Somente o desenvolvimento da consciência das pessoas vai reprimir atos de irresponsabilidade absoluta. Não há outro caminho. Os legisladores podem criar novas regras e apertar as punições já existentes que não haverá resultado prático. Balões continuarão iluminando o céu, assim como fumantes prosseguirão descartando cigarros em locais propícios ao início de uma combustão, como as margens de rodovias. Pode parecer receita de livro de autoajuda, mas, neste caso, e em muitos outros, pequenas atitudes podem definitivamente dar grande contribuição para resolver chagas históricas, como os incêndios e as queimadas. 

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