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Wilson Sons investe R$ 8 mi e amplia sua armazenagem em 200%

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Expectativa é a de que porto seco de Santo André atinja capacidade em até dois anos


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

19/07/2019 | 07:24


Operado pelo grupo Wilson Sons Logística, o porto seco de Santo André, situado na Avenida dos Estados, investiu R$ 8 milhões no biênio 2018/2019 para ampliar em 200% a capacidade de armazenagem da câmara fria – voltada a itens que requerem refrigeração em diferentes temperaturas e que vão desde medicamentos tarja preta e voltados a tratamentos oncológicos, insumos químicos, até medula óssea. Além disso, houve reforço na tecnologia do espaço e foram criados cofres, usados pela indústria de luxo e de produtos de alto valor.

O espaço logístico de 120 mil metros quadrados agora é automatizado sob o conceito 4.0, ou seja, com maior monitoramento, integração e geração de dados, além de reforço da segurança. Há câmeras por todos os lados, as quais a Receita Federal – que autoriza e fiscaliza as operações de desembaraço e envio de mercadorias – tem acesso e pode fazer vistoria por meio das imagens. O ingresso às áreas de armazenamento é feito por meio de biometria e reconhecimento facial, que contam com portas automatizadas, telas e cortinas de ar que evitam a entrada de insetos, aracnídeos e pragas, além de manter a temperatura ao abrir e fechar.

Hoje, o chamado Clia (Centro Logístico Integrado Aduaneiro) – antes Eadi (Estação Aduaneira de Interior) –, que tem nas importações 90% de suas operações, e 10%, nas exportações, atua principalmente em cinco frentes: alimentos e bebidas, responsável por cerca de 30% do volume de produtos que passa por ali; tecnologia, como itens da área de computação, com até 20%; químico, farmacêutico e automotivo, entre 10% e 15% cada.

Os segmentos que mais utilizam a câmara fria são os de alimentos e bebidas, farmacêuticos e químicos. E o investimento recente permitiu ampliar a gama de produtos recebidos, por exemplo, medula óssea. “A carga que tinha a medula, também trazia outros produtos, cada um com a exigência de uma temperatura diferente. Ela precisava ser armazenada a -65ºC (mantido com gelo seco), enquanto que, outros itens, a -20ºC, de 2ºC a 8ºC e de 15ºC a 25ºC. Como agora dispomos dessas quatro faixas, conseguimos ampliar a gama de clientes”, explica Robson Saraiva, gerente de operações. “No aeroporto já havia esse serviço, mas o valor é oito vezes maior do que o nosso.”

Com o aporte que trouxe também mais tecnologia, o cliente consegue acompanhar tudo em tempo real, verificando quem entrou na câmara, quantas vezes entrou. “É preciso manter os medicamentos em temperatura controlada para garantir que eles cheguem na prateleira com a qualidade pretendida. Trata-se de processo minucioso, em que não há espaço para erros, o qual a tecnologia veio aprimorar”, aponta a diretora comercial Patrícia Iglesias Lago.

O investimento foi motivado pela demanda crescente por armazenagem de farmacêuticos, apesar da crise econômica. “Este é um segmento que cresce e seguirá em expansão por conta da questão demográfica, do envelhecimento da população, da maior qualidade dos medicamentos e do avanço da tecnologia. Há muitos equipamentos médicos e medicamentos sendo criados”, avalia o gerente comercial Rodrigo Rocha.

Para Patrícia, a ampliação de 200% da capacidade de armazenagem da câmara fria deve ser totalmente atingida em até dois anos. “Entendemos que há mercado carente de soluções integradas, e quando essa necessidade for atendida, quem sabe poderemos preparar outro investimento para novas ampliações.”

RÓTULO ANVISA

De acordo com os executivos, o porto seco é o único terminal do Brasil fora de portos e aeroportos que tem autorização para etiquetar produtos com o rótulo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com todas as especificações de composição e registro traduzidas para o português. “O principal benefício é que, com menor movimento, a carga evita perder temperatura e demora menos para chegar no destino final. Por exemplo, lote de 5.500 peças saneantes (podem ser matéria-prima para detergentes, cheirinho para carro ou álcool em gel), que precisam da anuência da Anvisa, economiza uma perna de transporte para serem enviadas a outro armazém e fazer a etiquetagem, e daqui já vai para o cliente. No mínimo, se ganha sete dias com essa facilidade”, estima Saraiva.

Outra novidade é o cofre de alvenaria, dentro de área cercada, atrás de um muro, que ficou pronto no início do ano, e opera com reforçado sistema de segurança a prova de arrombamentos, inclusive com carro-forte. Ali ficam guardados itens tecnológicos, como softwares, e de defesa, para o Exército.

O setor automotivo, apesar das dificuldades econômicas, ainda ocupa espaço significativo no porto seco com carros, caminhões e equipamentos agrícolas. “Há situações de exportação também. Uma vez, enviamos um Gol para Los Angeles, nos Estados Unidos, para que fosse feita propaganda da Volkswagen com a modelo Gisele Bundchen e o ator Sylvester Stallone”, lembra Rocha.

A Wilson Sons emprega 814 profissionais, sendo 272 diretos e 544 indiretos, das áreas de segurança, limpeza e refeitório, entre outros. 



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Wilson Sons investe R$ 8 mi e amplia sua armazenagem em 200%

Expectativa é a de que porto seco de Santo André atinja capacidade em até dois anos

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

19/07/2019 | 07:24


Operado pelo grupo Wilson Sons Logística, o porto seco de Santo André, situado na Avenida dos Estados, investiu R$ 8 milhões no biênio 2018/2019 para ampliar em 200% a capacidade de armazenagem da câmara fria – voltada a itens que requerem refrigeração em diferentes temperaturas e que vão desde medicamentos tarja preta e voltados a tratamentos oncológicos, insumos químicos, até medula óssea. Além disso, houve reforço na tecnologia do espaço e foram criados cofres, usados pela indústria de luxo e de produtos de alto valor.

O espaço logístico de 120 mil metros quadrados agora é automatizado sob o conceito 4.0, ou seja, com maior monitoramento, integração e geração de dados, além de reforço da segurança. Há câmeras por todos os lados, as quais a Receita Federal – que autoriza e fiscaliza as operações de desembaraço e envio de mercadorias – tem acesso e pode fazer vistoria por meio das imagens. O ingresso às áreas de armazenamento é feito por meio de biometria e reconhecimento facial, que contam com portas automatizadas, telas e cortinas de ar que evitam a entrada de insetos, aracnídeos e pragas, além de manter a temperatura ao abrir e fechar.

Hoje, o chamado Clia (Centro Logístico Integrado Aduaneiro) – antes Eadi (Estação Aduaneira de Interior) –, que tem nas importações 90% de suas operações, e 10%, nas exportações, atua principalmente em cinco frentes: alimentos e bebidas, responsável por cerca de 30% do volume de produtos que passa por ali; tecnologia, como itens da área de computação, com até 20%; químico, farmacêutico e automotivo, entre 10% e 15% cada.

Os segmentos que mais utilizam a câmara fria são os de alimentos e bebidas, farmacêuticos e químicos. E o investimento recente permitiu ampliar a gama de produtos recebidos, por exemplo, medula óssea. “A carga que tinha a medula, também trazia outros produtos, cada um com a exigência de uma temperatura diferente. Ela precisava ser armazenada a -65ºC (mantido com gelo seco), enquanto que, outros itens, a -20ºC, de 2ºC a 8ºC e de 15ºC a 25ºC. Como agora dispomos dessas quatro faixas, conseguimos ampliar a gama de clientes”, explica Robson Saraiva, gerente de operações. “No aeroporto já havia esse serviço, mas o valor é oito vezes maior do que o nosso.”

Com o aporte que trouxe também mais tecnologia, o cliente consegue acompanhar tudo em tempo real, verificando quem entrou na câmara, quantas vezes entrou. “É preciso manter os medicamentos em temperatura controlada para garantir que eles cheguem na prateleira com a qualidade pretendida. Trata-se de processo minucioso, em que não há espaço para erros, o qual a tecnologia veio aprimorar”, aponta a diretora comercial Patrícia Iglesias Lago.

O investimento foi motivado pela demanda crescente por armazenagem de farmacêuticos, apesar da crise econômica. “Este é um segmento que cresce e seguirá em expansão por conta da questão demográfica, do envelhecimento da população, da maior qualidade dos medicamentos e do avanço da tecnologia. Há muitos equipamentos médicos e medicamentos sendo criados”, avalia o gerente comercial Rodrigo Rocha.

Para Patrícia, a ampliação de 200% da capacidade de armazenagem da câmara fria deve ser totalmente atingida em até dois anos. “Entendemos que há mercado carente de soluções integradas, e quando essa necessidade for atendida, quem sabe poderemos preparar outro investimento para novas ampliações.”

RÓTULO ANVISA

De acordo com os executivos, o porto seco é o único terminal do Brasil fora de portos e aeroportos que tem autorização para etiquetar produtos com o rótulo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com todas as especificações de composição e registro traduzidas para o português. “O principal benefício é que, com menor movimento, a carga evita perder temperatura e demora menos para chegar no destino final. Por exemplo, lote de 5.500 peças saneantes (podem ser matéria-prima para detergentes, cheirinho para carro ou álcool em gel), que precisam da anuência da Anvisa, economiza uma perna de transporte para serem enviadas a outro armazém e fazer a etiquetagem, e daqui já vai para o cliente. No mínimo, se ganha sete dias com essa facilidade”, estima Saraiva.

Outra novidade é o cofre de alvenaria, dentro de área cercada, atrás de um muro, que ficou pronto no início do ano, e opera com reforçado sistema de segurança a prova de arrombamentos, inclusive com carro-forte. Ali ficam guardados itens tecnológicos, como softwares, e de defesa, para o Exército.

O setor automotivo, apesar das dificuldades econômicas, ainda ocupa espaço significativo no porto seco com carros, caminhões e equipamentos agrícolas. “Há situações de exportação também. Uma vez, enviamos um Gol para Los Angeles, nos Estados Unidos, para que fosse feita propaganda da Volkswagen com a modelo Gisele Bundchen e o ator Sylvester Stallone”, lembra Rocha.

A Wilson Sons emprega 814 profissionais, sendo 272 diretos e 544 indiretos, das áreas de segurança, limpeza e refeitório, entre outros. 

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