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Alerta na indústria


Do Diário do Grande ABC

18/07/2019 | 12:57


É preocupante o ritmo de demissões na indústria do Grande ABC. Levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem mostra que as fábricas cortaram 4.050 postos de trabalho nos seis primeiros meses do ano, o que dá média de 22 empregados dispensados a cada dia. Os baixos índices de crescimento e a estagnação dos investimentos são apontados pelos especialistas como as principais causas do cenário. Há motivos robustos para preocupar a região, cujo desenvolvimento econômico e social depende bastante do setor produtivo.

Boa parcela da culpa pela situação dramática da indústria deve ser atribuída ao desaparecimento do mercado interno. Atolados em dívidas, acumuladas em épocas de crédito farto, especialmente proporcionado pelos governos do PT, os consumidores estão sem dinheiro para adquirir produtos, principalmente os supérfluos. A realidade atinge em cheio a indústria automobilística, um dos sustentáculos do setor no Grande ABC, sede de seis das grandes montadoras que atuam no Brasil. Mas, evidentemente, existem outros responsáveis.

A cada vez mais necessária reforma tributária para desafogar a produção nacional é, sem dúvida, a principal razão para que os empresários da indústria reprimam investimentos e cortem funcionários ao primeiro sinal de incerteza. Assim que a Previdência for aprovada, o reordenamento dos impostos deve assumir o lugar prioritário no debate nacional. A modernização da legislação nacional não pode parar.

Desenvolver políticas de fortalecimento da indústria, garantindo a manutenção do emprego, é essencial para preservar a pujança econômica da região. Afinal, como já demonstraram estudos acadêmicos recentemente publicados por este jornal, se o segmento produtivo permanecer neste diapasão não tardará – os estudiosos falam em uma década – para que outros setores, especialmente o de serviços, comecem a sentir os reflexos negativos da crise. É preciso, urgentemente, estancar o ciclo vicioso que ameaça engolir o Grande ABC.



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Alerta na indústria

Do Diário do Grande ABC

18/07/2019 | 12:57


É preocupante o ritmo de demissões na indústria do Grande ABC. Levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem mostra que as fábricas cortaram 4.050 postos de trabalho nos seis primeiros meses do ano, o que dá média de 22 empregados dispensados a cada dia. Os baixos índices de crescimento e a estagnação dos investimentos são apontados pelos especialistas como as principais causas do cenário. Há motivos robustos para preocupar a região, cujo desenvolvimento econômico e social depende bastante do setor produtivo.

Boa parcela da culpa pela situação dramática da indústria deve ser atribuída ao desaparecimento do mercado interno. Atolados em dívidas, acumuladas em épocas de crédito farto, especialmente proporcionado pelos governos do PT, os consumidores estão sem dinheiro para adquirir produtos, principalmente os supérfluos. A realidade atinge em cheio a indústria automobilística, um dos sustentáculos do setor no Grande ABC, sede de seis das grandes montadoras que atuam no Brasil. Mas, evidentemente, existem outros responsáveis.

A cada vez mais necessária reforma tributária para desafogar a produção nacional é, sem dúvida, a principal razão para que os empresários da indústria reprimam investimentos e cortem funcionários ao primeiro sinal de incerteza. Assim que a Previdência for aprovada, o reordenamento dos impostos deve assumir o lugar prioritário no debate nacional. A modernização da legislação nacional não pode parar.

Desenvolver políticas de fortalecimento da indústria, garantindo a manutenção do emprego, é essencial para preservar a pujança econômica da região. Afinal, como já demonstraram estudos acadêmicos recentemente publicados por este jornal, se o segmento produtivo permanecer neste diapasão não tardará – os estudiosos falam em uma década – para que outros setores, especialmente o de serviços, comecem a sentir os reflexos negativos da crise. É preciso, urgentemente, estancar o ciclo vicioso que ameaça engolir o Grande ABC.

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