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Economistas recomendam sacar recursos do fundo



18/07/2019 | 11:11


Aprovada a medida do governo para o saque das contas do FGTS, a orientação dos especialistas é para que os trabalhadores saquem os recursos e se concentrem em quitar débitos ou fazer investimentos. "A primeira coisa que o trabalhador médio precisa pensar é em dívidas com juros mais altos, como cheque especial e cartão de crédito", alerta Rafael Pires, profissional da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar). "Sempre vale sacar. O FGTS sozinho não rende muito, então esse dinheiro perde o valor a longo prazo. Se a pessoa aprender como manejar os recursos, ela consegue ter um rendimento financeiro melhor."

O FGTS tem o rendimento de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), que é definida pelo governo e atualmente está zerada. Por essa razão, até mesmo a caderneta de poupança, que hoje rende 70% da taxa básica de juros (Selic) + TR, tem desempenho melhor que o fundo.

"Sacar o dinheiro é sempre ótimo", avalia Joelson Sampaio, professor e coordenador da graduação em Economia na FGV EESP. "Se o governo deixou, tira. O legal de sacar é que, quando você tem o dinheiro parado, não tem flexibilidade."

Para Sampaio, até o saque para compras está liberado, desde que haja cautela. "Claro, depende do tipo de consumo. Se for algo que você precisa, como dar entrada num apartamento, trocar de carro ou terminar uma reforma, é ótimo, porque você evitar pagar juros para um banco, o que não é aconselhável."

Apesar de abrir margem para investimentos financeiros e para compras, a coordenadora da graduação em Economia do Insper, Juliana Inhasz, alerta que o FGTS já tem por si só uma função vital. "O recurso é destinado para os trabalhadores se aposentarem e garantirem uma renda maior lá na frente. Quem tirar o dinheiro hoje precisa ter noção de que abre mão de uma quantia que receberia quando fosse mais velho", explica. Para Juliana, o caminho mais indicado é não gastar o dinheiro do FGTS com coisas supérfluas. "Se for retirar, é para aplicar."

Investimentos. Para Pires, da Planejar, uma das principais e mais seguras formas de investimento para o trabalhador que sacar o FGTS e não tiver dívidas acumuladas é o título público federal. "Qualquer Letra de Financiamento ao Tesouro ou fundo de renda fixa é o mais apropriado nesse caso. É um tipo de investimento a longo prazo, porque tem uma tabela regressiva (de cobrança de IR). Se a pessoa pensa em retirar esse valor daqui a cinco meses, por exemplo, já não vale a pena."

Além desse modelo, outras formas de investimento em títulos públicos são a Letra do Tesouro Nacional (LTN) e a Nota do Tesouro Nacional (NTN).

Para quem não tem experiência em aplicações, Sampaio, da FGV, aconselha a contratação de um fundo de investimentos. "A pessoa paga a taxa de iniciação para o gestor e não precisa se preocupar mais. O segredo é pesquisar quem tem a melhor cobrança aliada ao melhor desempenho", aconselha.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Economistas recomendam sacar recursos do fundo


18/07/2019 | 11:11


Aprovada a medida do governo para o saque das contas do FGTS, a orientação dos especialistas é para que os trabalhadores saquem os recursos e se concentrem em quitar débitos ou fazer investimentos. "A primeira coisa que o trabalhador médio precisa pensar é em dívidas com juros mais altos, como cheque especial e cartão de crédito", alerta Rafael Pires, profissional da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar). "Sempre vale sacar. O FGTS sozinho não rende muito, então esse dinheiro perde o valor a longo prazo. Se a pessoa aprender como manejar os recursos, ela consegue ter um rendimento financeiro melhor."

O FGTS tem o rendimento de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), que é definida pelo governo e atualmente está zerada. Por essa razão, até mesmo a caderneta de poupança, que hoje rende 70% da taxa básica de juros (Selic) + TR, tem desempenho melhor que o fundo.

"Sacar o dinheiro é sempre ótimo", avalia Joelson Sampaio, professor e coordenador da graduação em Economia na FGV EESP. "Se o governo deixou, tira. O legal de sacar é que, quando você tem o dinheiro parado, não tem flexibilidade."

Para Sampaio, até o saque para compras está liberado, desde que haja cautela. "Claro, depende do tipo de consumo. Se for algo que você precisa, como dar entrada num apartamento, trocar de carro ou terminar uma reforma, é ótimo, porque você evitar pagar juros para um banco, o que não é aconselhável."

Apesar de abrir margem para investimentos financeiros e para compras, a coordenadora da graduação em Economia do Insper, Juliana Inhasz, alerta que o FGTS já tem por si só uma função vital. "O recurso é destinado para os trabalhadores se aposentarem e garantirem uma renda maior lá na frente. Quem tirar o dinheiro hoje precisa ter noção de que abre mão de uma quantia que receberia quando fosse mais velho", explica. Para Juliana, o caminho mais indicado é não gastar o dinheiro do FGTS com coisas supérfluas. "Se for retirar, é para aplicar."

Investimentos. Para Pires, da Planejar, uma das principais e mais seguras formas de investimento para o trabalhador que sacar o FGTS e não tiver dívidas acumuladas é o título público federal. "Qualquer Letra de Financiamento ao Tesouro ou fundo de renda fixa é o mais apropriado nesse caso. É um tipo de investimento a longo prazo, porque tem uma tabela regressiva (de cobrança de IR). Se a pessoa pensa em retirar esse valor daqui a cinco meses, por exemplo, já não vale a pena."

Além desse modelo, outras formas de investimento em títulos públicos são a Letra do Tesouro Nacional (LTN) e a Nota do Tesouro Nacional (NTN).

Para quem não tem experiência em aplicações, Sampaio, da FGV, aconselha a contratação de um fundo de investimentos. "A pessoa paga a taxa de iniciação para o gestor e não precisa se preocupar mais. O segredo é pesquisar quem tem a melhor cobrança aliada ao melhor desempenho", aconselha.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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