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Encontro de monarquistas tem príncipe e falas desconexas

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cerca de 200 pessoas se reuniram em Santo André, ontem, em apoio à família real


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

18/07/2019 | 07:00


Um grupo de 20 jovens que prestam serviço militar no tiro de guerra se entreolhava tentando entender o que os palestrantes no palco do Teatro Municipal de Santo André discorriam. Estava lá porque seu superior havia prometido que, caso fossem à atividade, estaria dispensado de corrida matinal hoje, em meio à frente fria que acomete a região. Alguns riam, outros se mostravam dispersos.

À frente estava Dom Bertrand de Orleans e Bragança, segundo na linha sucessória da monarquia brasileira, que chegou ao fim em 15 de novembro de 1889. Dom Bertrand liderou o denominado 1º Encontro Monárquico do Grande ABC, em uma noite fria de Santo André.

A estrela da atividade chegou ao local com uma hora de atraso. Antes, com o teatro ainda vazio, o vereador Marcos Pinchiari (PTB) apareceu. Conversou com um dos organizadores e logo foi embora.

Cerca de 200 pessoas se acomodaram nas cadeiras do teatro. Assim que Dom Bertrand chegou, foi ovacionado pelo público, que o chamava de “vossa alteza real”. Primeiro ato do encontro foi cantar o Hino da Independência.

Após o hino, Dan Berg, um dos palestrantes, foi ao piano para tocar e cantar Amazing Grace, canção do século XVIII. A falta de intimidade vocal fez o grupo de jovens do tiro de guerra dar risada. Um confidenciou que seria melhor ir correr do que estar ali. Como cochichou, seu superior não prestou atenção.

Dom Bertrand então empunhou o microfone e contou a história do Brasil. Para ele, o País tem tradição monárquica. Mas elogiou o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). “Apesar da imprensa, o atual governo tem feito um ótimo trabalho.”

Outro palestrante, o advogado William Lago teve a missão de apresentar o Grande ABC a Dom Bertrand. Dizendo-se conservador, falou que a região é marcada pelo nascimento do sindicalismo e de partidos de esquerda “que tanto mal fizeram pelo País”. “Gostaria que fossem resgatados os valores de família e pátria no Brasil.”

Durante a denominada reflexão “Cristo era, é e será monarca”, apresentada por Dan Berg, o evento teve momento contemplativo. Entre falas desconexas e paralelos pouco claros para os presentes, o próprio palestrante pediu desculpas e avisou que tinha tomado alguns remédios. Apesar dos aplausos ao fim da fala, as pessoas se encaravam buscando encontrar compreensão no que tinham assistido.

Do lado de fora do evento, o aposentado Sidnei Lagal, 60 anos, perambulou pelo saguão. “Eu até apoio a monarquia, mas tive que sair porque eu estava quase dormindo.”

Dom Bertrand deixou o evento sem conversar com a equipe do Diário



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Encontro de monarquistas tem príncipe e falas desconexas

Cerca de 200 pessoas se reuniram em Santo André, ontem, em apoio à família real

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

18/07/2019 | 07:00


Um grupo de 20 jovens que prestam serviço militar no tiro de guerra se entreolhava tentando entender o que os palestrantes no palco do Teatro Municipal de Santo André discorriam. Estava lá porque seu superior havia prometido que, caso fossem à atividade, estaria dispensado de corrida matinal hoje, em meio à frente fria que acomete a região. Alguns riam, outros se mostravam dispersos.

À frente estava Dom Bertrand de Orleans e Bragança, segundo na linha sucessória da monarquia brasileira, que chegou ao fim em 15 de novembro de 1889. Dom Bertrand liderou o denominado 1º Encontro Monárquico do Grande ABC, em uma noite fria de Santo André.

A estrela da atividade chegou ao local com uma hora de atraso. Antes, com o teatro ainda vazio, o vereador Marcos Pinchiari (PTB) apareceu. Conversou com um dos organizadores e logo foi embora.

Cerca de 200 pessoas se acomodaram nas cadeiras do teatro. Assim que Dom Bertrand chegou, foi ovacionado pelo público, que o chamava de “vossa alteza real”. Primeiro ato do encontro foi cantar o Hino da Independência.

Após o hino, Dan Berg, um dos palestrantes, foi ao piano para tocar e cantar Amazing Grace, canção do século XVIII. A falta de intimidade vocal fez o grupo de jovens do tiro de guerra dar risada. Um confidenciou que seria melhor ir correr do que estar ali. Como cochichou, seu superior não prestou atenção.

Dom Bertrand então empunhou o microfone e contou a história do Brasil. Para ele, o País tem tradição monárquica. Mas elogiou o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). “Apesar da imprensa, o atual governo tem feito um ótimo trabalho.”

Outro palestrante, o advogado William Lago teve a missão de apresentar o Grande ABC a Dom Bertrand. Dizendo-se conservador, falou que a região é marcada pelo nascimento do sindicalismo e de partidos de esquerda “que tanto mal fizeram pelo País”. “Gostaria que fossem resgatados os valores de família e pátria no Brasil.”

Durante a denominada reflexão “Cristo era, é e será monarca”, apresentada por Dan Berg, o evento teve momento contemplativo. Entre falas desconexas e paralelos pouco claros para os presentes, o próprio palestrante pediu desculpas e avisou que tinha tomado alguns remédios. Apesar dos aplausos ao fim da fala, as pessoas se encaravam buscando encontrar compreensão no que tinham assistido.

Do lado de fora do evento, o aposentado Sidnei Lagal, 60 anos, perambulou pelo saguão. “Eu até apoio a monarquia, mas tive que sair porque eu estava quase dormindo.”

Dom Bertrand deixou o evento sem conversar com a equipe do Diário

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