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Bolsas de NY fecham em queda, repercutindo Livro Bege e setor de tecnologia



17/07/2019 | 18:50


As bolsas de Nova York encerraram em baixa a sessão desta quarta-feira, 17, repercutindo comentários do Livro Bege sobre o peso da guerra comercial na economia americana. O mercado monitorou também a situação do setor de alta tecnologia, com empresas na mira de autoridades nos Estados Unidos e na Europa.

O índice Dow Jones encerrou o dia em queda de 0,42%, aos 27.219,85 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%, aos 8.185,21 pontos, e o S&P 500 caiu 0,65% para 2.984,42 pontos, fechando abaixo da marca psicológica de 3 mil pontos pela primeira vez em quase uma semana.

Publicado hoje pelo Federal Reserve, o Livro Bege mostra que empresários americanos estão preocupados com o impacto negativo das tensões comerciais entre Washington e Pequim sobre a economia dos EUA. Ontem, o presidente Donald Trump contribuiu para o sentimento negativo ao comentar que ainda haveria "um longo caminho" até um acordo comercial com a China.

Já as gigantes tecnológicas têm sido destaque no radar dos investidores, devido às sabatinas do Congresso americano de empresas do Vale do Silício. Nos últimos dias, o executivo do Facebook David Marcus prestou depoimento sobre o projeto da criptomoeda Libra, cuja falta de regulação governamental desperta confiança nos parlamentares. Já o executivo Karan Bhatia, da Google, foi chamado por senadores para esclarecer boatos de cooperação da companhia com agentes chineses.

As "giant techs" foram tema central de discussão no encontro de hoje do G7, na França, que contou com ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de sete democracias ricas. O ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, manifestou ressalvas quanto à Libra, afirmando que as condições para implementação da moeda "não estão satisfatórias". Também foram debatidas tarifas sobre o setor de tecnologia, uma vez que os EUA protestaram contra o imposto de 3% sobre produtos tecnológicos instituído pela França.

Já a Amazon tornou-se alvo de uma investigação antitruste da União Europeia (UE) por uso de informações para obter vantagens no mercado. Uma inspeção semelhante pelo governo da Alemanha levou a companhia a fechar um acordo com o governo alemão hoje, no qual se comprometeu a alterar alguns de seus termos de serviço.

As ações do Facebook fecharam em queda de 1,0%, enquanto os papéis do Google caíram 0,58% e a Amazon perdeu 0,89%. Entre outras ações em foco hoje, Netflix caiu 0,97% e IBM teve baixa de 0,32%, antes de publicarem resultados trimestrais, depois do fechamento.

Entre as empresas que publicaram seus balanços financeiros hoje, teve destaque o Bank of America (+0,69%), que relatou lucro líquido de US$ 7,3 bilhões no segundo trimestre do ano, acima do registrado no mesmo período de 2018. Ainda no setor bancário, contudo, Goldman Sachs (-1,03%), JPMorgan (-0,98%) e Citigroup (-0,70%) recuaram.



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Bolsas de NY fecham em queda, repercutindo Livro Bege e setor de tecnologia


17/07/2019 | 18:50


As bolsas de Nova York encerraram em baixa a sessão desta quarta-feira, 17, repercutindo comentários do Livro Bege sobre o peso da guerra comercial na economia americana. O mercado monitorou também a situação do setor de alta tecnologia, com empresas na mira de autoridades nos Estados Unidos e na Europa.

O índice Dow Jones encerrou o dia em queda de 0,42%, aos 27.219,85 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%, aos 8.185,21 pontos, e o S&P 500 caiu 0,65% para 2.984,42 pontos, fechando abaixo da marca psicológica de 3 mil pontos pela primeira vez em quase uma semana.

Publicado hoje pelo Federal Reserve, o Livro Bege mostra que empresários americanos estão preocupados com o impacto negativo das tensões comerciais entre Washington e Pequim sobre a economia dos EUA. Ontem, o presidente Donald Trump contribuiu para o sentimento negativo ao comentar que ainda haveria "um longo caminho" até um acordo comercial com a China.

Já as gigantes tecnológicas têm sido destaque no radar dos investidores, devido às sabatinas do Congresso americano de empresas do Vale do Silício. Nos últimos dias, o executivo do Facebook David Marcus prestou depoimento sobre o projeto da criptomoeda Libra, cuja falta de regulação governamental desperta confiança nos parlamentares. Já o executivo Karan Bhatia, da Google, foi chamado por senadores para esclarecer boatos de cooperação da companhia com agentes chineses.

As "giant techs" foram tema central de discussão no encontro de hoje do G7, na França, que contou com ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de sete democracias ricas. O ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, manifestou ressalvas quanto à Libra, afirmando que as condições para implementação da moeda "não estão satisfatórias". Também foram debatidas tarifas sobre o setor de tecnologia, uma vez que os EUA protestaram contra o imposto de 3% sobre produtos tecnológicos instituído pela França.

Já a Amazon tornou-se alvo de uma investigação antitruste da União Europeia (UE) por uso de informações para obter vantagens no mercado. Uma inspeção semelhante pelo governo da Alemanha levou a companhia a fechar um acordo com o governo alemão hoje, no qual se comprometeu a alterar alguns de seus termos de serviço.

As ações do Facebook fecharam em queda de 1,0%, enquanto os papéis do Google caíram 0,58% e a Amazon perdeu 0,89%. Entre outras ações em foco hoje, Netflix caiu 0,97% e IBM teve baixa de 0,32%, antes de publicarem resultados trimestrais, depois do fechamento.

Entre as empresas que publicaram seus balanços financeiros hoje, teve destaque o Bank of America (+0,69%), que relatou lucro líquido de US$ 7,3 bilhões no segundo trimestre do ano, acima do registrado no mesmo período de 2018. Ainda no setor bancário, contudo, Goldman Sachs (-1,03%), JPMorgan (-0,98%) e Citigroup (-0,70%) recuaram.

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