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Reinvenção de um legado

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tecnologia quase dá vida para o reino animal de ‘O Rei Leão’, que estreia hoje


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

18/07/2019 | 07:44


Transpor uma história pensada para um livro, peça teatral, ou como tenha sido feita originalmente para um outro formato, não é tarefa fácil. Principalmente quando se trata de um clássico. Lançado pela primeira vez como desenho animado, O Rei Leão retorna às telas de cinema, 25 anos depois de sua estreia, mas, agora, com mistura de técnicas de cinematografia e imagens fotorrealistas geradas por computador. O resultado faz os olhos acreditarem que se trata, de fato, de animais, cachoeiras, vento, selva e de um nascer do Sol de tirar o fôlego.

A nova façanha da Disney estreia nas salas da região hoje com direção assinada por Jon Favreau (Mogli: O Menino Lobo) e nem de longe decepciona. Ambientado em uma savana africana, o texto da empreitada segue a fórmula de sucesso da obra noventista. Sim, há alguns pequenos acréscimos de cenas em relação ao desenho, mas que não influenciem no resultado final para que não se lembra bem das cenas originais.

O longa trata da história do rei Mufasa – responsável por cuidar para que o ambiente ao qual pertence seja um lugar para se viver com respeito –, cujo filho Simba acaba de chegar ao mundo. O pequeno está destinado ao trono e vai arcar, também, com os infortúnios desse legado.

Na versão com legendas, a obra conta com as vozes de James Earl Jones, Donald Glover e da cantora Beyoncé. Na dublada, participam o ator de São Bernardo Ícaro Silva, Iza e a cantora paulistana Graça Cunha, entre outros.

O Rei Leão do século XXI, assim como o do anterior, faz alusão para a sociedade, por meio do reino animal, para os mesmos problemas vividos em nosso ‘mundinho’ desde sempre até os dias atuais. Traição, ganância, assédio moral e todos os absurdos que os homens são capazes de cometer por poder estão estampados. E Scar, vilão e tio de Simba, personifica diversos deles.

Após passar por situação muito difícil, o filhote deixa seu lar e parte para o exílio. Por sorte do destino, encontra dois amigos que mudam sua vida e se tornam uma família: o javali Pumba e o suricato Timão. Mas é quando olha para dentro de si, sente seu coração e volta a escutar as sábias palavras do pai que Simba descobre quem é de fato e qual seu verdadeiro e único propósito. Para tudo isso, tem ainda a ajuda da corajosa Nala, amiga de infância que sai em sua busca para reerguer o reino desolado. Diante de tantos questionamentos colocados à mesa, Timão e Pumba surgem justamente com a tarefa de tirar o peso que há na história.

Se O Rei Leão de 1994 foi sucesso absoluto, agora não deverá ser diferente. Recriar a história é tarefa complicada. Mas o mais difícil, mesmo, foi feito com louvor. Emocionar, tocar o coração e fazer pensar sobre nossos atos. Há cenas de encher os olhos de lágrimas. Uma delas, quando o pequeno Simba é mostrado pela primeira vez aos habitantes da floresta em icônica cena inicial. Outra é o momento singelo em que Mufasa dá carinho ao filho depois de necessária bronca, além da felicidade do pássaro Zazu e do macaco Rafiki ao reencontrarem o sucessor ao trono na vida adulta.

O Rei Leão é mais atual do que nunca, por todo seu contexto. Sua releitura chega com urgência para sociedade dividida, intolerante e, por diversas vezes, cheia de raiva. Simba, Nala, Timão, Pumba, Zazu e a inesquecível canção Hakuna Matata são capazes de fazer o público se lembrar, ou aprender, das coisas que realmente importam: fé, amizade, amor e lealdade, com a tecnologia jogando a seu favor. 



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Reinvenção de um legado

Tecnologia quase dá vida para o reino animal de ‘O Rei Leão’, que estreia hoje

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

18/07/2019 | 07:44


Transpor uma história pensada para um livro, peça teatral, ou como tenha sido feita originalmente para um outro formato, não é tarefa fácil. Principalmente quando se trata de um clássico. Lançado pela primeira vez como desenho animado, O Rei Leão retorna às telas de cinema, 25 anos depois de sua estreia, mas, agora, com mistura de técnicas de cinematografia e imagens fotorrealistas geradas por computador. O resultado faz os olhos acreditarem que se trata, de fato, de animais, cachoeiras, vento, selva e de um nascer do Sol de tirar o fôlego.

A nova façanha da Disney estreia nas salas da região hoje com direção assinada por Jon Favreau (Mogli: O Menino Lobo) e nem de longe decepciona. Ambientado em uma savana africana, o texto da empreitada segue a fórmula de sucesso da obra noventista. Sim, há alguns pequenos acréscimos de cenas em relação ao desenho, mas que não influenciem no resultado final para que não se lembra bem das cenas originais.

O longa trata da história do rei Mufasa – responsável por cuidar para que o ambiente ao qual pertence seja um lugar para se viver com respeito –, cujo filho Simba acaba de chegar ao mundo. O pequeno está destinado ao trono e vai arcar, também, com os infortúnios desse legado.

Na versão com legendas, a obra conta com as vozes de James Earl Jones, Donald Glover e da cantora Beyoncé. Na dublada, participam o ator de São Bernardo Ícaro Silva, Iza e a cantora paulistana Graça Cunha, entre outros.

O Rei Leão do século XXI, assim como o do anterior, faz alusão para a sociedade, por meio do reino animal, para os mesmos problemas vividos em nosso ‘mundinho’ desde sempre até os dias atuais. Traição, ganância, assédio moral e todos os absurdos que os homens são capazes de cometer por poder estão estampados. E Scar, vilão e tio de Simba, personifica diversos deles.

Após passar por situação muito difícil, o filhote deixa seu lar e parte para o exílio. Por sorte do destino, encontra dois amigos que mudam sua vida e se tornam uma família: o javali Pumba e o suricato Timão. Mas é quando olha para dentro de si, sente seu coração e volta a escutar as sábias palavras do pai que Simba descobre quem é de fato e qual seu verdadeiro e único propósito. Para tudo isso, tem ainda a ajuda da corajosa Nala, amiga de infância que sai em sua busca para reerguer o reino desolado. Diante de tantos questionamentos colocados à mesa, Timão e Pumba surgem justamente com a tarefa de tirar o peso que há na história.

Se O Rei Leão de 1994 foi sucesso absoluto, agora não deverá ser diferente. Recriar a história é tarefa complicada. Mas o mais difícil, mesmo, foi feito com louvor. Emocionar, tocar o coração e fazer pensar sobre nossos atos. Há cenas de encher os olhos de lágrimas. Uma delas, quando o pequeno Simba é mostrado pela primeira vez aos habitantes da floresta em icônica cena inicial. Outra é o momento singelo em que Mufasa dá carinho ao filho depois de necessária bronca, além da felicidade do pássaro Zazu e do macaco Rafiki ao reencontrarem o sucessor ao trono na vida adulta.

O Rei Leão é mais atual do que nunca, por todo seu contexto. Sua releitura chega com urgência para sociedade dividida, intolerante e, por diversas vezes, cheia de raiva. Simba, Nala, Timão, Pumba, Zazu e a inesquecível canção Hakuna Matata são capazes de fazer o público se lembrar, ou aprender, das coisas que realmente importam: fé, amizade, amor e lealdade, com a tecnologia jogando a seu favor. 

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