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Bolsas da Europa recuam com piora na perspectiva global e tarifa dos EUA no radar



17/07/2019 | 14:40


As principais bolsas da Europa fecharam em baixa nesta quarta-feira, 17, refletindo uma pior avaliação do mercado sobre a perspectiva global. Os comentários feitos na terça pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizaram que a chance de um acordo comercial com a China ainda é remota. Investidores também monitoram a probabilidade de imposição de novas tarifas pelos EUA sobre importações chinesas e europeias.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,37%, para 387,66 pontos.

Trump disse na terça que ainda há "um longo caminho" até a conclusão de um acordo entre Washington e Pequim, contrariando previsões otimistas feitas pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, mais cedo na semana. Trump também insinuou que poderia aplicar novas tarifas sobre importações chinesas "se quisesse". As declarações se juntam às ameaças de Trump de impor tarifas sobre produtos da União Europeia (UE), agravando a percepção do cenário de comércio internacional.

O atual quadro de tensões comerciais foi tema de discussões entre ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de países do G7, que se reúnem nesta terça na França, em encontro do qual também participou o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

O integrante do conselho executivo do BCE Benoît Coeuré também repercutiu o cenário do comércio externo, alertando para os impactos sobre o crescimento na zona do euro e reiterando a disposição da autoridade monetária europeia de "ajustar todos os seus instrumentos" para garantir o avanço da inflação na região.

As bolsas da Europa operaram, ainda, na esteira de um indicador fraco sobre as vendas de carros europeus, que recuaram 7,8% em junho na comparação anual, segundo dados divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis. A leitura representa mais um sinal de desaceleração econômica na zona do euro.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,55%, para 7.535,46 pontos. Mais cedo, a primeira-ministra britânica Theresa May voltou a afirmar que um "bom acordo" é o melhor cenário para o Brexit (saída do Reino Unido da UE), em seu provável último discurso como premiê antes da eleição do sucessor. Já na Alemanha, o índice DAX recuou 0,72%, a 12.341,03 pontos, com Deutsche Bank em baixa de 2,38% e Deutsche Telekom, de 0,85%, entre os papéis mais negociados.

O índice CAC 40, da bolsa de Paris, caiu 0,76%, para 5.571,71 pontos, enquanto o índice FTSE MIB, da bolsa de Milão, teve baixa de 0,56%, a 22.079,38 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registrou perda de 0,99%, a 9.284,20 pontos, e em Lisboa, o índice PSI 20 fechou em queda de 0,21%, a 5.252,28 pontos.

Diversas empresas suecas figuraram entre as líderes de ganhos e perdas no Stoxx-600, após publicação de balanços, com valorização expressiva da biofarmacêutica Orphan Biovitrum (+10,37%) e da fabricante de rolamentos SKF (+3,14%) e forte queda da companhia de telecomunicações Ericsson (-11,84%), da prestadora de serviços industriais Alfa Laval (-10.34%) e do banco Swedbank (-7,07%).



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Bolsas da Europa recuam com piora na perspectiva global e tarifa dos EUA no radar


17/07/2019 | 14:40


As principais bolsas da Europa fecharam em baixa nesta quarta-feira, 17, refletindo uma pior avaliação do mercado sobre a perspectiva global. Os comentários feitos na terça pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizaram que a chance de um acordo comercial com a China ainda é remota. Investidores também monitoram a probabilidade de imposição de novas tarifas pelos EUA sobre importações chinesas e europeias.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,37%, para 387,66 pontos.

Trump disse na terça que ainda há "um longo caminho" até a conclusão de um acordo entre Washington e Pequim, contrariando previsões otimistas feitas pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, mais cedo na semana. Trump também insinuou que poderia aplicar novas tarifas sobre importações chinesas "se quisesse". As declarações se juntam às ameaças de Trump de impor tarifas sobre produtos da União Europeia (UE), agravando a percepção do cenário de comércio internacional.

O atual quadro de tensões comerciais foi tema de discussões entre ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de países do G7, que se reúnem nesta terça na França, em encontro do qual também participou o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

O integrante do conselho executivo do BCE Benoît Coeuré também repercutiu o cenário do comércio externo, alertando para os impactos sobre o crescimento na zona do euro e reiterando a disposição da autoridade monetária europeia de "ajustar todos os seus instrumentos" para garantir o avanço da inflação na região.

As bolsas da Europa operaram, ainda, na esteira de um indicador fraco sobre as vendas de carros europeus, que recuaram 7,8% em junho na comparação anual, segundo dados divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis. A leitura representa mais um sinal de desaceleração econômica na zona do euro.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,55%, para 7.535,46 pontos. Mais cedo, a primeira-ministra britânica Theresa May voltou a afirmar que um "bom acordo" é o melhor cenário para o Brexit (saída do Reino Unido da UE), em seu provável último discurso como premiê antes da eleição do sucessor. Já na Alemanha, o índice DAX recuou 0,72%, a 12.341,03 pontos, com Deutsche Bank em baixa de 2,38% e Deutsche Telekom, de 0,85%, entre os papéis mais negociados.

O índice CAC 40, da bolsa de Paris, caiu 0,76%, para 5.571,71 pontos, enquanto o índice FTSE MIB, da bolsa de Milão, teve baixa de 0,56%, a 22.079,38 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registrou perda de 0,99%, a 9.284,20 pontos, e em Lisboa, o índice PSI 20 fechou em queda de 0,21%, a 5.252,28 pontos.

Diversas empresas suecas figuraram entre as líderes de ganhos e perdas no Stoxx-600, após publicação de balanços, com valorização expressiva da biofarmacêutica Orphan Biovitrum (+10,37%) e da fabricante de rolamentos SKF (+3,14%) e forte queda da companhia de telecomunicações Ericsson (-11,84%), da prestadora de serviços industriais Alfa Laval (-10.34%) e do banco Swedbank (-7,07%).

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