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Instituto nega que Imposto Único aumenta carga de setores de cadeias longas



16/07/2019 | 14:13


O presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner, negou nesta terça-feira, 16, que a implementação de um Imposto Único no Brasil vai aumentar a carga tributária das empresas dos setores de cadeias produtivas mais longas. Para ele, este é um argumento muito usado para criticar o Imposto Único. Os críticos, de acordo com ele, alegam que a cumulatividade oneraria de forma demasiada alguns setores da economia, como a indústria, por exemplo.

"Esse argumento é um mito que foi criado e que repetido insistentemente para tentar desvalorizar ou desacreditar a proposta do Imposto Único. Porém, ele não se sustenta. Não existe um único estudo empírico que comprove essa tese, de que a tributação sobre as movimentações financeiras onerara mais alguns setores do que outros", rebateu o presidente do Instituto Brasil 200.

Ele disse que há mais de 40 entidades industriais, que representam 55% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que estão apoiando a proposta do Imposto Único. "Ou seja, os próprios industriais que dizem que serão os mais afetados estão nos apoiando. Então esse argumento não se sustenta", disse.

Alíquota dobrada

Kanner explicou que a proposta do Imposto Único, que incidiria sobre as transações financeiras, prevê a cobrança de 5% sobre as operações de saques em dinheiro nos bancos. "Ou seja, se você for sacar dinheiro no banco, pagaria 5% na alíquota para sacar", disse explicando que essa seria uma forma e desestimular as transações com dinheiro vivo.

"A pessoa, quando faz um saque no banco, faz duas transações financeiras. Então a gente estaria tributando essas duas transações financeiras que essa gente estaria fazendo", explicou.

Imposto de Renda

Kanner explicou que ainda não está certo na proposta do Imposto Único a extinção do Imposto de Renda. De acordo com ele, como o IR é um imposto que reduz a desigualdade social, traz mais justiça social, ele é negociável.

"A discussão vai ser longa daqui para frente e o importante é a gente introduzir o conceito de que a gente precisa mudar o nosso sistema tributário com um imposto sobre transação financeira. Aí os detalhes menores serão discutidos e a alíquota vai depender de quais impostos forem extintos e quais ficarão, Mas o IR pode ser negociado para a gente manter", afirmou Kanner.



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Instituto nega que Imposto Único aumenta carga de setores de cadeias longas


16/07/2019 | 14:13


O presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner, negou nesta terça-feira, 16, que a implementação de um Imposto Único no Brasil vai aumentar a carga tributária das empresas dos setores de cadeias produtivas mais longas. Para ele, este é um argumento muito usado para criticar o Imposto Único. Os críticos, de acordo com ele, alegam que a cumulatividade oneraria de forma demasiada alguns setores da economia, como a indústria, por exemplo.

"Esse argumento é um mito que foi criado e que repetido insistentemente para tentar desvalorizar ou desacreditar a proposta do Imposto Único. Porém, ele não se sustenta. Não existe um único estudo empírico que comprove essa tese, de que a tributação sobre as movimentações financeiras onerara mais alguns setores do que outros", rebateu o presidente do Instituto Brasil 200.

Ele disse que há mais de 40 entidades industriais, que representam 55% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que estão apoiando a proposta do Imposto Único. "Ou seja, os próprios industriais que dizem que serão os mais afetados estão nos apoiando. Então esse argumento não se sustenta", disse.

Alíquota dobrada

Kanner explicou que a proposta do Imposto Único, que incidiria sobre as transações financeiras, prevê a cobrança de 5% sobre as operações de saques em dinheiro nos bancos. "Ou seja, se você for sacar dinheiro no banco, pagaria 5% na alíquota para sacar", disse explicando que essa seria uma forma e desestimular as transações com dinheiro vivo.

"A pessoa, quando faz um saque no banco, faz duas transações financeiras. Então a gente estaria tributando essas duas transações financeiras que essa gente estaria fazendo", explicou.

Imposto de Renda

Kanner explicou que ainda não está certo na proposta do Imposto Único a extinção do Imposto de Renda. De acordo com ele, como o IR é um imposto que reduz a desigualdade social, traz mais justiça social, ele é negociável.

"A discussão vai ser longa daqui para frente e o importante é a gente introduzir o conceito de que a gente precisa mudar o nosso sistema tributário com um imposto sobre transação financeira. Aí os detalhes menores serão discutidos e a alíquota vai depender de quais impostos forem extintos e quais ficarão, Mas o IR pode ser negociado para a gente manter", afirmou Kanner.

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