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Após auxílio a Marinho, Rafael emplaca irmão na Assembleia

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

16/07/2019 | 06:14


Irmão do vereador Rafael Demarchi (PRB), de São Bernardo, Vinicius Felipe Demarchi foi nomeado para cargo apadrinhado na primeira secretaria da mesa diretora da Assembleia Legislativa, espaço chefiado pelo PT, na figura do deputado estadual Enio Tatto. A portaria se deu formalmente na sexta-feira, registrada ao posto comissionado de assessor especial de gabinete – função na qual a remuneração atinge o patamar de até R$ 15.979 –, e aconteceu exatamente um mês depois de o parlamentar se abster na votação das contas de 2015 e 2016 do ex-prefeito Luiz Marinho (PT).

O posicionamento de Rafael Demarchi na apreciação dos balancetes, após longo período de articulações e paralisia da casa, auxiliou Marinho a derrubar movimento pela reversão do parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Na ocasião, foram 18 votos favoráveis à reprovação das contas do ex-prefeito. Para alterar a orientação da corte, no entanto, eram necessários dois terços, ou seja, 19 crivos. Seis vereadores votaram pela absolvição de Marinho – cinco parlamentares do PT mais Índio (PL) – e outros quatro se abstiveram, cenário determinante para êxito do petista na Câmara.

A primeira secretaria da Assembleia se tornou tradicional reduto petista. O partido mantém o posto ininterruptamente desde 2002, bem como quase 60 cargos de confiança atrelados à vaga. A atual bancada da legenda, que tem o terceiro maior bloco, com dez cadeiras – atrás apenas do PSL e do tucanato –, votou em peso para a reeleição de Cauê Macris (PSDB) em março, reeditando aliança histórica para manter hegemonia na casa. Ex-ocupante do posto e aliado de Rafael no passado, Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba integram a ala do PT e possuem ficha de filiação no diretório de São Bernardo.

No segundo mandato consecutivo no Legislativo, Rafael Demarchi, curiosamente, namora com o PSL, do presidente Jair Bolsonaro, um dos principais opositores hoje ao petismo. A alternativa de migração para a sigla é estudada para possível candidatura de reeleição na Câmara, mantendo conversas com dirigentes do partido em São Paulo.

No último pleito municipal, realizado em 2016, Rafael obteve 4.125 votos. Na oportunidade, com a mudança na legislação eleitoral, que impedia doações empresariais, o republicano recebeu R$ 800 de repasse do irmão.
Mesmo considerado de fora do ambiente político, o nome de Vinicius já aparece oficialmente no quadro de servidores da primeira secretaria do Parlamento paulista.

Procurado, Rafael Demarchi rechaçou qualquer ligação com a nomeação em questão, alegando que o irmão “tem a vida (profissional) dele”. Segundo o parlamentar, Vinicius “é técnico e consultor”. “Não tenho nada a ver com a vida dele”, sintetizou, por nota. 



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Após auxílio a Marinho, Rafael emplaca irmão na Assembleia

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

16/07/2019 | 06:14


Irmão do vereador Rafael Demarchi (PRB), de São Bernardo, Vinicius Felipe Demarchi foi nomeado para cargo apadrinhado na primeira secretaria da mesa diretora da Assembleia Legislativa, espaço chefiado pelo PT, na figura do deputado estadual Enio Tatto. A portaria se deu formalmente na sexta-feira, registrada ao posto comissionado de assessor especial de gabinete – função na qual a remuneração atinge o patamar de até R$ 15.979 –, e aconteceu exatamente um mês depois de o parlamentar se abster na votação das contas de 2015 e 2016 do ex-prefeito Luiz Marinho (PT).

O posicionamento de Rafael Demarchi na apreciação dos balancetes, após longo período de articulações e paralisia da casa, auxiliou Marinho a derrubar movimento pela reversão do parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Na ocasião, foram 18 votos favoráveis à reprovação das contas do ex-prefeito. Para alterar a orientação da corte, no entanto, eram necessários dois terços, ou seja, 19 crivos. Seis vereadores votaram pela absolvição de Marinho – cinco parlamentares do PT mais Índio (PL) – e outros quatro se abstiveram, cenário determinante para êxito do petista na Câmara.

A primeira secretaria da Assembleia se tornou tradicional reduto petista. O partido mantém o posto ininterruptamente desde 2002, bem como quase 60 cargos de confiança atrelados à vaga. A atual bancada da legenda, que tem o terceiro maior bloco, com dez cadeiras – atrás apenas do PSL e do tucanato –, votou em peso para a reeleição de Cauê Macris (PSDB) em março, reeditando aliança histórica para manter hegemonia na casa. Ex-ocupante do posto e aliado de Rafael no passado, Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba integram a ala do PT e possuem ficha de filiação no diretório de São Bernardo.

No segundo mandato consecutivo no Legislativo, Rafael Demarchi, curiosamente, namora com o PSL, do presidente Jair Bolsonaro, um dos principais opositores hoje ao petismo. A alternativa de migração para a sigla é estudada para possível candidatura de reeleição na Câmara, mantendo conversas com dirigentes do partido em São Paulo.

No último pleito municipal, realizado em 2016, Rafael obteve 4.125 votos. Na oportunidade, com a mudança na legislação eleitoral, que impedia doações empresariais, o republicano recebeu R$ 800 de repasse do irmão.
Mesmo considerado de fora do ambiente político, o nome de Vinicius já aparece oficialmente no quadro de servidores da primeira secretaria do Parlamento paulista.

Procurado, Rafael Demarchi rechaçou qualquer ligação com a nomeação em questão, alegando que o irmão “tem a vida (profissional) dele”. Segundo o parlamentar, Vinicius “é técnico e consultor”. “Não tenho nada a ver com a vida dele”, sintetizou, por nota. 

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