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Garçom teria se recusado a validar promoção para casal homossexual em restaurante de Santo André

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caso aconteceu em churrascaria na Vila Gilda; vídeo de desabafo repercutiu na internet


Do Dgabc.com.br

12/07/2019 | 19:59


A quinta-feira (11) era para ser uma noite agradável para Thabata Mendes, 31 anos, e Amanda Souza, 27. O casal – que mora junto há três anos e pretende também oficializar a união no papel – foi jantar em churrascaria na Vilda Gilda, em Santo André. Depois da refeição, porém, as duas ficaram indignadas com a atitude do garçom que atendeu a mesa. Ele teria dito que a promoção vigente no estabelecimento – R$ 63 jantar para o casal de domingo a quinta, a partir das 18h – não valeria para elas, já que casal é formado por “um homem e uma mulher”.

Thabata, que é produtora de casting de uma agência de publicidade, tentou argumentar na hora. “Mesmo assim ele insistiu no que dizia, as pessoas que estavam próximas chegaram a rir”, conta. As duas então chamaram o gerente da churrascaria, que se desculpou e concedeu a promoção. “O gerente viu o tamanho do problema e corrigiu, mas nós ficamos tão sem reação com o que aconteceu que pagamos em dinheiro para poder sair dali o mais rápido possível. Foi constrangedor.”

Depois do ocorrido, elas registraram queixa formal no Procon, em site de reclamações e publicaram vídeo de indignação nas redes sociais, o que surtiu efeito. O caso foi compartilhado por milhares de pessoas. “Meu intuito de postar foi mostrar o descaso, o ato de homofobia. É para que não aconteça novamente. Estamos tentando mostrar a falta de humanidade das pessoas que não sabem lidar com isso em plenoséculo 21”, conta Thabata. A página do Facebook do restaurante recebeu vários comentários sobre o caso.

No vídeo publicado por Thabata (acima), ela descreve que dois dias antes o casal já havia sofrido preconceito também no condomínio onde mora. “As pessoas se juntaram para dizer que ser gay é motivo de desgosto para a família, que é desagradável conviver com aberrações como a gente. Para mim orgulho é dizer que trabalhei, nunca fiz nada de errado. Sou um motivo de orgulho, sim, não por ser gay, mas por plantar amor em dias de tanta escassez dele.”

Procurada pelo Diário, funcionária da churrascaria atendeu ao telefone, disse que passaria para o responsável, a ligação caiu e a linha ficou indisponível logo na sequência.

É CRIME
Thabata e Amanda saíram tão em choque do restaurante que não conseguiram registrar boletim de ocorrência, mas, de acordo com Cristiane Leandro de Novais, advogada de São Bernardo e diretora jurídica da ONG ABCDs, que tem como missão mobilizar a população sobre as questões de Cidadania e Direitos Humanos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais., o que aconteceu com o casal se configura como crime de homofobia. Ela cita que o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia ao crime de racismo, ou seja, crime inafiançável com pena de 1 a 5 anos de reclusão e multa.

“No caso, partimos do princípio em que o garçom insurgiu a elas de que não eram um casal , ou seja, a conduta seria homofóbica diante da aversão a identidade de gênero delas”, explica a advogada. “Caberia também no âmbito cível ação de indenização contra o restaurante por atos ilícitos cometidos pelo garçom do estabelecimento.”

 



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Garçom teria se recusado a validar promoção para casal homossexual em restaurante de Santo André

Caso aconteceu em churrascaria na Vila Gilda; vídeo de desabafo repercutiu na internet

Do Dgabc.com.br

12/07/2019 | 19:59


A quinta-feira (11) era para ser uma noite agradável para Thabata Mendes, 31 anos, e Amanda Souza, 27. O casal – que mora junto há três anos e pretende também oficializar a união no papel – foi jantar em churrascaria na Vilda Gilda, em Santo André. Depois da refeição, porém, as duas ficaram indignadas com a atitude do garçom que atendeu a mesa. Ele teria dito que a promoção vigente no estabelecimento – R$ 63 jantar para o casal de domingo a quinta, a partir das 18h – não valeria para elas, já que casal é formado por “um homem e uma mulher”.

Thabata, que é produtora de casting de uma agência de publicidade, tentou argumentar na hora. “Mesmo assim ele insistiu no que dizia, as pessoas que estavam próximas chegaram a rir”, conta. As duas então chamaram o gerente da churrascaria, que se desculpou e concedeu a promoção. “O gerente viu o tamanho do problema e corrigiu, mas nós ficamos tão sem reação com o que aconteceu que pagamos em dinheiro para poder sair dali o mais rápido possível. Foi constrangedor.”

Depois do ocorrido, elas registraram queixa formal no Procon, em site de reclamações e publicaram vídeo de indignação nas redes sociais, o que surtiu efeito. O caso foi compartilhado por milhares de pessoas. “Meu intuito de postar foi mostrar o descaso, o ato de homofobia. É para que não aconteça novamente. Estamos tentando mostrar a falta de humanidade das pessoas que não sabem lidar com isso em plenoséculo 21”, conta Thabata. A página do Facebook do restaurante recebeu vários comentários sobre o caso.

No vídeo publicado por Thabata (acima), ela descreve que dois dias antes o casal já havia sofrido preconceito também no condomínio onde mora. “As pessoas se juntaram para dizer que ser gay é motivo de desgosto para a família, que é desagradável conviver com aberrações como a gente. Para mim orgulho é dizer que trabalhei, nunca fiz nada de errado. Sou um motivo de orgulho, sim, não por ser gay, mas por plantar amor em dias de tanta escassez dele.”

Procurada pelo Diário, funcionária da churrascaria atendeu ao telefone, disse que passaria para o responsável, a ligação caiu e a linha ficou indisponível logo na sequência.

É CRIME
Thabata e Amanda saíram tão em choque do restaurante que não conseguiram registrar boletim de ocorrência, mas, de acordo com Cristiane Leandro de Novais, advogada de São Bernardo e diretora jurídica da ONG ABCDs, que tem como missão mobilizar a população sobre as questões de Cidadania e Direitos Humanos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais., o que aconteceu com o casal se configura como crime de homofobia. Ela cita que o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia ao crime de racismo, ou seja, crime inafiançável com pena de 1 a 5 anos de reclusão e multa.

“No caso, partimos do princípio em que o garçom insurgiu a elas de que não eram um casal , ou seja, a conduta seria homofóbica diante da aversão a identidade de gênero delas”, explica a advogada. “Caberia também no âmbito cível ação de indenização contra o restaurante por atos ilícitos cometidos pelo garçom do estabelecimento.”

 

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