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Quando as mulheres começaram a votar no Brasil?

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Constituição Brasileira de 1824 não impedia nem autorizava participação feminina no ato


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

14/07/2019 | 07:06


As mulheres começaram a exercer o direito de voto na história do Brasil a partir do ano de 1933. Na ocasião, elas ajudaram a população a escolher seus representantes políticos na Assembleia Nacional Constituinte, quando também pode votar em uma candidata. 

Até então, a Constituição Brasileira de 1824 não possuía em seus textos nenhum impedimento sobre os direitos políticos a serem exercidos por mulheres, mas também não fazia referência à eles. Essa possibilidade tornou-se real durante o governo provisório do presidente Getúlio Vargas (1882-1954), no ano de 1932, aprovado pelo Código Eleitoral.

PROCESSO 

Eleger uma pessoa que represente e governe o País faz parte de processo bem mais antigo. Em 1532, pouco tempo depois do descobrimento do Brasil e inspirada na metrópole portuguesa, a Capitania de São Vicente, em São Paulo escolhia os representantes das Câmaras Municipais. Apenas os considerados ‘homens bons’ podia fazer parte da ação e declarar seu voto. Foi a partir de 1822, com a Independência do Brasil e a Constituição permitidas pelo imperador Dom Pedro I (1798-1834), que outras eleições ocorreram. O País possuía população rural, repleta de negros escravos e mestiços pobres. De maneira a privilegiar os mais ricos e poderosos, o chamado ‘voto censitário’ era destinado apenas a homens livres, maiores de 25 anos e com renda anual de 100 mil réis, a moeda da época.

Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o País agrário, que basicamente vivia da sua agricultura e plantios, contou com pressão dos grandes fazendeiros – principalmente os produtores de café de São Paulo e Minas Gerais – conviveu com processo eleitoral elitista e com fraudes. Getúlio Vargas tentou amenizar as coisas com a criação da Justiça Eleitoral de 1932.

As mulheres ficavam excluídas das decisões do País e possuíam papel mais familiar e menos social. Apenas no século XIX e início do século XX, o pleito feminista ganha corpo na luta por direitos da mulher e, com a Primeira Guerra Mundial, muitas passaram a liderar suas famílias e começaram a lutar pelo sustento no mercado de trabalho. Essas batalhas travadas por conquistas sociais são enfrentadas por muitas mulheres até os dias de hoje. 

Consultoria de Ricardo Peres, professor de história do Colégio Presbiteriano Mackenzie, de São Paulo. 



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Quando as mulheres começaram a votar no Brasil?

Constituição Brasileira de 1824 não impedia nem autorizava participação feminina no ato

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

14/07/2019 | 07:06


As mulheres começaram a exercer o direito de voto na história do Brasil a partir do ano de 1933. Na ocasião, elas ajudaram a população a escolher seus representantes políticos na Assembleia Nacional Constituinte, quando também pode votar em uma candidata. 

Até então, a Constituição Brasileira de 1824 não possuía em seus textos nenhum impedimento sobre os direitos políticos a serem exercidos por mulheres, mas também não fazia referência à eles. Essa possibilidade tornou-se real durante o governo provisório do presidente Getúlio Vargas (1882-1954), no ano de 1932, aprovado pelo Código Eleitoral.

PROCESSO 

Eleger uma pessoa que represente e governe o País faz parte de processo bem mais antigo. Em 1532, pouco tempo depois do descobrimento do Brasil e inspirada na metrópole portuguesa, a Capitania de São Vicente, em São Paulo escolhia os representantes das Câmaras Municipais. Apenas os considerados ‘homens bons’ podia fazer parte da ação e declarar seu voto. Foi a partir de 1822, com a Independência do Brasil e a Constituição permitidas pelo imperador Dom Pedro I (1798-1834), que outras eleições ocorreram. O País possuía população rural, repleta de negros escravos e mestiços pobres. De maneira a privilegiar os mais ricos e poderosos, o chamado ‘voto censitário’ era destinado apenas a homens livres, maiores de 25 anos e com renda anual de 100 mil réis, a moeda da época.

Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o País agrário, que basicamente vivia da sua agricultura e plantios, contou com pressão dos grandes fazendeiros – principalmente os produtores de café de São Paulo e Minas Gerais – conviveu com processo eleitoral elitista e com fraudes. Getúlio Vargas tentou amenizar as coisas com a criação da Justiça Eleitoral de 1932.

As mulheres ficavam excluídas das decisões do País e possuíam papel mais familiar e menos social. Apenas no século XIX e início do século XX, o pleito feminista ganha corpo na luta por direitos da mulher e, com a Primeira Guerra Mundial, muitas passaram a liderar suas famílias e começaram a lutar pelo sustento no mercado de trabalho. Essas batalhas travadas por conquistas sociais são enfrentadas por muitas mulheres até os dias de hoje. 

Consultoria de Ricardo Peres, professor de história do Colégio Presbiteriano Mackenzie, de São Paulo. 

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