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Presidente 'não se dobrou à velha política', diz Luiz Eduardo Ramos



12/07/2019 | 13:08


O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro "não se dobrou" à velha política com a liberação bilionária de emendas parlamentares na semana de votação da Reforma da Previdência no Plenário da Câmara. Durante café da manhã com jornalistas, ele defendeu que não se deve usar o termo "nova política", pois "política é política".

"Quando se fala em velha e nova política, se busca o antagonismo, a divisão. Política é política. É um processo democrático. Existem recursos que podem ser liberados em uma votação", declarou. O ministro tomou posse na semana passada com a função de ser o novo articulador político do governo junto ao Congresso.

Ele destacou, ainda, que o governo não criou novas despesas, já que as emendas são impositivas e a liberação na véspera de votações importantes teria ocorrido de forma "transparente". Ramos também defendeu que as emendas não são para os parlamentares, e sim para ajudar as cidades de cada um.

"Não é que o presidente se dobrou à velha política, ninguém escondeu, foi transparente. Não estou vendo este processo como se estivesse sendo como toma lá dá cá", disse Ramos. "Se o deputado recebe, não é para ele, deputado, é para a sua cidade. Cada deputado, dentro das políticas públicas, vai buscar atender as demandas da sua cidade. Mas (o recurso) tem que ser aplicado corretamente."

O ministro elogiou o presidente Jair Bolsonaro por ter tido a coragem de criar "ministérios de porteira fechada", ou seja, sem indicações políticas.

Reforma

Ramos também afirmou que "não é demérito" do governo reconhecer o papel do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a aprovação do texto-base da Reforma da Previdência. Ele destacou que foi Bolsonaro quem pediu para que o ministro cumprimentasse Maia e o chamasse de "general" no dia da votação. "O presidente teve a coragem como recém-eleito de encaminhar a reforma", disse.

Ele também disse que, no momento, não tem o intuito de construir a base aliada do governo no Congresso e que precisa se apresentar aos parlamentares. "Não estou encarando essa missão de construir a base, quero servir de ponte entre o Executivo e o Legislativo, porque é muito importante", declarou. "No andar da carruagem vai arrumar as melancias que estão em cima", comentou sobre a articulação.

Sobre eventuais mudanças que possam ser feitas no texto através de emendas, Ramos defendeu que faz parte da democracia. "O básico passou. Isso que importa. É a reforma possível", declarou.



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Presidente 'não se dobrou à velha política', diz Luiz Eduardo Ramos


12/07/2019 | 13:08


O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro "não se dobrou" à velha política com a liberação bilionária de emendas parlamentares na semana de votação da Reforma da Previdência no Plenário da Câmara. Durante café da manhã com jornalistas, ele defendeu que não se deve usar o termo "nova política", pois "política é política".

"Quando se fala em velha e nova política, se busca o antagonismo, a divisão. Política é política. É um processo democrático. Existem recursos que podem ser liberados em uma votação", declarou. O ministro tomou posse na semana passada com a função de ser o novo articulador político do governo junto ao Congresso.

Ele destacou, ainda, que o governo não criou novas despesas, já que as emendas são impositivas e a liberação na véspera de votações importantes teria ocorrido de forma "transparente". Ramos também defendeu que as emendas não são para os parlamentares, e sim para ajudar as cidades de cada um.

"Não é que o presidente se dobrou à velha política, ninguém escondeu, foi transparente. Não estou vendo este processo como se estivesse sendo como toma lá dá cá", disse Ramos. "Se o deputado recebe, não é para ele, deputado, é para a sua cidade. Cada deputado, dentro das políticas públicas, vai buscar atender as demandas da sua cidade. Mas (o recurso) tem que ser aplicado corretamente."

O ministro elogiou o presidente Jair Bolsonaro por ter tido a coragem de criar "ministérios de porteira fechada", ou seja, sem indicações políticas.

Reforma

Ramos também afirmou que "não é demérito" do governo reconhecer o papel do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a aprovação do texto-base da Reforma da Previdência. Ele destacou que foi Bolsonaro quem pediu para que o ministro cumprimentasse Maia e o chamasse de "general" no dia da votação. "O presidente teve a coragem como recém-eleito de encaminhar a reforma", disse.

Ele também disse que, no momento, não tem o intuito de construir a base aliada do governo no Congresso e que precisa se apresentar aos parlamentares. "Não estou encarando essa missão de construir a base, quero servir de ponte entre o Executivo e o Legislativo, porque é muito importante", declarou. "No andar da carruagem vai arrumar as melancias que estão em cima", comentou sobre a articulação.

Sobre eventuais mudanças que possam ser feitas no texto através de emendas, Ramos defendeu que faz parte da democracia. "O básico passou. Isso que importa. É a reforma possível", declarou.

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