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Possível comprador da Ford quer gerar mais 1.000 vagas

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo Orlando Morando, o anúncio sobre quem ficará com a planta será feito em agosto


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/07/2019 | 08:47


O prefeito de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) garantiu ontem que o grupo que vai assumir a fábrica da Ford da região, que teve seu fechamento anunciado em fevereiro deste ano, será anunciado em agosto. Em evento realizado ontem na Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC), Morando destacou que duas empresas estão interessadas na unidade produtiva, sendo que uma delas garantiu gerar 1.000 empregos em até dois anos, além de manter os atuais 2.800.

Ou seja, a fábrica da cidade, responsável pela produção do New Fiesta e de três modelos de caminhões (leia mais abaixo), poderia chegar a 3.800 mil colaboradores. A Caoa foi a única empresa que assumiu publicamente interesse na aquisição da planta, no entanto, Morando não citou nomes.

“Eu tenho acompanhado a questão da Ford semanalmente, e nós estamos otimistas que, no mês de aniversário de São Bernardo, a gente possa anunciar o novo grupo gestor da Ford. A Ford não vai fechar. Pode ir embora a Ford, mas a fábrica e os empregos estão mantidos”, afirmou o prefeito.

Segundo ele, há duas empresas interessadas na unidade. “São dois players que estão trabalhando nessa possibilidade e temos dialogado com os dois. Um deles foi mais ousado e garantiu que, se for o comprador da fábrica, em menos de dois anos, além de manter os empregos, vai gerar mais 1.000 postos nesta planta com o lançamento de produtos”, disse Morando, que também destacou que está sendo trabalhada a negociação da propriedade. “Então não é um arrendamento, é uma grande aquisição.”

Na época em que foi anunciada a decisão de encerrar a atividade produtiva no Grande ABC, a montadora norte-americana justificou a mudança pela saída do segmento de caminhões no País. Mesmo após diversas reuniões envolvendo o poder público e o SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), que chegou a enviar representantes para a matriz da empresa em Dearborn, Michigan, nos Estados Unidos, para tentar reverter a situação, a Ford manteve o seu posicionamento.

No fim de fevereiro, o governo do Estado anunciou que iria buscar um novo comprador para a unidade e começou a acompanhar as negociações. O governador João Doria (PSDB) chegou a dar prazo para um anúncio sobre a situação até junho, o que não ocorreu.

A empresa já tinha afirmado que deve manter a produção até novembro deste ano. Em abril, os trabalhadores e a empresa chegaram a um acordo sobre o PDI (Plano de Demissão Incentivada), que vai pagar até dois salários por ano trabalhado, porém, o metalúrgico que for contratado pelo novo grupo vai receber o índice de 1,5.

O sindicato não divulgou o número de trabalhadores que aderiram ao PDI, mas afirmou que a maioria já estava próximo da aposentadoria.

Questionada sobre o assunto, a Ford disse que não ia se manifestar. A Caoa afirmou que não tinha a confirmação dessas informações ou qualquer outra novidade sobre o tema. O governo do Estado, que também acompanha a movimentação, afirmou por meio da Secretaria da Fazenda, que a negociação acontece entre as empresas e que, por enquanto, não ia se manifestar. O sindicato também optou por não comentar as questões relacionadas à venda da fábrica.


New Fiesta deixa de ser produzido

O único automóvel que era produzido na planta de São Bernardo, o New Fiesta, teve sua produção encerrada há praticamente um mês, em 13 de junho. A informação foi confirmada pela Ford, que justificou que a montagem acabou após o encerramento do estoque de peças.

Atualmente, o automóvel que pode ser encontrado por R$ 53 mil, mas com barganha, assim como fez a equipe de reportagem do Diário por telefone, pode ser negociado por até R$ 50.050.

No próprio site da montadora, o New Fiesta consta apenas na parte de ofertas – ao contrário dos outros modelos como o Ka e a EcoSport que estão na página inicial – saindo a partir de R$ 50.990 à vista no modelo 1.6. A oferta que também dá opção de entrada de R$ 39.262,30 e saldo em 36 vezes de R$ 362 para chegar a taxa 0% ao mês é válida até dia 31 de julho.

De acordo com trabalhadores da planta que foram ouvidos pelo Diário e optaram por não se identificar, apenas o administrativo da planta está funcionando. O restante está em casa, de banco de horas, há mais de três semanas, com retorno previsto para segunda, dia 15. A expectativa é de que, na data, o chão de fábrica inicie a produção das últimas 300 unidades de pesados (modelos cargo, F 4.000 e F 3650) que sairão da linha de montagem de São Bernardo.

Segundo os colaboradores, a Ford não dá informação sobre o assunto, e muitos estão desanimados com a perspectiva de se manterem empregados.


(Colaboraram Daniel Tossato e Soraia Abreu Pedrozo) 



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Possível comprador da Ford quer gerar mais 1.000 vagas

Segundo Orlando Morando, o anúncio sobre quem ficará com a planta será feito em agosto

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/07/2019 | 08:47


O prefeito de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) garantiu ontem que o grupo que vai assumir a fábrica da Ford da região, que teve seu fechamento anunciado em fevereiro deste ano, será anunciado em agosto. Em evento realizado ontem na Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC), Morando destacou que duas empresas estão interessadas na unidade produtiva, sendo que uma delas garantiu gerar 1.000 empregos em até dois anos, além de manter os atuais 2.800.

Ou seja, a fábrica da cidade, responsável pela produção do New Fiesta e de três modelos de caminhões (leia mais abaixo), poderia chegar a 3.800 mil colaboradores. A Caoa foi a única empresa que assumiu publicamente interesse na aquisição da planta, no entanto, Morando não citou nomes.

“Eu tenho acompanhado a questão da Ford semanalmente, e nós estamos otimistas que, no mês de aniversário de São Bernardo, a gente possa anunciar o novo grupo gestor da Ford. A Ford não vai fechar. Pode ir embora a Ford, mas a fábrica e os empregos estão mantidos”, afirmou o prefeito.

Segundo ele, há duas empresas interessadas na unidade. “São dois players que estão trabalhando nessa possibilidade e temos dialogado com os dois. Um deles foi mais ousado e garantiu que, se for o comprador da fábrica, em menos de dois anos, além de manter os empregos, vai gerar mais 1.000 postos nesta planta com o lançamento de produtos”, disse Morando, que também destacou que está sendo trabalhada a negociação da propriedade. “Então não é um arrendamento, é uma grande aquisição.”

Na época em que foi anunciada a decisão de encerrar a atividade produtiva no Grande ABC, a montadora norte-americana justificou a mudança pela saída do segmento de caminhões no País. Mesmo após diversas reuniões envolvendo o poder público e o SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), que chegou a enviar representantes para a matriz da empresa em Dearborn, Michigan, nos Estados Unidos, para tentar reverter a situação, a Ford manteve o seu posicionamento.

No fim de fevereiro, o governo do Estado anunciou que iria buscar um novo comprador para a unidade e começou a acompanhar as negociações. O governador João Doria (PSDB) chegou a dar prazo para um anúncio sobre a situação até junho, o que não ocorreu.

A empresa já tinha afirmado que deve manter a produção até novembro deste ano. Em abril, os trabalhadores e a empresa chegaram a um acordo sobre o PDI (Plano de Demissão Incentivada), que vai pagar até dois salários por ano trabalhado, porém, o metalúrgico que for contratado pelo novo grupo vai receber o índice de 1,5.

O sindicato não divulgou o número de trabalhadores que aderiram ao PDI, mas afirmou que a maioria já estava próximo da aposentadoria.

Questionada sobre o assunto, a Ford disse que não ia se manifestar. A Caoa afirmou que não tinha a confirmação dessas informações ou qualquer outra novidade sobre o tema. O governo do Estado, que também acompanha a movimentação, afirmou por meio da Secretaria da Fazenda, que a negociação acontece entre as empresas e que, por enquanto, não ia se manifestar. O sindicato também optou por não comentar as questões relacionadas à venda da fábrica.


New Fiesta deixa de ser produzido

O único automóvel que era produzido na planta de São Bernardo, o New Fiesta, teve sua produção encerrada há praticamente um mês, em 13 de junho. A informação foi confirmada pela Ford, que justificou que a montagem acabou após o encerramento do estoque de peças.

Atualmente, o automóvel que pode ser encontrado por R$ 53 mil, mas com barganha, assim como fez a equipe de reportagem do Diário por telefone, pode ser negociado por até R$ 50.050.

No próprio site da montadora, o New Fiesta consta apenas na parte de ofertas – ao contrário dos outros modelos como o Ka e a EcoSport que estão na página inicial – saindo a partir de R$ 50.990 à vista no modelo 1.6. A oferta que também dá opção de entrada de R$ 39.262,30 e saldo em 36 vezes de R$ 362 para chegar a taxa 0% ao mês é válida até dia 31 de julho.

De acordo com trabalhadores da planta que foram ouvidos pelo Diário e optaram por não se identificar, apenas o administrativo da planta está funcionando. O restante está em casa, de banco de horas, há mais de três semanas, com retorno previsto para segunda, dia 15. A expectativa é de que, na data, o chão de fábrica inicie a produção das últimas 300 unidades de pesados (modelos cargo, F 4.000 e F 3650) que sairão da linha de montagem de São Bernardo.

Segundo os colaboradores, a Ford não dá informação sobre o assunto, e muitos estão desanimados com a perspectiva de se manterem empregados.


(Colaboraram Daniel Tossato e Soraia Abreu Pedrozo) 

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